Tromba d’água: O fim do mundo ou um milagre da natureza?

– É isso aí, hoje eu vou chegar na empresa tocando o terror para ver se o pessoal para de fazer besteira! Não suporto trabalhar aqui, só tem bronca para resolver, povo inexperiente, é um erro atrás do outro e eu me sinto como se estivesse enxugando gelo resolvendo as “…” hrum … hrum … vamos manter a compostura, por favor …. resolvendo as … “mer … blemas” que deixam, não tenho outra opção, como responsável técnica tenho que resolver todos os pepinos. Eu hein, só dor de cabeça aqui no trabalho, não vejo a hora de pedir demissão!

– Hei calma aí, relaxa!

– Não tem como!

– Claro que tem, o que você pode fazer para tornar o seu ambiente melhor?

Não são raros encontrar diálogos dessa natureza diariamente em minhas atividades de trabalho, responsabilidade, stress, cobrança por resultados, pressão fazem parte do nosso dia-a-dia como em nenhum outro momento da história foi tão presente para reles mortais como eu, você e centenas de milhares de trabalhadores mundo a fora, é muita gente querendo um lugar ao sol, mas pouca gente realmente disposta a pagar o preço.

Todos querem chegar ao topo, com soluções extremas que simplesmente interrompem o seu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, afinal, ninguém se torna um grande líder sem passar pelas tormentas, aliás, o que faz realmente um grande líder são os desafios diários, por isso ele é considerado líder, pois teoricamente é a pessoa mais preparada para lidar com situações difíceis, instáveis e portanto, altamente desafiadoras. Como diz um jargão antigo: “não se fazem grandes marujos em mares calmos”, as tormentas existem justamente para fortalecer e dar a musculatura necessária para enfrentar qualquer tempestade ou tromba d’água.

Muito bem, o fato é que não estamos falando de um ou dois profissionais, estamos falando de milhares de pessoas que todos os dias enfrentam situações difíceis em seus ambientes de trabalho e fazem disso um inferno a ponto de sacrificar a sua saúde, seu bem estar, sua auto-estima, suas interações familiares, sua felicidade! Ora, pare para pensar, existem milhares de desempregados hoje no Brasil, e você não faz parte dessa estatística, bem ou mal você está trabalhando, então vamos lá, para pensar:

1) O que pode ter levado essa empresa a contratá-lo?

Você acredita mesmo que se não fossem pelos problemas o empresário o contrataria? Imagino que não! E eu explico: Hoje todas as classes vivem em uma selva, cada qual procurando defender o que conquistou e em alguns casos, proteger e perpetuar as futuras gerações que dele descendem (seus filhos, netos, bisnetos), então, quanto menos pessoas externas, melhor! Logo, se o trabalho pudesse ser todo operado por máquinas ou robôs, certamente ele o faria, pois elas trabalhariam sem hora para parar, isso já dispensaria escala, relações com sindicatos, livraria das constantes preocupações em relação a legislação trabalhista, despesas com treinamentos técnicos e comportamentais e tempo criativo pensando em campanhas motivacionais para engajar a equipe (que para muitos, motivação é salário em dia e acabou), não precisaria lidar com problemas de ordem sentimental, hormonal, faltas justificadas nem nada.

2) Por que eu?

Mas a realidade não é assim! Logo, se a empresa o contratou e não foi por que ela é “boazinha”, então foi por necessidade e em meio a milhares de outros candidatos você só foi escolhido por ser considerado o melhor dentre todos para aquela função, para lidar com todos aqueles pepinos e encontrar soluções para deixar a empresa melhor do que estava antes de você ser contratado.

3) Com que olhos você percebe a realidade?

Você pode enxergar o seu trabalho e as pessoas que nele se encontram como um problema ou então você pode vê-los como alguém que tem problemas, qual a diferença? Ao ajudar essas pessoas a resolverem os desafios e aprenderem a solucionar as questões de forma autônoma e responsável, vai facilitar muito a sua vida uma vez que não o sobrecarregará com as questões de todos.

4) Como você quer ser reconhecido(a) após essa fase?

Você pode ser reconhecido(a) como alguém que se deparou com os problemas, não se garantiu, foi fraco e abandonou o barco como um covarde, tentando salvar a própria pele ou você pode deixar a empresa melhor do que quando você entrou de forma que todos sintam a sua falta quando você estiver em outro nível mais elevado, portanto, deixo aqui uma pergunta de reflexão: Desistir das situações e problemas que surgem diariamente no trabalho ajudaria em algo?

5) Você já procurou saber qual é o ponto de vista do dono da empresa?

Entender o pensamento do fundador, dono, presidente ou seja lá quem estiver no topo pode ser um excelente ponto de partida para mudar seu ponto de vista mais limitado e encontrar soluções mais pertinentes para esses desafios sem tanto desgaste ou sofrimento. Portanto, é tudo uma questão de escolha pessoal, ver a tromba d’água como uma devastação ou como um lindo fenômeno da natureza que encanta aos olhos.

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Você já ouviu falar em modelo de gestão CTA?

