Como o coaching contribui para o desenvolvimento de lideranças

Hoje vou responder à uma dúvida da Patrícia Gibson, estudante de administração da FEAPA e que está fazendo o seu trabalho de conclusão de curso baseado no coaching executivo, então, mandou essa pergunta: Como as ferramentas de coaching podem ser usadas no desenvolvimento de lideranças?

A primeira coisa a saber, é que as ferramentas, técnicas e modelos estruturados de coaching são utilizados de acordo com as necessidades apresentadas por ocasião do atendimento propriamente dito, não havendo necessariamente um conjunto de ferramentas específicas para atender a este propósito, tampouco uma ordem sequencial de utilização das mesmas, uma vez que o profissional coach deve, antes de qualquer coisa, levantar as principais características, qualidades ou atitudes a serem desenvolvidas nesse líder, sempre considerando-se a cultura organizacional.

Certa vez, em uma formação na cidade de Recife-PE, um diretor executivo de uma grande companhia telefônica me solicitou que atendesse três gerentes de uma de suas unidades. Perguntei-lhe o objetivo principal a ser alcançado. “– Desenvolvimento gerencial”, foi a sua resposta. Muito bem, um prato cheio para qualquer aventureiro de plantão, só que, nós, coaches profissionais precisamos de dados mais específicos para saber exatamente o que desenvolver, então adotamos os seguintes passos:

1) Conhecer a cultura organizacional daquela empresa especificamente e o que se espera de um bom líder naquela organização: É muito importante compreender que assim como as pessoas, as empresas diferenciam-se umas das outras, sobretudo no que diz respeito à sua cultura organizacional, isso, por si só, vai influenciar no modelo de liderança a ser adotado e consequentemente no padrão comportamental ou qualidades a serem desenvolvidas baseadas no perfil do cargo (supostamente já desenhado pelo RH em seu plano de carreira), do contrário, o coach deve levantar esse perfil ideal;

2) Conhecer muito bem o perfil atual do gerente em questão: Para isso existem alguns recursos que podemos lançar mão, como o seu perfil comportamental que deve ser feito por um analista comportamental assessment devidamente habilitado, no nosso caso, utilizamos o Cibrasystem, através do qual, conseguimos identificar inúmeras informações acerca deste gerente através de alguns gráficos que avaliam além do perfil comportamental, nível de pressão que este gerente sofre para atender às exigências do meio, tipo e velocidade na tomada de decisão, fatores motivadores no trabalho, possíveis pontos de insatisfação quanto ao uso de suas principais habilidades, além lógico dos pontos de melhoria para atender às exigências do cargo.

3) PDI – Plano de Desenvolvimento Individual: Há alguns anos, o RH identificava em suas avaliações de desempenho os gaps dos colaboradores e os colocava em cursos com “n” participantes que quase nunca (para não correr o risco de generalizar) focavam em suas necessidades específicas, e assim as empresas investiam muito recurso, mas sem ter o retorno devido. Assim, com o coaching, realizamos a partir desse levantamento, um Plano de Desenvolvimento Individual e trabalhamos os aspectos ligados ao aprimoramento de suas principais habilidades e o desenvolvimento de suas principais lacunas para o pleno exercício de suas funções.

4) Escolha das ferramentas e modelos mais apropriados: Uma vez realizado o PDI, é importante considerar o objetivo geral e os específicos a serem alcançados para só então definir que ferramentas e métodos de abordagem utilizar em cada sessão, lembrando que é impossível definí-las sequencialmente por conta dos resultados obtidos, mudanças de estratégias por questões organizacionais, contingências sociais e econômicas, dificuldades relacionais, estado emocional do cliente no momento da sessão e vários outros aspectos que podem incorrer em mudanças da ferramenta ou do método previamente definido. Importante compreender que o processo de coaching é algo dinâmico e, portanto, não pode ser, em hipótese alguma, engessado.

5) Acompanhamento sistemático: É importante compreender que o que assegura os bons resultados de coaching num processo de desenvolvimento de lideranças é o acompanhamento sistemático feito antes de cada encontro e o que definirá os bons resultados de coaching após um tempo de processo, é justamente uma reavaliação comparativa do perfil comportamental e uma avaliação 360º.

E, para finalizar, a boa notícia é que para desenvolver as suas habilidades de liderança, você não necessariamente precisa ocupar um cargo em uma empresa. Se você tem interesse em desenvolver-se, fale conosco através desses contatos que se encontram aqui e teremos o maior prazer em ajudá-lo.

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Tromba d’água: O fim do mundo ou um milagre da natureza?

– É isso aí, hoje eu vou chegar na empresa tocando o terror para ver se o pessoal para de fazer besteira! Não suporto trabalhar aqui, só tem bronca para resolver, povo inexperiente, é um erro atrás do outro e eu me sinto como se estivesse enxugando gelo resolvendo as “…” hrum … hrum … vamos manter a compostura, por favor …. resolvendo as … “mer … blemas” que deixam, não tenho outra opção, como responsável técnica tenho que resolver todos os pepinos. Eu hein, só dor de cabeça aqui no trabalho, não vejo a hora de pedir demissão!

– Hei calma aí, relaxa!

– Não tem como!

– Claro que tem, o que você pode fazer para tornar o seu ambiente melhor?

