Foi demitido? Siga essa superdica para dar início a uma boa e rápida recolocação

A perda de um emprego geralmente é traumática, há quem diga que o impacto só é menor do que perder um ente querido. De fato não é uma situação fácil para ninguém, sobretudo para quem tem família e um certo padrão de segurança, conforto e status social a sustentar, mas até aí tudo bem, você foi demitido, o que fazer agora? Vida que segue!

A primeira pergunta que vem na minha cabeça (e provavelmente na de muitos dos seus futuros entrevistadores) é a seguinte: – Por que você foi demitido? Normalmente a resposta está na ponta da lígua e muitas vezes vem antes mesmo da pergunta em si: “- Redução de quadro!”, acertei? Pah, na mosca.

Pode até ser que tenha havido uma redução de quadro mesmo, quem sou eu para duvidar da palavra de alguém, mas a questão então é: – Já que o motivo foi esse, você há de convir que poderia ser qualquer outra pessoa, concorda? Então, por que você?

Ahá, tenho certeza que por essa você não esperava, não é mesmo? É quando a pessoa faz um semblante de assustado, meio que impactado pela “grande revelação” e responde: “- Olha, foi o que me disseram! Mas pensando bem, até que você tem razão: Por que eu? Agora eu também quero saber. E confesso, na realidade fiquei muito triste, até porque eu nunca cheguei atrasado, nunca faltei, sempre cumpri as metas … enfim”. É eu sei, admito que é difícil pensar nas reais causas no momento em que ocorre, é muito mais “fácil” assumir a posição de vítima (e mais confortável também) do que pensar na sua parcela de responsabilidade para que a situação chegasse a esse ponto.

Pois bem, vamos pensar friamente: Ainda que sua demissão tenha sido motivada pela crise, a empresa não pode parar, logo, se diminui a produção, isso vai se refletir na receita e consequentemente, vai impactar no quadro de funcionários. Contudo, alguém vai ter que realizar aquela função e a empresa vai escolher o pior? Certamente não, normalmente ela utiliza o critério de conhecimento, habilidade técnica e produtividade.

Então, se haviam duas pessoas para se escolher apenas uma para aquela função, o que pode ter levado a empresa a optar pelo outro funcionário e não por você? Aí, normalmente vem outra resposta que não nos ajudará em absolutamente nada: “- Ah, também, o outro era peixe …” (e por aí vai…).

Sei que pareço um pouco duro com as palavras, mas o meu objetivo não é o de alimentar o seu luto, pelo contrário, é o de ajudá-lo a se erguer o mais rapidamente possível para que você siga com a sua caminhada rumo ao ápice da sua trajetória profissional, pela sua felicidade e a de seus familiares, sobretudo a dos seus filhos. “- Tá certo, então por onde devo (re) começar?”. Toda grande mudança começa dentro. Assim, não adianta procurar culpados ou justificativas para o que aconteceu, portanto, o momento agora é de refletir sobre as perguntas certas, doa o que doer:

– O que você deixou de fazer no trabalho que poderia ter feito?

– Que resultados você deixou de entregar?

– Como era o seu relacionamento com os seus pares, com os seus superiores e com seus subordinados?

– O que você poderia ter feito melhor ainda?

Sei que são inúmeras as perguntas, e bem difíceis, pois geram desconforto e alguma dor, no entanto, admitir e reconhecer as suas falhas é a primeira e talvez a mais importante medida para o seu amadurecimento profissional, obviamente que essa reflexão não tem o menor propósito de lhe deprimir, pense que a empresa pode ter-lhe feito até mesmo “um favor” e nem você, tampouco eles, sabem disso.

No mais, compreenda que a primeira e melhor coisa que você faz por você é refletir, admitir e aprender, pergunte-se: Se eu pudesse voltar no tempo e fazer algo diferente no meu trabalho, o que eu faria? A resposta a essa e às demais perguntas de maneira franca, transparente, sem subterfúgios, fantasias ou ilusões certamente lhe darão mais segurança, que, aliada à sua inteligência, competência e simpatia o levarão a posições até mais elevadas em futuros empregos.

Gostou do tema? Passou por alguma experiência parecida? Compartilhe comigo, terei o maior prazer em conhecer a sua história e quem sabe, contribuir com outras pessoa que têm as mesmas dificuldades, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

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