Fazendo os meus diversos atendimentos de coaching em empresas, percebi algo em comum na grande maioria dos gestores que participavam dos processos comigo: a reatividade! Infelizmente, boa parte deles aprenderam a reagir em suas rotinas ao invés de agir preventivamente e com isso, acabam perdendo o momento e deixando de atingir as metas em equipe pelo simples fato de defini-la, apresenta-la e depois só checar resultado no final do mês e aí vem muitas vezes a frustração por não tê-lo atingido e pior, a sensação de impotência por não poder voltar no tempo e fazer algo diferente. As consequências disso? É tiro, porrada e bomba pra todo lado, reuniões caóticas de “caça às bruxas” e o consequente desgaste e desmotivação da equipe e um constante recomeçar, trocando peças do tabuleiro, normalmente um peão por outro, e sempre alimentando a esperança do “agora vai!”, mas se não mudar as práticas de gestão, não vai mesmo, ou melhor, até vai, “RÉ começar de novo” fazendo deste um grande ciclo nocivo e vicioso sempre voltando ao ponto de partida impedindo, dessa forma, o crescimento da organização.

Avaliando esse cenário, percebi que os gestores estavam trabalhando apenas com os fatos ocorridos, ou seja, passados, e não fazendo aquilo o que se propõe de fato um gestor: planejar, executar e conferir, sempre pensando em termos futuros, daí, faço uma analogia com o CTA, que é uma sigla bastante utilizada na aviação e que quer dizer: Controlador de Tráfego Aéreo – CTA, como o próprio nome sugere, esse profissional trabalha na torre de controle e ele acompanha todo o seu espaço aéreo através de um potente radar e estabelece uma comunicação com os pilotos nas aeronaves orientando-os quanto ao fluxo de aeronaves e suas respectivas malhas aéreas (estradas/rotas) para evitar que as mesmas se choquem, em alguns casos, preveem também rotas alternativas para desviar de nuvens carregadas, reduzindo, com isso, o desconforto dos passageiros e tripulantes causado pelas turbulências.

Desse modo, o CTA, não pode tratar de fatos passados, porque qualquer erro pode ser fatal! Sendo assim, ele tem que ficar de olho no radar com atenção total no tráfego aéreo sempre antecipando-se ao que acontece e estabelecendo uma comunicação preventiva com as aeronaves.

Assim, o gestor deve trabalhar com os olhos voltados para o sistema de acompanhamento dos resultados dos seus liderados, se for de vendas, por exemplo, o ideal, é que ele segmente a meta mensal por semana e talvez até por dia e divida pela quantidade de vendedores (é quanto cada um vai ter que alcançar como meta diária) e, ao invés de simplesmente cobrar por que não atingiu o resultado num dia, mostrar para a equipe, ou para cada qual, o quanto cada um precisa para alcançar o resultado, incentivando-os assim, a focarem nessa diferença.

Com isso, o seu estilo de gestão passa de “reativo punitivo” para “preventivo estimulante”, o gestor deixa de olhar para os fatos passados e passa a prevenir o futuro diariamente, reavaliando meta, redefinindo ações e mudando o que for necessário, para evitar surpresas desagradáveis com o resultado final a ser obtido.

Como resultado final da prática de gestão CTA, você terá alcançado muito mais do que a meta estabelecida:

· Terá uma equipe mais engajada, motivada e focada no resultado, aumentando assim a sua força organizacional;

· Clientes mais satisfeitos em decorrência da qualidade do atendimento;

· Aumento na performance individual sem desmerecer o sentido de colaboração de equipe;

· Melhoria no clima organizacional;

· Aumento significativamente no nível de satisfação e entusiasmo dos colaboradores;

·Redução de custos;

·Aumento do lucro final;

·Competitividade e crescimento na participação de mercado da empresa;

No mais, acredito que, redirecionando o olhar e mudando as ações, deixando de avaliar apenas os fatos ocorridos e passando a mirar na meta a ser atingida acompanhando-a dia a dia e intervindo pontualmente sempre que necessário estimulando os membros da equipe como se fosse um engenheiro de equipe de fórmula 1 estimulando o seu piloto via rádio: “- Falta “tanto” para alcançar o resultado, você tá muito próximo, vai lá ….” e, lógico, o mais importante, celebre os resultados alcançados, por menor ou mais apertado que seja. Celebre! Vibre! Torça! Comemore cada vitória junto com a sua equipe.

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Para ser aprovado em um concurso público: Pensar positivo resolve?

Esta semana em uma de minhas intervenções em coaching, eu chamava a atenção para o foco no positivo e jamais no negativo, então alguém exclamou: “ – Eu sou concurseira, então, toda vez que eu pensava positivamente acerca de algo que eu queria muito (passar em um determinado concurso dos meus sonhos) eu obtinha um resultado negativo”. Logo pensei: “O que está por detrás dessa manifestação?” e percebi uma necessidade ingente de focar nessa questão por se tratar de um fator crítico que estava impedindo o sucesso daquela pessoa.

A questão não era o pensar positivo ou negativo que fazia a diferença, mas como isso impactava em suas ações, logo, se tratava de uma crença limitante, ou seja, tudo aquilo em que ela acreditava como sendo uma verdade, só que nesse caso, a sua verdade (dela) a limitava e a impedia de ir além e consequentemente de obter os seus resultados esperados.