Não são raros encontrar diálogos dessa natureza diariamente em minhas atividades de trabalho, responsabilidade, stress, cobrança por resultados, pressão fazem parte do nosso dia-a-dia como em nenhum outro momento da história foi tão presente para reles mortais como eu, você e centenas de milhares de trabalhadores mundo a fora, é muita gente querendo um lugar ao sol, mas pouca gente realmente disposta a pagar o preço.

Todos querem chegar ao topo, com soluções extremas que simplesmente interrompem o seu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, afinal, ninguém se torna um grande líder sem passar pelas tormentas, aliás, o que faz realmente um grande líder são os desafios diários, por isso ele é considerado líder, pois teoricamente é a pessoa mais preparada para lidar com situações difíceis, instáveis e portanto, altamente desafiadoras. Como diz um jargão antigo: “não se fazem grandes marujos em mares calmos”, as tormentas existem justamente para fortalecer e dar a musculatura necessária para enfrentar qualquer tempestade ou tromba d’água.

Muito bem, o fato é que não estamos falando de um ou dois profissionais, estamos falando de milhares de pessoas que todos os dias enfrentam situações difíceis em seus ambientes de trabalho e fazem disso um inferno a ponto de sacrificar a sua saúde, seu bem estar, sua auto-estima, suas interações familiares, sua felicidade! Ora, pare para pensar, existem milhares de desempregados hoje no Brasil, e você não faz parte dessa estatística, bem ou mal você está trabalhando, então vamos lá, para pensar:

1) O que pode ter levado essa empresa a contratá-lo?

Você acredita mesmo que se não fossem pelos problemas o empresário o contrataria? Imagino que não! E eu explico: Hoje todas as classes vivem em uma selva, cada qual procurando defender o que conquistou e em alguns casos, proteger e perpetuar as futuras gerações que dele descendem (seus filhos, netos, bisnetos), então, quanto menos pessoas externas, melhor! Logo, se o trabalho pudesse ser todo operado por máquinas ou robôs, certamente ele o faria, pois elas trabalhariam sem hora para parar, isso já dispensaria escala, relações com sindicatos, livraria das constantes preocupações em relação a legislação trabalhista, despesas com treinamentos técnicos e comportamentais e tempo criativo pensando em campanhas motivacionais para engajar a equipe (que para muitos, motivação é salário em dia e acabou), não precisaria lidar com problemas de ordem sentimental, hormonal, faltas justificadas nem nada.

2) Por que eu?

Mas a realidade não é assim! Logo, se a empresa o contratou e não foi por que ela é “boazinha”, então foi por necessidade e em meio a milhares de outros candidatos você só foi escolhido por ser considerado o melhor dentre todos para aquela função, para lidar com todos aqueles pepinos e encontrar soluções para deixar a empresa melhor do que estava antes de você ser contratado.

3) Com que olhos você percebe a realidade?

Você pode enxergar o seu trabalho e as pessoas que nele se encontram como um problema ou então você pode vê-los como alguém que tem problemas, qual a diferença? Ao ajudar essas pessoas a resolverem os desafios e aprenderem a solucionar as questões de forma autônoma e responsável, vai facilitar muito a sua vida uma vez que não o sobrecarregará com as questões de todos.

4) Como você quer ser reconhecido(a) após essa fase?

Você pode ser reconhecido(a) como alguém que se deparou com os problemas, não se garantiu, foi fraco e abandonou o barco como um covarde, tentando salvar a própria pele ou você pode deixar a empresa melhor do que quando você entrou de forma que todos sintam a sua falta quando você estiver em outro nível mais elevado, portanto, deixo aqui uma pergunta de reflexão: Desistir das situações e problemas que surgem diariamente no trabalho ajudaria em algo?

5) Você já procurou saber qual é o ponto de vista do dono da empresa?

Entender o pensamento do fundador, dono, presidente ou seja lá quem estiver no topo pode ser um excelente ponto de partida para mudar seu ponto de vista mais limitado e encontrar soluções mais pertinentes para esses desafios sem tanto desgaste ou sofrimento. Portanto, é tudo uma questão de escolha pessoal, ver a tromba d’água como uma devastação ou como um lindo fenômeno da natureza que encanta aos olhos.

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Responsabilidade social nas empresas: Realidade ou ficção?

É fato, as empresas estão se voltando cada vez mais para projetos sociais, uma vez que investir em Responsabilidade Social agrega valor à imagem institucional, em virtude da reação positiva do mercado, que reflete, por sua vez, em seu resultado financeiro, dado a fatores, como: maior visibilidade e credibilidade no mercado; logo, há uma valorização das suas ações, vindo a obter assim, a preferência dos investidores, o que contribui para o fortalecimento interno da organização, aumento de performance dos colaboradores, tornando a empresa ainda mais competitiva e, consequentemente, ocorre uma maior sustentabilidade nos negócios em virtude da conscientização ecológica dos valores e princípios corporativos mais vitais.

Desse modo, de uma maneira geral, elas têm se voltado para métodos de produção sustentável e para produtos mais “naturais”, agora, a questão é: Até que ponto isso significaria um real respeito ao consumidor e ao meio ambiente ou, como se vê na grande maioria das vezes, trata-se apenas de mais uma jogada de marketing? Creio que uma coisa acaba levando a outra, ou seja, quando a empresa foca na sustentabilidade e propaga isso em sua campanha de marketing, de certa forma, está contribuindo para a educação do consumidor para que este venha a adquirir uma consciência mais ecológica, e por conseguinte, contribuindo para que tenhamos um mundo cada vez melhor. Pelo menos era isso que deveria ocorrer na prática.

A boa notícia, é que o cliente está cada vez mais consciente do seu papel social, e não estamos falando apenas da preservação do meio ambiente ou mesmo da biodiversidade, tais como: coleta seletiva do lixo, projetos de reaproveitamento da água, energia renovável, dentre outros, mas também de seu real papel na sociedade pensando no bem comum, o que envolve: as negociações sustentáveis, o respeito ao código de defesa do consumidor, a qualidade do produto, do atendimento, a ética, refletida através do recolhimento de impostos por meio da emissão de notas fiscais, enfim, todos são, de certa forma, fatores que podem ser levados em consideração no momento de decidir por adquirir produtos ou serviços de uma determinada empresa. Tudo isso torna o consumidor mais exigente a respeito do perfil das mesmas.

Para quem ainda não acordou para essa nova realidade, abra bem os olhos, pois o mercado mudou e ainda está em intenso processo de transformação, portanto, entrar em sintonia com as comunidades e com o meio ambiente está realmente se tornando uma exigência para as empresas e o Brasil, de certa forma, como um país exportador de vários produtos para grandes centros mundiais, deve se adaptar às exigências do mercado internacional no que tange à qualidade, não apenas do produto, mas da sua origem. Como exemplo, podemos destacar o “embargo da carne”ocorrido há aproximadamente 10 anos no qual o Brasil, um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, teve esse produto relacionado ao desmatamento da floresta amazônica, o que levou o governo federal a intervir duramente, para se adaptar a tais exigências, levando alguns estados do norte do país a sofrerem um grande baque econômico na agricultura, na pecuária, no comércio, no serviço e até mesmo no setor público, até que as mesmas fossem cumpridas. E vira e mexe, ainda nos deparamos, aqui e ali, com práticas abusivas, que, creio, o nível de tolerância do consumidor, hoje, é zero! E, portanto, também estão mudando … e muito!

Os funcionários, parceiros e fornecedores também participam dessas mudanças através da educação, pois o que aprendem na empresa, adotam no lar, ensinam os filhos e estes, por sua vez, disseminam na escola, a professora vê então o movimento dos alunos e aborda o assunto “sustentabilidade” em sala de aula para várias turmas, assim, cada aluno volta para casa e aplica os conhecimentos adquiridos e então, forma-se uma corrente invisível pela preservação do meio ambiente, da biodiversidade, das nossas reservas hídricas e criamos assim, a chamada “Geração Z”, com futuros cidadãos mais conscientes de seu papel social, contribuindo para um mundo cada vez melhor, mais abundante e próspero.

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10 Hábitos das pessoas altamente comprometidas

É, não tem jeito, sempre que converso com empresários ou com executivos acerca do que desejam para suas empresas, é inevitável, a resposta quase sempre é a mesma: “- Ah! Se eu tivesse pessoas mais comprometidas!”, e isso se repete em diversos setores da sociedade: em casa, na escola, nos setores públicos, dentre outros. No entanto, o que entendemos por comprometimento?

Para responder a essa questão, reuni aqui algumas características dessas pessoas que fazem a diferença em suas atividades:

1-Planejam o dia seguinte antes de irem dormir: Essas pessoas sempre têm um objetivo em mente e focam toda a sua energia nele, por isso definem ações importantes a serem realizadas no dia seguinte antes de dormir e não descansam enquanto não as tiverem concluído.

2-Fazem uma coisa de cada vez: Evitam fazer várias coisas simultaneamente, principalmente se forem desconexas e divergentes de seu objetivo principal, ao realizar várias atividades simultaneamente, correm o sério risco de perder o foco principal e assim, fracassar.

3-Dedicam total atenção aos detalhes: Trabalham entregando o seu melhor, sempre, pois como dizem: “Deus está presente nos detalhes”, então, o fazem com esmero, prestam atenção em absolutamente tudo e jamais deixam um trabalho pela metade, sempre terminam tudo o que começam.

4-Sempre focam na solução: Apresentam soluções e quando não as têm, vão atrás, não perdem tempo potencializando os problemas, pois sabem que isso só atrai mais problemas e não desistem facilmente, aliás, não descansam enquanto não os resolvem.

5-Cumprem prazos e jamais se limitam por qualquer motivo: Os prazos são sagrados para pessoas comprometidas, isso faz com que se esforcem muito para cumpri-los e quando não sabem algo perguntam e demonstram sempre muita vontade de aprender, dedicando-se bastante até dominar aquilo que não sabem.

6-Exercitam a sua criatividade: Sabem que não existe nada tão bom que não possa ser melhorado, por isso lançam mão de um bloco de anotações sempre por perto, para escrever suas ideias, desenhar fluxos, criar novos processos e outros.

7-Focam no positivo: Não vivem dando desculpas por seus atos, nem procuram culpados pelos erros cometidos, tampouco vivem reclamando da vida e falando mal das pessoas, pelo contrário, agem para modificar a realidade.

8-Fazem exercícios físicos e meditação diária: Normalmente, acordam cedo e praticam exercícios como corrida, musculação, caminhada ou outras modalidades esportivas e fazem uma meditação diária refletindo sobre os desafios a serem superados naquele dia, bem como sobre as atividades necessárias e também sobre o seu comportamento e suas emoções pessoais de maneira a restaurar o equilíbrio e o autocontrole.