Se eu intervisse mostrando-lhe o contrário do seu ponto de vista, provavelmente não surtiria nenhum efeito e geraria algum desconforto e até mesmo uma resistência por parte dessa pessoa, por isso todo o cuidado na abordagem seria decisivo. Ao que, após, ela chegou a algumas conclusões surpreendes:

-Pensar positivo: Pensar não é poder, é poder potencial, ou seja, é no máximo, um caminho para obter um bom nível de concentração, e ainda assim, é algo bem relativo;

-Ação positiva: Agir, por si só, não assegura obter os resultados desejados, sobretudo se essas ações estiverem desalinhadas com o objetivo em questão, portanto, foco no planejamento é um recurso imprescindível para obter o seu resultado.

-Plano de estudo: Importante definir e separar o programa em ordem de conteúdo, exercícios, cronometragem de tempo e avaliação, pois isso evita a ansiedade de querer fazer várias coisas ao mesmo tempo e tentar estudar conteúdos diversos sem o devido tempo de assimilação, levando-a à fadiga e cansaço decorrentes da carga de matéria a ser estudada quase ao mesmo tempo.

-Recomposição: Estudar, é muito importante, no entanto, é necessária uma estratégia de recomposição para assimilar o conteúdo, fechar um programa, antes de passar para outro, além de recobrar a energia e o bom nível de concentração no conteúdo seguinte, ou seja, pausas são fundamentais e definir momentos para uma atividade física, lazer e descontração são fundamentais.

-Meditação: A meditação através dos recursos de visualização que levem a cliente a sentir o resultado como se já o tivesse sido alcançado a levam a experimentar sentimentos e sensações internas de paz, de segurança, de tranquilidade e emoção pelo dever cumprido, sendo portanto um recurso importante para gerar concentração e controle emocional, uma vez que a pessoa relacionava a sua performance equivocadamente ao seu pensamento, desconsiderando assim os fatores emocionais decorrentes da sua expectativa e consequentemente de sua ansiedade por prestar um concurso que poderia ser decisivo para a realização de seu sonho.

Desse modo, percebemos o quanto o seu nível elevado de expectativa afetava a sua performance durante as provas, pois quanto mais a mesma queria, mais ansiosa ficava e consequentemente menos se concentrava e isso se refletia em seus resultados.

Concluindo: a percepção de pensamento positivo ou negativo não altera o cenário, mas as suas ações sim, estas fazem uma grande diferença quando se trata de obter resultados satisfatórios na vida e as dicas acima auxiliam sobremaneira a sua preparação emocional para a prova, pois lembre-se, ao realizar o exame, você estará lá por inteiro, assim, não é apenas o intelecto, mas o emocional e físico são indiscutivelmente fatores críticos de sucesso, pense nisso, aja e mude o que for necessário.

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Pai: 5 grandes verdades sobre o senhor

Hoje é dia de homenagear ele, “o cara”, aquele que está sempre por perto e que assume vários papeis, fazendo-se sempre presente nos momentos mais difíceis, mas também nos mais alegres. É dia do “multifacetado” pai: ora amigo, ora juiz, ora teólogo, ora técnico, mentor, filósofo, mestre, não importa, em todos os casos, sua presença é fundamental para o desenvolvimento da criança e formação do cidadão. Importante deixar claro que em todas as interações, existem os bons e os maus exemplos, olhando por esse ângulo facilmente concluímos que a presença do pai pode perfeitamente ser um alento, mas também fazer estragos. Portanto, compreendam, não estou falando exatamente da perfeição, até porque seres humanos (inclusive os pais) são imperfeitos, mas focar nos seus aspectos positivos, afinal, o modelo masculino é fundamental para o desenvolvimento saudável da identidade dos rebentos, sejam meninos ou meninas. Lá se vão alguns aspectos importantes:

1-Melhor capacidade para lidar com o stress na vida adulta: De acordo com a pesquisadora Melanie Mallers, PhD, em uma publicação na APA – Associação Americana de Psicologia, os homens que relataram ter um bom relacionamento com seu pai durante a infância foram mais propensos a ser menos emocionais ao reagir a eventos estressantes em suas vidas diárias atuais do que aqueles que tinham um relacionamento pobre, de acordo com suas descobertas. Desse modo, os filhos que têm boas lembranças de infância de seus pais são mais propensos a ser emocionalmente estáveis diante dos estresses do dia-a-dia , de acordo com psicólogos que estudaram centenas de adultos de todas as idades.

2-Poder de influência: A constante presença do pai estimula as crianças a partilharem do exemplo de agir em busca da realização dos seus maiores sonhos e a não desistir diante das dificuldades, que devem ser enfrentadas com fé, confiança e coragem. E acredite, o pai acaba sendo um espelho que transmite essa autoridade e prestígio que normalmente levam os filhos a se comportarem e quererem ser como ele, pois é dessa interação que a criança se sente mais segura para explorar o mundo.

3-Estabelecimento de limites: Estudos comprovam que a presença dos pais é fundamental para criar parâmetros que podem ser um conjunto de princípios e/ou limites estabelecidos, formando assim a personalidade e o caráter da criança, que vão sendo construídos até a sua vida adulta. Dados estatísticos revelam que crianças que crescem sem a presença do pai, não reconhecem esses limites e tendem a desenvolver comportamento mais agressivo e de isolamento e quando chegam à fase adulta, irão procura-los em tudo, e frequentemente os encontrarão em situações conflituosas e perigosas (tipo: álcool e drogas por exemplo). Desse modo, dizer “não” e fundamentá-los para que as crianças compreendam os seus reais motivos, são importantíssimos para o seu amadurecimento.