9-Cultivam um hobbie e curtem a família e os amigos de forma saudável: Trabalhar é importante, no entanto, ter uma atividade como distração, é fundamental para restaurar as energias e se divertir, pois assim, o cérebro produz a serotonina, um neurotransmissor necessário para dar uma sensação de prazer e bem estar e, com isso, evita o aumento do stress, que os impediria de raciocinarem e consequentemente tomarem as melhores decisões. Além disso, passar um tempo de qualidade com a família e amigos também é fundamental, pois ajuda dando uma sensação de paz e segurança, não é à toa que é chamada de “porto-seguro”.

10-Desenvolvem a empatia: Procuram sempre colocar-se no lugar das outras pessoas, sentir o que os outros sentem e estão sempre prontos a colaborar com os demais, participando e dando ideias. Enfim, uma pessoa comprometida é alguém com quem as pessoas podem contar.

Por fim, esses são alguns hábitos importantes desenvolvidos por pessoas altamente comprometidas e que fazem uma grande diferença em seus resultados, não apenas no dia-a-dia, mas sobretudo, no alcance de suas metas e objetivos pessoais, profissionais, corporativos e organizacionais.

E você? Deseja melhorar a sua performance também? A lista acima pode funcionar como um poderoso check list para o desenvolvimento de novos hábitos e alcance de resultados surpreendentes. Experimente, faça diferente, tenho certeza que você irá se surpreender com os seus novos resultados.

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Você já ouviu falar em modelo de gestão CTA?

Fazendo os meus diversos atendimentos de coaching em empresas, percebi algo em comum na grande maioria dos gestores que participavam dos processos comigo: a reatividade! Infelizmente, boa parte deles aprenderam a reagir em suas rotinas ao invés de agir preventivamente e com isso, acabam perdendo o momento e deixando de atingir as metas em equipe pelo simples fato de defini-la, apresenta-la e depois só checar resultado no final do mês e aí vem muitas vezes a frustração por não tê-lo atingido e pior, a sensação de impotência por não poder voltar no tempo e fazer algo diferente. As consequências disso? É tiro, porrada e bomba pra todo lado, reuniões caóticas de “caça às bruxas” e o consequente desgaste e desmotivação da equipe e um constante recomeçar, trocando peças do tabuleiro, normalmente um peão por outro, e sempre alimentando a esperança do “agora vai!”, mas se não mudar as práticas de gestão, não vai mesmo, ou melhor, até vai, “RÉ começar de novo” fazendo deste um grande ciclo nocivo e vicioso sempre voltando ao ponto de partida impedindo, dessa forma, o crescimento da organização.

Avaliando esse cenário, percebi que os gestores estavam trabalhando apenas com os fatos ocorridos, ou seja, passados, e não fazendo aquilo o que se propõe de fato um gestor: planejar, executar e conferir, sempre pensando em termos futuros, daí, faço uma analogia com o CTA, que é uma sigla bastante utilizada na aviação e que quer dizer: Controlador de Tráfego Aéreo – CTA, como o próprio nome sugere, esse profissional trabalha na torre de controle e ele acompanha todo o seu espaço aéreo através de um potente radar e estabelece uma comunicação com os pilotos nas aeronaves orientando-os quanto ao fluxo de aeronaves e suas respectivas malhas aéreas (estradas/rotas) para evitar que as mesmas se choquem, em alguns casos, preveem também rotas alternativas para desviar de nuvens carregadas, reduzindo, com isso, o desconforto dos passageiros e tripulantes causado pelas turbulências.

Desse modo, o CTA, não pode tratar de fatos passados, porque qualquer erro pode ser fatal! Sendo assim, ele tem que ficar de olho no radar com atenção total no tráfego aéreo sempre antecipando-se ao que acontece e estabelecendo uma comunicação preventiva com as aeronaves.

Assim, o gestor deve trabalhar com os olhos voltados para o sistema de acompanhamento dos resultados dos seus liderados, se for de vendas, por exemplo, o ideal, é que ele segmente a meta mensal por semana e talvez até por dia e divida pela quantidade de vendedores (é quanto cada um vai ter que alcançar como meta diária) e, ao invés de simplesmente cobrar por que não atingiu o resultado num dia, mostrar para a equipe, ou para cada qual, o quanto cada um precisa para alcançar o resultado, incentivando-os assim, a focarem nessa diferença.

Com isso, o seu estilo de gestão passa de “reativo punitivo” para “preventivo estimulante”, o gestor deixa de olhar para os fatos passados e passa a prevenir o futuro diariamente, reavaliando meta, redefinindo ações e mudando o que for necessário, para evitar surpresas desagradáveis com o resultado final a ser obtido.

Como resultado final da prática de gestão CTA, você terá alcançado muito mais do que a meta estabelecida:

· Terá uma equipe mais engajada, motivada e focada no resultado, aumentando assim a sua força organizacional;

· Clientes mais satisfeitos em decorrência da qualidade do atendimento;

· Aumento na performance individual sem desmerecer o sentido de colaboração de equipe;

· Melhoria no clima organizacional;

· Aumento significativamente no nível de satisfação e entusiasmo dos colaboradores;

·Redução de custos;

·Aumento do lucro final;

·Competitividade e crescimento na participação de mercado da empresa;

No mais, acredito que, redirecionando o olhar e mudando as ações, deixando de avaliar apenas os fatos ocorridos e passando a mirar na meta a ser atingida acompanhando-a dia a dia e intervindo pontualmente sempre que necessário estimulando os membros da equipe como se fosse um engenheiro de equipe de fórmula 1 estimulando o seu piloto via rádio: “- Falta “tanto” para alcançar o resultado, você tá muito próximo, vai lá ….” e, lógico, o mais importante, celebre os resultados alcançados, por menor ou mais apertado que seja. Celebre! Vibre! Torça! Comemore cada vitória junto com a sua equipe.