4-Integridade: As crianças, de um modo geral, são puras e inocentes, vêm ao mundo sem ter a menor noção dos valores distorcidos, e portanto, quanto mais as crianças viverem essa fase da vida inteiramente, mais imunes estarão em relação à corrupção, desonestidade, ao egoísmo e ao tirar vantagem. É papel do pai, ensinar os filhos por meio do diálogo acerca do que é certo ou errado, justo ou injusto para que os próprios, ao crescerem, consigam discernir uma coisa da outra e fazer as suas próprias escolhas, e nesse contexto, o pai é exemplo a ser seguido e é referência quanto à integridade, ética e valores morais.

5-Afeto: Ser um pai companheiro, amável, educado, compreensível, carinhoso, bondoso, compassivo e zeloso encorajam os filhos a vislumbrarem um mundo melhor, formando adultos mais positivos, íntegros, generosos e felizes, óbvio que não é via de regra, mas dados apontam que crianças amadas e respeitadas têm maior autoestima e confiança na própria capacidade de realização pessoal sendo portanto adultos mais assertivos e serenos diante das adversidades.

Assim, deixo aqui minha reverência a todos os pais, que, mais do que colocar um filho no mundo têm a honrada missão de cria-los, sempre dando foco no positivo (que é diferente de ser permissivo), despertando a esperança em dias melhores, tornando-se assim, a base de nossas vidas, nosso espelho e com isso, mesmo sem perceber, criando pessoas melhores, contribuem para um mundo melhor. Gratidão pai por existir na minha vida e, do seu jeito, contribuir para que eu me tornasse em quem eu sou hoje!

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Negócios, carreira e rock’n roll

Na última quinta, dia 13/07 comemorou-se o “Dia Internacional do Rock”, um estilo musical que surgiu em meados da década de 40 originário da junção de vários outros estilos da época, como o blues, country, folk, jazz, gospel e outros ritmos africanos. Esse estilo passou a ser um dos mais importantes veículos da cultura ocidental para o mundo e para quem pensa que era somente um instrumento de subversão nas décadas de 60 e 70 ou de reivindicação social nos anos 80, está muito enganado, é muito mais que isso. É um negócio bastante lucrativo e conta com seguidores fiéis e uma audiência pra lá de engajada.

Senso de Propósito: Como qualquer negócio que se preze, o rock tem um propósito bem claro: “Ser” a voz dos menos favorecidos, dos excluídos, dos ideais de liberdade e igualdade, além da solidariedade e fraternidade em relação aos países mais pobres e oprimidos vitimados por governos tiranos, pela guerra civil, pelas catástrofes naturais e toda forma de desigualdade. E, lógico, “todos” aqueles que se identificam com esse propósito, encontram “voz” nessa comunidade.

Perguntas de Reflexão: Qual é o seu propósito maior? E o do seu negócio? Como você quer ser reconhecido pelo mercado em que atua? Que contribuição você pretende deixar para a sociedade?

Público-Alvo: Pronto, a partir de um propósito bem claro, já temos o público alvo definido, ou seja, não adianta querer atingir a massa, isso já foi feito em outros tempos, quando o rock virou pop, como na década de 60 com os Beatles no mundo e a jovem guarda aqui no Brasil, onde também, com o movimento de abertura politica ocorrida durante os anos 80 virou febre nacional, arrebatando inúmeros seguidores, inclusive esse que vos escreve, e atualmente com tanta diversidade musical, o rock, embora não figurando tanto no cenário publicitário de massa, tem o seu espaço assegurado junto a esses fiéis seguidores e, vem se renovando com as novas gerações que se identificam com o estilo e com o propósito.

Perguntas de Reflexão: Quem se beneficia dos seus produtos ou serviços? Quem são os seus seguidores fiéis? Você tem uma audiência engajada? Seus clientes o defenderiam em relação à sua concorrência? O que os levaria a fazer isso?

Administração: Mas não se vive só de ideais e tampouco é só uma questão de compor e emplacar um hit ou mesmo de ter um figurino adequado e um cenário deslumbrante que fazem a diferença, por detrás de tudo isso, é necessário administrar uma série de ações para que tudo corra bem, do financeiro à logística, passando pela estratégia de carreira, plano de negócios, produção, marketing e vendas, tudo conta e cada detalhe pode significar a ascensão ou queda de uma banda!

Perguntas de Reflexão: Você tem um plano de carreira? Sua empresa tem um plano de negócios? Existe um planejamento estratégico? Tem processos bem definidos? Como ocorre a comunicação entre os diversos setores da sua empresa?

Carreira: No que diz respeito à carreira, ninguém se notabilizou mais do que o eterno Beatle Sir Paul McCartney, que passou a gerir a própria carreira e definir os próprios rumos a serem tomados, hoje, no auge dos seus 75 anos de idade e bilionário, ainda corre nas rádios e TVs para divulgar a sua arte como se ainda fosse um adolescente no início de carreira.

Perguntas de Reflexão: Como você está aparecendo para as demais pessoas? Você gosta do que faz? O que você poderia fazer melhor ainda para obter mais resultado na sua carreira ou no seu negócio?
Qualidade: Coincidência (ou não), a também britânica Adelle se notabilizou pela sua qualidade musical desde o primeiro álbum lançado no ano de 2011 onde suas músicas exprimiam uma explosão de sentimentos, porém, com uma sequência muito bem pensada e inteligente, tendo se cercado de produtores de primeiríssima qualidade. Lição: Não basta fazer só por fazer!