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Desejos X oportunidades: Saiba com diferenciá-los e alcance seus objetivos

Interessante como as pessoas de uma maneira geral têm dificuldade em distinguir o que é um desejo e uma oportunidade. São coisas completamente distintas, mas podem confundir muito na hora de planejar e levar o projeto a metas surreais porque havia um desejo demasiado, mas sem uma oportunidade em vista, o que leva os planejadores a uma miopia diante da realidade que se apresenta. Para evitar erros dessa natureza, que acontecem com alguma frequência em planejamentos estratégicos, sejam eles corporativos ou pessoais, hoje trouxe alguns exemplos para distiguir uma coisa da outra.

Desejo: São todas as coisas que eu quero realizar, mas que nem sempre estão à minha disposição num dado momento e que acabam se confundindo com sonhos, por exemplo, abrir uma empresa, fazer um curso de idiomas, viajar de férias para a Europa, adquirir uma casa, comprar um carro, tornar-se ator de cinema.

Oportunidade: É tudo aquilo que tem a possibilidade real de se concretizar, bastando portanto, um movimento meu para obter uma chance de realiza-lo, lógico, considerando-se as questões técnicas e financeiras para executá-lo, como os meus desejos, por exemplo, atender a uma proposta de representação comercial de um determinado produto ou serviço (para abrir uma empresa), receber um folder ou uma indicação de um amigo ofertando uma bolsa de 30% para um curso de inglês (para fazer um curso de idiomas, receber uma oferta para integrar um grupo de intercâmbio (para viajar de férias para a Europa), perceber um imóvel adequado e compatível com o meu nível sócio cultural com preço de pré-lançamento (para adquirir uma casa), aproveitar a promoção de uma concessionária pela baixa das vendas no período para fazer um bom negócio (para comprar um carro), estudar dramaturgia e receber uma proposta para realizar um teste para integrar o elenco de um longa-metragem (para tornar-se ator de cinema).

Um desejo (um sonho), originam uma ideia, que, quando entram em planejamento, somados à curiosidade e poder de observação da realidade que o cerca, pode se tornar uma grande oportunidade em termos de empreendedorismo, por exemplo. Detalhe: Quanto mais deficiências existirem em um mercado, maiores são as oportunidades de se empreender algo novo e diferenciado, isso depende muito do ponto de vista de cada pessoa, enquanto uns só enxergam e reclamam das deficiências, outros veem nelas a possibilidade de ganhos extraordinários e lucro.

Agora que sabemos identificar uma oportunidade, como organizar as ideias e evitar possíveis distrações?

1- Faça uma lista de pelo menos 10 desejos que você sonha em realizar:

2- Quais deles tem a possibilidade real de concretizar?

3- Que oportunidades você enxerga para cada um desses desejos com real possibilidade de realização?

4- Quais os possíveis sabotadores ou distrações podem lhe desviar do seu real propósito em aproveitar cada oportunidade?

5- Por que é importante para você realizar esse desejo? Que valores agregarão na sua vida? Que sentimentos experimentará ao realiza-los?

6- Feche os olhos por alguns minutos e visualize-se tendo realizado o seu sonho? Que sensações internas você despertou? Em que parte do corpo você as sente? Que movimentos ou gestos você “fez” ao vibrar com a sua conquista?

7- Agora veja as pessoas em sua volta admirando-o e respeitando-o pela sua conquista como se tivesse alcançado:

8- Agora me diga, o que você aprendeu com o exercício acima? Valeu a pena fazê-lo? Por que? Caso deseje, compartilhe sua resposta comigo pelo e-mail abaixo, ficarei feliz em lhe ajudar;

9- O que você precisa fazer a partir de agora para aproveitar as oportunidades e já ir em direção à realização dos seus objetivos?

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Coaching para profissionais de educação física

Um nicho de coaching que está em crescimento acentuado no Brasil é o que cuida dos aspectos comportamentais ligados à prática de esportes, tanto os de alta-performance quanto aqueles voltados para fitness (qualidade de vida). Os de alta-performance normalmente são aqueles trabalhos de longo prazo que ajudam o atleta a obter performance competitiva em uma determinada modalidade, ao passo em que aqueles voltados para as pessoas comuns como eu e, provavelmente, você que me lê, têm um foco na melhoria da qualidade de vida.

Hoje vejo muitos profissionais da área que conhecem muito acerca da fisiologia, da mecânica dos exercícios, coordenação motora, desenham programas de exercícios personalizados, mas encontram uma grande dificuldade para trabalhar o engajamento do atleta de um modo geral. Estou convencido que tudo parte do cérebro, inclusive o nosso interesse em realizar as coisas, ainda que seja para o nosso bem viver, como a prática de esportes por exemplo.