Perguntas de Reflexão: Como a qualidade do seu trabalho é percebida pelos seus clientes ou mesmo pelo seu empregador? O que está bom? O que precisa ser melhorado? Quais os fatores críticos que asseguram a qualidade do seu produto ou serviço?

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Construindo uma relação de confiança

– Hei você, não entre na minha loja! Nem mais um passo, ponha-se já daqui para fora, você e essa sua “empresinha” que você representa!

O sujeito então, sem nem saber de onde vinham os gritos, menos ainda se eram para si, deu imediatamente a meia volta, retornando para o veículo da empresa, antes, porém, de entrar no veículo, olhou em volta e não viu ninguém ao seu redor constatando que aquela ordem era mesmo para ele, o único sujeito uniformizado dirigindo um carro todo adesivado. Sem sequer saber do que se tratava, abriu a porta do veículo (lógico, melhor não arriscar), e antes de entrar, num súbito de inspiração e coragem, estufou o peito e retrucou esbravejando, ainda que para o além, é claro:

– Tá certo! Eu vou embora sim! Só queria antes lhe dizer que eu concordo com o senhor, essa empresa não é digna de tê-lo como cliente e eu sou solidário com a sua causa, se eu estivesse no seu lugar, estaria me sentindo do mesmo jeito. Eles jamais poderiam fazer o que fizeram, por isso, eu o respeito! Passar bem!

Com as pernas ainda trêmulas, quase sem equilíbrio e ainda meio tonto e meio que sem acreditar no que acabara de fazer, deu um passo para dentro do carro quando foi novamente surpreendido com outro grito, o suficiente para pensar: “Pronto, agora estou morto!”

– Peraí, venha aqui! Entra (Ordenou o sujeito de dentro da loja com quase 1,90m e aproximadamente 200kg, com sua voz grave)
Naquele instante, o lojista bruscamente afastou uma cadeira e pediu para o sujeito franzino sentar-se e então, após utilizar todo o seu repertório de xingamentos à empresa, confidenciou-lhe o ocorrido e o quanto a fábrica o havia prejudicado lhe causando um enorme prejuízo, ao final da conversa, já eram quase “melhores amigos” e até brindaram um vinho juntos!

Pois bem, sabe por que muitas negociações não são firmadas? Por que muitas vendas não são concretizadas? Por que muitas vezes não há um diálogo com a outra pessoa que o conduza a soluções mais simples para problemas complexos? Por que muitos conflitos se instalam mesmo sem percebermos? Fique atento, pois possivelmente faltou desenvolver uma relação de confiança, que passa necessariamente pelo rapport, um termo bastante usado na psicologia que tem origem francesa e se refere a uma técnica utilizada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa de acordo com o site significados.com.br.
O conceito de empatia, por sua vez, se refere à capacidade do indivíduo de se colocar no lugar do outro, saber onde o “calo aperta”, sentir a dor e o desconforto do outro, o que só é possível quando há uma relação de perfeita sintonia entre ambos os envolvidos.

Portanto, o rapport é a espinha dorsal em qualquer relação, onde, uma vez negligenciada, vai comprometer todo o resultado que se espera obter. Para desenvolvê-lo, é necessário acompanhar inicialmente os gestos e os movimentos do seu interlocutor de maneira discreta e comedida, demonstrando certa concordância com seus gestos, sentimentos e palavras ora manifestadas Após, experimente posicionar-se de maneira que intuitivamente “convide” o seu interlocutor a acompanha-lo. A partir desse ponto, o processo flui naturalmente, ou seja, se você tocar o queixo, é provável que o outro também o faça, ao cruzar as pernas ou os braços, possivelmente o outro repetirá o gesto. Quando isso ocorre, finalmente você estabeleceu o rapport e está conduzindo a conversa.É um fenômeno conhecido por muitos estudiosos como espelhamento que denota que ambos estão na mesma sintonia.

Observe na imagem registrada durante uma entrevista num programa de TV que concedi essa semana ao apresentador Marcus Valério, sem que percebessemos e repare a sintonia de ambos em termos de postura, inclinação do tronco, posição dos braços, mãos, pernas e outros, além, lógico, da harmonia no diálogo, estamos em perfeita sintonia, logo, as chances de sucesso na relação são maiores. Isso é rapport!

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Como você agiria se fosse a pessoa mais organizada do mundo?

Sandra, é uma assistente de vendas que enfrenta uma jornada de aproximadamente 14 horas de trabalho quase ininterruptos, acordando as 6h da manhã, toma seu banho, se arruma, toma um café simples e vai para o trabalho, depois, por volta das 13h dá uma pequena pausa de 30 minutinhos para almoçar e volta a se concentrar em suas atividades logo em seguida, depois do expediente, ao invés de ir pra casa, segue para um curso de especialização e vai nesse ritmo até umas 22h, ao retornar para casa, enquanto está no ônibus, só pensa em tomar um belo banho relaxante, comer alguma coisa leve, e deitar-se na sua cama bem confortável em companhia do super-marido “que deve ter preparado aquela massagem”. Como não criar uma expectativa, concorda?

Ao descer do ônibus, inspirada com as melhores idéias (e outras que não sabemos…), caminha animada, embora fisicamente cansada, até a sua casa, quando é abordada pela sua vizinha que resolve puxar assunto e ela se vê sem alternativa para sair daquela incômoda situação para não se passar por antipática e, exausta, ansiosa para desfrutar do conforto que lhe cabe, já com os nervos à flor da pele, se controla e, ainda assim, pacientemente, dá atenção à indiscreta vizinha tagarela.

A Fernanda é uma excelente mãe, esposa e consultora de vendas em uma empresa multinacional de cosméticos na qual encara uma jornada tão desafiadora quanto a da Sandra, sendo que em alguns momentos trabalha de casa mesmo pelo celular ou pelas redes sociais agendando suas visitas diárias, no entanto, sente-se incomodada por que sua vida é um caos a parte, ela tem dificuldade de se organizar então seus pertences, roupas, objetos e até agenda de compromissos são todas bagunçadas misturando vida pessoal e profissional, não é raro perder informações importantes e até compromissos pela sua falta de atenção e, acaba transmitindo esse exemplo para os filhos que estão em sua companhia (o que ela não quer), mas não sabe como agir diferente para evitar esse stress que coloca em risco até o seu casamento de quase 20 anos e viver uma vida mais equilibrada e mais plena.

A Rayanne, é uma baiana que conheci num vôo de Salvador para Belém com escalas em Brasília, onde ela embarcou e seguiu até Marabá, minha segunda escala. Ela é uma engenheira elétrica que trabalhava numa Companhia de mineração no sul do Pará e liderava uma equipe masculina, mas na qual dizia que tinha dificuldades de relacionamento por ser tímida e muito direta com as pessoas, que nem sempre entendiam o seu real propósito e então afastavam-se dela (uma espécie de bullying corporativo?!), enfim, tudo o que ela queria era exercer a sua profissão de engenheria elétrica mais perto de Salvador, onde morava com seus pais e familiares, mas enquanto essa oportunidade não aparecia, precisava se manter no emprego atual até por ter uma origem bem humilde, mas não suportava mais aquele comportamento de evitação dos demais e queria encontrar uma forma de se aproximar das pessoas sem grosseria ou constrangimentos, porém, não sabia nem por onde começar.

Nos três casos, encontramos pessoas em diferentes situações, mas com uma coisa em comum, todas têm consciência do seu padrão comportamental, sabem dos prejuízos que podem lhes causar, portanto, estão insatisfeitas com eles e querem mudar, mas não sabem como. Portanto, segue aí uma dica bem eficaz que já me garantiram grandes mudanças em todas as minhas intervenções que fiz, inclusive dos casos acima:

  • Quem é a pessoa, personalidade ou mesmo personagem que você tem como um grande exemplo para o tipo de pessoa que você deseja ser: Mais segura (caso 1), mais organizada (caso 2) e mais bem relacionada (caso 3)?
  • Como você acredita que essa pessoa se comportaria nesta mesma situação?
  • Como seria você agindo e se comportando como se fosse a pessoa mais segura (caso 1), organizada (caso 2) e bem relacionada (caso 3) do mundo por um período de 15 dias?

Importante: Registre tudo o que você faria se fosse o tipo de pessoa que gostaria e SEJA essa pessoa, assuma o personagem e comporte-se dessa maneira por um período mínimo de 15 dias, caso se sinta a vontade, compartilhe com um amigo, parceiro ou familiar de confiança o seu propósito, para que o mesmo o “chame a atenção” e o mantenha alerta em relação ao seu objetivo sempre que “pisar na bola”, o que é perfeitamente normal acontecer, mas, é importante “voltar logo para os trilhos” para não correr o risco de se perder em relação ao seu propósito maior e, uma ajuda externa sempre é muitíssimo bem vinda!

Ao final, é provável que você não apenas goste da experiência, mas perceba resultados por você desejado num curtissimo espaço de tempo levando-o a uma mudança substancial no seu repertório comportamental que ao adquirir novos hábitos e introjetá-los, dificilmente voltará aos velhos e nocivos padrões.

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre esse e outros assuntos e quiser vê-los respondidos por aqui, mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br.

O QUE QUERES QUE EU TE FAÇA?

A resposta para essa indagação é bem mais complexa do que se possa pensar à primeira vista.

Imagine que você encontra a famosa lâmpada de Aladim, com seu gênio e a possibilidade de atender três pedidos seus, qualquer um.  Essa história do folclore árabe nos permite inúmeras reflexões interessantes, que vão desde como ter criatividade na vida a saber aproveitar oportunidades. Pode também falar que não existem soluções mágicas. Independente da leitura que se faça, e deixando de lado as demais questões filosóficas, a questão central é - O que você pediria? Será que seus pedidos seriam claramente entendidos pelo gênio?

The Clash (você conhece, né? Banda, Punk Rock, anos 70/80), em sua clássica Should i stay or should I go?, questiona uma geração inteira ao dizer: devo ir ou ficar?. Esse importante movimento musical, longe de ser apenas barulho e rebeldia, questionou a sociedade e trouxe novos valores a uma geração estagnada política, econômica e culturalmente.