Para muitas pessoas, talvez, seja muito mais fácil se comprometerem com terceiros do que consigo, uma vez que, pela nossa grande habilidade de arrumar desculpas para quase tudo, nosso cérebro acaba nos ludibriando, uma vez que olhamos para as nossas falhas com condescendência, ou seja, nós as aceitamos e com isso nos auto-sabotamos em vários aspectos que vão desde a alimentação, descanso até a disciplina para manter a regularidade nos treinos. É aí que entra a importância de um professor de educação física, preparador físico, personal trainer e demais profissionais ligados à prática esportiva como: médicos, nutricionistas, fisioterapeutas de terem uma abordagem diferente que motive e engaje, no caso, o coaching.

Mas porque a abordagem do coaching não diretiva é importante para profissionais da prática de esporte?

1-Definição de objetivos: Só fazer a avaliação física e colocar como objetivo hipertrofia ou perda de peso ou afins não é suficiente, até porque o objetivo não pode ser algo comum para pessoas diferentes, pelo contrário, ele é muito específico e por conta disso é importante personalizar ao máximo para definir em quanto tempo aquele aluno deve alcançar um objetivo mantendo a regularidade, lógico. As pessoas estão sedentas por resultados e querem que sejam imediatos, e essa expectativa acaba gerando uma ansiedade muito grande, seguida de uma frustração e por conseguinte, acabam levando ao alto índice de evasão nas academias.

2-Acompanhamento sistemático: Quando se tem objetivos claros, definidos e muito bem quantificados, fica fácil realizar um acompanhamento sistemático do atleta a cada treino ou a cada semana para avaliar o seu rendimento e isso permite possíveis mudanças de rota e/ou realinhamento desses objetivos em função do que é possível obter como estado desejado dentro de um espaço de tempo.

3-Traçar estratégia: Lógico que o profissional vai desenvolver um programa que deve ser seguido pelo atleta, só que muitas vezes o mesmo não se adapta a algum equipamento ou exercício e nem sempre comunica o instrutor, isso acaba por prejudicar os resultados e o empenho do mesmo pode decair pela simples falta de adaptação levando-o até a um “over training” (fadiga por excesso de esforço ao treino). Assim, é fundamental acompanhar o atleta ou aluno sistematicamente para avaliar a eficácia do programa e redefinir um exercício substitutivo, uma mudança de carga ou mesmo no número de série quando a ocasião assim o pedir já que cada atleta (aluno) tem ritmo e resistência próprios. Certamente essa prática contribuirá sobremaneira para a motivação e empenho do indivíduo.

4-Engajamento: Importante compreender por que o indivíduo treina, o que isso significa exatamente para ele? O que o motiva? O que o sabota? Nesse sentido, é importante compreender que normalmente a pessoa se motiva pelo prazer (longevidade, saúde, estética, vaidade, relacionamentos interpessoais durante o treino, dentre outros) e se sabota pela dor (resultado lento, muito esforço, dores pelo corpo, cansaço, stress) no entanto, ele pode perfeitamente se motivar pela dor (desafio, raiva, superação, alívio de tensão psicológica, dentre outras)e se sabotar pelo prazer (conforto do sofá, controle remoto da TV, lazer e diversão, alimentação desregrada, bebida alcóolica em excesso).

Por fim, compreender a parte técnica do trabalho é um importante atributo para se ter sucesso profissional, mas não é garantia de resultados práticos, pois estamos falando de seres humanos, assim, quanto mais o profissional de educação física ou os demais conseguirem acessar a cabeça e os sentimentos do atleta (aluno), mais conseguirão extrair o melhor do seu desempenho e com isso, obterão melhores resultados.

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Para ser aprovado em um concurso público: Como controlar a ansiedade e melhorar a concentração

Ser aprovado em um concurso público é muito mais do que um sonho para muitas pessoas, é uma realização de vida e isso gera expectativas, ou seja, é uma profecia que pode perfeitamente ser realizada, sobretudo quando diz respeito ao próprio indivíduo, que quando despertada é possível que se torne auto-realizável, porém, no caso de um concurso público, essa expectativa pela aprovação não depende exclusivamente do candidato, uma vez que ele tem que dar conta de inúmeras variáveis sobre as quais ele não exerce o menor controle, como: Lançamento do edital, quantidade de candidatos disputando uma vaga, qualidade de preparação dos concorrentes, e outras.

Tudo isso gera ansiedade, assim, para minimizar a sua ansiedade, divida sua preparação em dois níveis: Intelectual e emocional.

Preparação Intelectual:
A primeira coisa que deve ser feita é eliminar da sua mente todas as coisas (obstáculos) sobre as quais ele não tem controle e focar somente naquilo que ele tem pleno controle, como: definir uma rotina sistemática de estudos para que ele possa se dedicar o máximo possível a aprender durante o período de preparação ao invés de apenas ler aleatoriamente e sem a devida preocupação com a qualidade. Esse horário deve ser dividido entre todas as disciplinas, sobretudo, aquelas mais difíceis, as que o candidato menos gosta, pois é por essas que ele deve se apaixonar, uma vez que elas poderão elevar o seu nível de classificação durante o concurso, pois aquelas disciplinas que ele já domina, têm uma margem de acerto, portanto, a preocupação maior deve estar em melhorar a sua performance naquelas disciplinas onde ele, geralmente, não está tão bem assim.

Desse modo, ao se preparar, aparecerão inúmeras outras variáveis que poderão afetar o seu rendimento nos estudos, que eu chamo aqui de interferências externas como: a pressão da família, da esposa, dos amigos, dos grupos dos quais a pessoa faça parte, e detalhe, é um tipo de pressão não apenas pela sua preparação, mas pela sua participação nos eventos organizados por esses grupos e paradoxalmente, uma cobrança velada por uma renda mensal, estabilidade, posicionamento social, crescimento profissional, bem como, pelas diversas coisas que provavelmente ele terá que abrir mão enquanto se prepara para a prova, além das pessoas que torcem contra, da competitividade, dentre outras questões.

No entanto os fatores mais críticos para o sucesso estão no domínio dos fatores de interferência internos, como: os nossos medos, a nossa ansiedade, prepotência, arrogância, assim como a nossa certeza ou incerteza absoluta das coisas. Isso tudo habita dentro de cada um de nós, portanto, é importante nos conhecermos para explorar o máximo do nosso potencial minimizando esse fatores de interferência através de uma preparação emocional.

Preparação emocional:
Quando você está em um estado de atenção muito grande, por conta da sua expectativa em relação a sua aprovação, é óbvio que você foque no futuro e isso pode gerar mais ansiedade. Assim, para minimizar esses efeitos negativos, utilize a visualização, uma técnica que uso muito com os meus clientes:

Foque sua atenção em algo que ainda não aconteceu e visualize as coisas como se já tivessem acontecido, esta técnica é poderosíssima, desde que utilizada com o foco no positivo. Veja-se comemorando a sua aprovação, sendo chamado, sinta a alegria dos seus familiares e daqueles que você mais ama e quer bem, sinta tudo isso agora.

Evite se ver no futuro, inseguro, ansioso, nervoso, ou mesmo que não sabe o suficiente sobre uma determinada disciplina, pois isso vai gerar no momento presente a ansiedade, o que por sua vez vai se refletir em toda a sua fisiologia, já que haverá uma aceleração dos batimentos cardíacos, dilatação da pupila, respiração ofegante, sudorese, estado corporal tenso e em constante alerta, levando-o a um terrível mal-estar que prejudicará a sua concentração durante os estudos. E essas reações fisiológicas ocorrerão durante a prova tirando o seu foco do momento presente levando-o a errar questões que ele normalmente não erraria, inclusive aquelas que apresentava pleno domínio.

Importante: A visualização também é um treino, portanto, não adianta fazer apenas uma vez na véspera da prova, faça pelo menos 5 minutos diários de visualização, pois assim, você estará condicionando o seu cérebro a produzir serotonina (hormônio que dá uma sensação de bem estar). Quanto antes você começar mais preparado emocionalmente você estará no dia da prova, então, feche os olhos e comece a construção do futuro que você quer para você, como se já o tivesse alcançado. Sucesso e até a próxima.

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Para ser aprovado em um concurso público: Pensar positivo resolve?

Esta semana em uma de minhas intervenções em coaching, eu chamava a atenção para o foco no positivo e jamais no negativo, então alguém exclamou: “ – Eu sou concurseira, então, toda vez que eu pensava positivamente acerca de algo que eu queria muito (passar em um determinado concurso dos meus sonhos) eu obtinha um resultado negativo”. Logo pensei: “O que está por detrás dessa manifestação?” e percebi uma necessidade ingente de focar nessa questão por se tratar de um fator crítico que estava impedindo o sucesso daquela pessoa.

A questão não era o pensar positivo ou negativo que fazia a diferença, mas como isso impactava em suas ações, logo, se tratava de uma crença limitante, ou seja, tudo aquilo em que ela acreditava como sendo uma verdade, só que nesse caso, a sua verdade (dela) a limitava e a impedia de ir além e consequentemente de obter os seus resultados esperados.

Se eu intervisse mostrando-lhe o contrário do seu ponto de vista, provavelmente não surtiria nenhum efeito e geraria algum desconforto e até mesmo uma resistência por parte dessa pessoa, por isso todo o cuidado na abordagem seria decisivo. Ao que, após, ela chegou a algumas conclusões surpreendes:

-Pensar positivo: Pensar não é poder, é poder potencial, ou seja, é no máximo, um caminho para obter um bom nível de concentração, e ainda assim, é algo bem relativo;

-Ação positiva: Agir, por si só, não assegura obter os resultados desejados, sobretudo se essas ações estiverem desalinhadas com o objetivo em questão, portanto, foco no planejamento é um recurso imprescindível para obter o seu resultado.

-Plano de estudo: Importante definir e separar o programa em ordem de conteúdo, exercícios, cronometragem de tempo e avaliação, pois isso evita a ansiedade de querer fazer várias coisas ao mesmo tempo e tentar estudar conteúdos diversos sem o devido tempo de assimilação, levando-a à fadiga e cansaço decorrentes da carga de matéria a ser estudada quase ao mesmo tempo.

-Recomposição: Estudar, é muito importante, no entanto, é necessária uma estratégia de recomposição para assimilar o conteúdo, fechar um programa, antes de passar para outro, além de recobrar a energia e o bom nível de concentração no conteúdo seguinte, ou seja, pausas são fundamentais e definir momentos para uma atividade física, lazer e descontração são fundamentais.

-Meditação: A meditação através dos recursos de visualização que levem a cliente a sentir o resultado como se já o tivesse sido alcançado a levam a experimentar sentimentos e sensações internas de paz, de segurança, de tranquilidade e emoção pelo dever cumprido, sendo portanto um recurso importante para gerar concentração e controle emocional, uma vez que a pessoa relacionava a sua performance equivocadamente ao seu pensamento, desconsiderando assim os fatores emocionais decorrentes da sua expectativa e consequentemente de sua ansiedade por prestar um concurso que poderia ser decisivo para a realização de seu sonho.