Como cristão que sou, não posso deixar de falar da história de Jó, homem citado na Bíblia como exemplo de paciência e resiliência. Embora fosse justo, se desviasse do mal e tivesse uma vida de adoração e comunhão com seu Deus, de uma hora para outra foi envolvido em uma série de acontecimentos fortuitos que levaram todos seus bens, sua posição social e ainda seus 10 filhos. Acometido de uma terrível doença de pele, ainda assim foi capaz de manter sua fé, apesar de ser aconselhado a desistir e morrer. Seus amigos o visitaram e o acusaram de pecador e por isso estaria sofrendo. Para encurtar a história, no final do livro, o próprio Deus criador conversa com ele e lhe faz inúmeras perguntas tão impactantes que o fazem reconhecer que ele apenas conhecia esse Deus de ouvir, mas agora seus olhos podiam vê-lo.

Jesus Cristo em sua jornada na Terra, encontrou inúmeras pessoas que pediram ajuda para suas dores físicas e espirituais. Um desses encontros foi narrado por Mateus (como diria meu amigo Paulinho, um “parça do Mestre”, “membro da Galera dos Doze”). Jesus foi visitar uma cidade e de repente, um homem, cego e mendigo, começa a gritar insistentemente, dizendo; “Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim”. Muitos tentaram fazê-lo calar, mas ele continuou e isso chamou atenção de Jesus, que se aproximou dele e perguntou: “ Que queres que te faça?”. E o cego respondeu: “Que eu torne a ver”. O milagre aconteceu, graças a ação piedosa de Jesus e à objetividade daquele homem simples, que sabia exatamente o que necessitava.

E você? Sabe exatamente o que precisa ou o que pedir? Que decisão deve tomar? Ir ou ficar?

O Coaching é um processo estruturado, baseado em metodologia e ferramentas testadas cientificamente, que mediante um acordo de trabalho entre Coach e Coachee, permite a este alcançar resultados extraordinários e conhecer seu Melhor Eu. O Coaching pode te ajudar a responder essas e outras perguntas, pois você mesmo vai achar as respostas dentro de si.

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre esse e outros assuntos e quiser vê-los respondidos por aqui, mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br.

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Rui Tavares

É Coach formado pela Cia Brasileira de Coaching/WCA, especializado em desenvolvimento humano, analista Comportamental Coachecom, Engenheiro Mecânico formado pela UFPa; certificação Green Belt / metodologia Seis Sigma pelo INDG; 2º Tenente de Infantaria do Exercito, formado pelo NPOR / 2º BIS, com atuação em unidades de tropa; experiência profissional em empresas de mineração como Vale e Norsk Hydro; palestrante e consultor de empresas na área de gestão, processos e melhorias.

Para Vender Mais: Dica Super Quente!

Esta semana alguém me perguntou como poderia trabalhar o coaching relacionado a vendas e logo me deparei com o fator principal que dificulta a concretização de muitas negociações, de muitos atendimentos clínicos entre médicos e pacientes, professores e alunos, prestadores de serviços e clientes, líderes e liderados enfim, em todas as relações, até mesmo as mais inocentes, como as relações afetivas entre casais, familiares, amigos ou mesmo em trabalhos filantrópicos e sociais. Trata-se da relação de parceria, confiança e respeito entre as partes. Em outras palavras, as pessoas não compram um produto ou um serviço de você simplesmente por quere-los, ela “compra” primeiramente a outra parte: Você!

Em outras palavras, o cliente, embora nem sempre consciente, faz uma avaliação geral da pessoa que o está atendendo e certamente três critérios são priorizados: A cordialidade, a confiabilidade e o interesse genuíno pela sua pessoa (do cliente). Nesta avaliação, se um desses critérios básicos não forem atendidos, a venda, a negociação, o atendimento ou o que quer lá que seja, ficará comprometido. A esta relação de parceria e confiança mútua estabelecida entre duas ou mais pessoas nós chamamos de rapport!

Mas preste atenção, isto é bem diferente de simpatia ou de empatia por alguém. Vamos entender um pouco: Simpatia é o que nós sentimos em relação aos outros ou o que transmitimos para o outro no intuito de agradar sempre. Já a empatia  consiste em se colocar no lugar do outro no sentido de procurar perceber e compreender a realidade através dos olhos da outra pessoa. Missão fácil? Nem tanto, quando simpatizamos de cara com alguém isso se torna muito mais simples, no entanto, quando percebemos algumas diferenças, sobretudo de valores, precisamos construir essa relação empática, para atender bem a outra pessoa. É justamente neste ponto que começamos a desenvolver o rapport.

Portanto,eu costumo relacionar o rapport como a “espinha dorsal” de toda relação, o qual uma vez negligenciado, gera uma ruptura no “sistema nervoso central” que emite os comandos para os membros periféricos e consequentemente, a relação de confiança tão necessária não acontece e o resultado desta relação fica comprometido.

Mas a quem cabe a maior parte da responsabilidade em estabelecer esse rapport?

Cabe ao profissional que está atendendo atentar para esse princípio básico das relações humanas. Já prestou atenção naquele vendedor que se aproxima do cliente em uma loja, por exemplo, sem sequer cumprimenta-lo e só coloca o seu código na mercadoria pra ganhar a comissão? O mesmo ocorre com aquele vendedor ávido por resultados que deslancha a defender o seu produto, falando de todas as características e vantagens que ele oferece, dá um show de conhecimento técnico do produto, sem no entanto relacionar a um benefício específico para o cliente.