Desse modo, percebemos o quanto o seu nível elevado de expectativa afetava a sua performance durante as provas, pois quanto mais a mesma queria, mais ansiosa ficava e consequentemente menos se concentrava e isso se refletia em seus resultados.

Concluindo: a percepção de pensamento positivo ou negativo não altera o cenário, mas as suas ações sim, estas fazem uma grande diferença quando se trata de obter resultados satisfatórios na vida e as dicas acima auxiliam sobremaneira a sua preparação emocional para a prova, pois lembre-se, ao realizar o exame, você estará lá por inteiro, assim, não é apenas o intelecto, mas o emocional e físico são indiscutivelmente fatores críticos de sucesso, pense nisso, aja e mude o que for necessário.

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7 práticas de líderes emocionalmente inteligentes

Com os desafios atuais na busca desenfreada por resultados, nunca foi tão necessário para as lideranças conhecerem acerca os sentimentos e sensações internas, seus e dos demais, para desenvolverem cada vez mais a sua capacidade de administrar suas relações num âmbito social e pessoal (íntimo), portanto, destaco hoje algumas práticas permanentes de líderes que obtém resultados extraordinários em todos os aspectos da sua vida.

1-Atitude positiva: Muitos falam demais e fazem pouco, os grandes líderes preocupam-se sistematicamente em fazer mais do que declaram, para que isso seja possível, é importante estabelecer um encadeamento de ideias e ações para que ele não se perca no tempo e no espaço, portanto, agir, sem planejar onde se quer chegar não é saudável. É importante que o líder tenha o seu pensamento organizado e estruturado para leva-lo ao resultado que ele espera.

2-Autoconhecimento: É impossível administrar processos e pessoas sem se conhecer o suficiente, uma vez que temos traços de personalidade que nos distinguem dos demais e, portanto, possuímos alguns que se evidenciam por conta de diversos fatores como: momento, funções a serem desempenhadas, resultados a serem alcançados, expectativas, suas e dos outros, dentre outros aspectos. Para tanto, existem inúmeros recursos para propiciar essa reflexão e a busca pelo autoconhecimento, que pode ser obtido através do coaching com uso de técnicas e ferramentas adequadas.

3-Autocontrole: Assim, buscar se conhecer, não apenas no que diz respeito aos aspectos internos de comportamento, ajudam a obter maior autocontrole para lidar com adversidades provenientes do ambiente externo. Profissionais emocionalmente estáveis obtém resultados mais significativos e duradouros, além de se prevenir quanto ao risco de passivos trabalhistas e processos por assédio moral.

4-Foco no Resultado: Esses líderes se mantém com o foco no resultado, portanto, por mais que muitos não gostem do exemplo que vou citar, alguns bons exemplos se originam dos modelos de gestão norte americano e japonês. Ambos chegam a ponto de serem obcecados pelo objetivo (positivamente falando), pois amam desafios e realizações, que, combinadas, formam o combustível desses líderes para obterem resultados e uma vida de satisfação plena para si e para aqueles que os rodeiam, sobretudo, a sua equipe.

5-Higiene Emocional: Todos os dias pessoas acumulam o que chamo de lixo emocional e intelectual, com o líder não é diferente, uma vez que estão constantemente expostos a todo tipo de estímulo, sejam eles bons ou ruins, portanto, é imprescindível que tenham uma válvula de escape ou uma estratégia de recomposição, que seja através de uma terapia, sessões de coaching, prática esportiva, caminhadas ao ar livre, atividades de lazer com a família ou sozinho, enfim, importante é sempre ter uma “carta na manga” para recarregar as baterias.

6-Cultivam bons relacionamentos: Analise bem quem está à sua volta, perceba quem são as pessoas que o cercam e com as quais você ocupa a maior parte do seu tempo, pois então, saiba que inevitavelmente você se tornará parte daquilo com que você mais convive incorporando para si linguagem pensamentos, hábitos (bons e ruins), portanto, veja os resultados dessas pessoas e responda: Esses comportamentos estão mais próximos ou mais distantes do tipo de pessoa que pretende um dia se tornar? Pois bem meu amigo, dependendo da sua resposta você sabe muito bem o que fazer, certo?

7-Neutralizam pessoas tóxicas: O líder emocionalmente inteligente compreende que não é suficiente estabelecer conexões positivas com pessoas bem sucedidas e de ideias brilhantes, ele precisa se blindar contra as más influências de pessoas inescrupulosas. É muito fácil de identifica-las, pois normalmente falam mal de pessoas, portam notícias ruins, são bajuladoras, traiçoeiras e caluniadoras. Perceba quando alguém fala mal de outra pessoa sem base ou quando tem um fato, detalhe: Um fato não é o que se ouviu falar, mas que viveu uma experiência negativa com aquele indivíduo, veja que são duas coisas bem diferentes e precisam ser identificadas para não perder de vista o que se trata de um sinal de alerta ou simplesmente de difamação alheia.

Espero ter sido útil com essas dicas pontuais para que você exerça a sua liderança com prudência e responsabilidade, sobretudo pela sua saúde pessoal e permanência no cargo com vistas a um crescimento profissional, expressivo e sólido, o que será possível à medida em que você souber mais acerca das suas potencialidades e sobretudo das suas limitações para um bom desempenho de suas funções de líder.

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