Isso ocorre, porque o profissional nem sabe que benefícios trará para este cliente, pois nem se preocupou em ouvi-lo antes de oferecer o produto, se ele o tivesse feito, provavelmente a venda se concretizaria na metade do tempo e ele (o vendedor) não precisaria se desgastar enfatizando tanto as características de um determinado produto que o cliente talvez nem tivesse o interesse em conhecer naquele momento.

Portanto, para construir o rapport com o cliente, a dica é simples: Ouça-o! Entenda-o! Seja solidário com a sua dor, demonstre interesse genuíno pelo seu problema, faça perguntas que o levem a uma maior compreensão do cliente e do que ele busca. A seguir, algumas sugestões de perguntas que lhe auxiliarão a construir o rapport:

 

  • Você já parou pra se preocupar em como está o seu cliente naquele momento? O que ele está sentido?
  • Quais seriam as suas maiores dificuldades?
  • De todos os problemas apontados, qual eledeseja resolver primeiro?
  • O que ele precisa para resolver tal problema?
  • Como você pode ser útil neste sentido? (pergunte o que ele espera de você)
  • Que resultados ele espera obter ao resolver esse problema?

 

Então, só depois de ouvir o cliente, compreender suas necessidades e seus maiores anseios, bem como a solução que ele quer dar, sugira-lhe a solução. Mas acima de tudo, antes de oferecer qualquer produto, conheça-o, compreenda-o, desenvolva uma relação de confiança, preocupe-se em faze-lo verdadeiramente feliz e então, faça-se, por rebatida, muito feliz!

 

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre esse e outros assuntos e quiser vê-los respondidos por aqui, mande um e-mail para: nelsonvieira@cibracoaching.com.br

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Nelson Vieira
Presidente e Master Coach Trainer da Cia. Brasileira de Coaching Certified Advanced Master Coach Sênior
pela Graduate School of Master Coaches (EUA/UK/Austrália)

Você já ouviu falar em “WalkAbout”?

Pois é, essa é uma prática muito comum dentre os grandes líderes. Quantas vezes você deixa o conforto do seu escritório com ar condicionado (ou aquecedor), tira o paletó, arregaça as mangas e vai ao chão de fábrica saber como estão as coisas por lá? Quantas vezes você se preocupa, verdadeiramente, em visitar as lojas e conversar com os clientes para saber se estão sendo bem atendidos, ou quais as sugestões de melhoria no lay-out ou ainda, se eles encontraram tudo o que precisam? Se não visitou as lojas, já experimentou passar 1h no mês no call center da sua empresa para ouvir pessoalmente as queixas ou elogios dos seus clientes? Já parou para conversar com a equipe da portaria e da recepção para saber se os processos estão funcionando bem?

Já experimentou se integrar à equipe, de verdade? Já vivi essa experiência como coach e o contato com os caixas, embaladores e supervisores de frente de loja no supermercado, ou apertar as mãos sujas de graxa dos mecânicos na concessionária trouxeram resultados fantásticos para a empresa.

Fazer o WalkAbout revela o quanto você se preocupa com os processos, com a qualidade de seus produtos e serviços, enfim, com as pessoas! Há uma conexão imediata, uma relação de parceria e confiança é estabelecida e há um processo natural e saudável de identificação com o "seu povo" tão necessários para o sucesso de uma empresa, estado ou nação.

Diante de tudo o que falei aqui, já pensou como seria o nosso país, se as nossas "autoridades" resolvessem deixar o seu gabinete e andar nos transportes, visitasse as escolas públicas e fizessem um "lanchinho" com as crianças, se fossem atendidos pelo SUS ou, ao andar nas praças e nas ruas precisassem acionar a segurança pública? (só rindo mesmo). Então, imagino que no Brasil ainda vai demorar para um presidente fazer isso (WalkAbaout), portanto, que tal começar fazendo a nossa parte em nossas empresas, faculdades, escolas e centros de saúde ou mesmo em casa, conversando e ensinando valores substanciais de cidadania para os nossos filhos e com isso, mudando aquilo que está sobre o nosso controle?

Abaixo 7 perguntas úteis que podem ajuda-lo em seu walkabout:

1- Você está feliz?
2- Eu tenho como contribuir de alguma forma?
3- O que está achando do seu trabalho?
4- O que contribui atualmente para que você tenha uma boa performance?
5- Qual a sua maior dificuldade no desempenho de suas funções?
6- Quais os questionamentos ou reclamações mais frequentes do cliente?
7- Que sugestões você me daria para melhorar os processos de modo a potencializar ainda mais o seu desempenho e consequente atingir a sua meta?

Por fim, fazendo isso o líder não apenas melhora a sua performance de modo a obter o resultado desejado, mas contribui sensivelmente para que o ambiente seja muito mais propício, tranquilo e favorável para que a equipe mantenha o foco no objetivo a ser alcançado.

 

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre esses e outros assuntos e quiser vê-los respondidos por qui, mande um e-mail para: nelsonvieira@cibracoaching.com.br

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Nelson Vieira
Presidente e Master Coach Trainer da Cia. Brasileira de Coaching Certified Advanced Master Coach Sênior
pela Graduate School of Master Coaches (EUA/UK/Austrália)