Como o coaching contribui para o desenvolvimento de lideranças

Hoje vou responder à uma dúvida da Patrícia Gibson, estudante de administração da FEAPA e que está fazendo o seu trabalho de conclusão de curso baseado no coaching executivo, então, mandou essa pergunta: Como as ferramentas de coaching podem ser usadas no desenvolvimento de lideranças?

A primeira coisa a saber, é que as ferramentas, técnicas e modelos estruturados de coaching são utilizados de acordo com as necessidades apresentadas por ocasião do atendimento propriamente dito, não havendo necessariamente um conjunto de ferramentas específicas para atender a este propósito, tampouco uma ordem sequencial de utilização das mesmas, uma vez que o profissional coach deve, antes de qualquer coisa, levantar as principais características, qualidades ou atitudes a serem desenvolvidas nesse líder, sempre considerando-se a cultura organizacional.

Certa vez, em uma formação na cidade de Recife-PE, um diretor executivo de uma grande companhia telefônica me solicitou que atendesse três gerentes de uma de suas unidades. Perguntei-lhe o objetivo principal a ser alcançado. “– Desenvolvimento gerencial”, foi a sua resposta. Muito bem, um prato cheio para qualquer aventureiro de plantão, só que, nós, coaches profissionais precisamos de dados mais específicos para saber exatamente o que desenvolver, então adotamos os seguintes passos:

1) Conhecer a cultura organizacional daquela empresa especificamente e o que se espera de um bom líder naquela organização: É muito importante compreender que assim como as pessoas, as empresas diferenciam-se umas das outras, sobretudo no que diz respeito à sua cultura organizacional, isso, por si só, vai influenciar no modelo de liderança a ser adotado e consequentemente no padrão comportamental ou qualidades a serem desenvolvidas baseadas no perfil do cargo (supostamente já desenhado pelo RH em seu plano de carreira), do contrário, o coach deve levantar esse perfil ideal;

2) Conhecer muito bem o perfil atual do gerente em questão: Para isso existem alguns recursos que podemos lançar mão, como o seu perfil comportamental que deve ser feito por um analista comportamental assessment devidamente habilitado, no nosso caso, utilizamos o Cibrasystem, através do qual, conseguimos identificar inúmeras informações acerca deste gerente através de alguns gráficos que avaliam além do perfil comportamental, nível de pressão que este gerente sofre para atender às exigências do meio, tipo e velocidade na tomada de decisão, fatores motivadores no trabalho, possíveis pontos de insatisfação quanto ao uso de suas principais habilidades, além lógico dos pontos de melhoria para atender às exigências do cargo.

3) PDI – Plano de Desenvolvimento Individual: Há alguns anos, o RH identificava em suas avaliações de desempenho os gaps dos colaboradores e os colocava em cursos com “n” participantes que quase nunca (para não correr o risco de generalizar) focavam em suas necessidades específicas, e assim as empresas investiam muito recurso, mas sem ter o retorno devido. Assim, com o coaching, realizamos a partir desse levantamento, um Plano de Desenvolvimento Individual e trabalhamos os aspectos ligados ao aprimoramento de suas principais habilidades e o desenvolvimento de suas principais lacunas para o pleno exercício de suas funções.

4) Escolha das ferramentas e modelos mais apropriados: Uma vez realizado o PDI, é importante considerar o objetivo geral e os específicos a serem alcançados para só então definir que ferramentas e métodos de abordagem utilizar em cada sessão, lembrando que é impossível definí-las sequencialmente por conta dos resultados obtidos, mudanças de estratégias por questões organizacionais, contingências sociais e econômicas, dificuldades relacionais, estado emocional do cliente no momento da sessão e vários outros aspectos que podem incorrer em mudanças da ferramenta ou do método previamente definido. Importante compreender que o processo de coaching é algo dinâmico e, portanto, não pode ser, em hipótese alguma, engessado.

5) Acompanhamento sistemático: É importante compreender que o que assegura os bons resultados de coaching num processo de desenvolvimento de lideranças é o acompanhamento sistemático feito antes de cada encontro e o que definirá os bons resultados de coaching após um tempo de processo, é justamente uma reavaliação comparativa do perfil comportamental e uma avaliação 360º.

E, para finalizar, a boa notícia é que para desenvolver as suas habilidades de liderança, você não necessariamente precisa ocupar um cargo em uma empresa. Se você tem interesse em desenvolver-se, fale conosco através desses contatos que se encontram aqui e teremos o maior prazer em ajudá-lo.

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Responsabilidade social nas empresas: Realidade ou ficção?

É fato, as empresas estão se voltando cada vez mais para projetos sociais, uma vez que investir em Responsabilidade Social agrega valor à imagem institucional, em virtude da reação positiva do mercado, que reflete, por sua vez, em seu resultado financeiro, dado a fatores, como: maior visibilidade e credibilidade no mercado; logo, há uma valorização das suas ações, vindo a obter assim, a preferência dos investidores, o que contribui para o fortalecimento interno da organização, aumento de performance dos colaboradores, tornando a empresa ainda mais competitiva e, consequentemente, ocorre uma maior sustentabilidade nos negócios em virtude da conscientização ecológica dos valores e princípios corporativos mais vitais.

Desse modo, de uma maneira geral, elas têm se voltado para métodos de produção sustentável e para produtos mais “naturais”, agora, a questão é: Até que ponto isso significaria um real respeito ao consumidor e ao meio ambiente ou, como se vê na grande maioria das vezes, trata-se apenas de mais uma jogada de marketing? Creio que uma coisa acaba levando a outra, ou seja, quando a empresa foca na sustentabilidade e propaga isso em sua campanha de marketing, de certa forma, está contribuindo para a educação do consumidor para que este venha a adquirir uma consciência mais ecológica, e por conseguinte, contribuindo para que tenhamos um mundo cada vez melhor. Pelo menos era isso que deveria ocorrer na prática.

A boa notícia, é que o cliente está cada vez mais consciente do seu papel social, e não estamos falando apenas da preservação do meio ambiente ou mesmo da biodiversidade, tais como: coleta seletiva do lixo, projetos de reaproveitamento da água, energia renovável, dentre outros, mas também de seu real papel na sociedade pensando no bem comum, o que envolve: as negociações sustentáveis, o respeito ao código de defesa do consumidor, a qualidade do produto, do atendimento, a ética, refletida através do recolhimento de impostos por meio da emissão de notas fiscais, enfim, todos são, de certa forma, fatores que podem ser levados em consideração no momento de decidir por adquirir produtos ou serviços de uma determinada empresa. Tudo isso torna o consumidor mais exigente a respeito do perfil das mesmas.

Para quem ainda não acordou para essa nova realidade, abra bem os olhos, pois o mercado mudou e ainda está em intenso processo de transformação, portanto, entrar em sintonia com as comunidades e com o meio ambiente está realmente se tornando uma exigência para as empresas e o Brasil, de certa forma, como um país exportador de vários produtos para grandes centros mundiais, deve se adaptar às exigências do mercado internacional no que tange à qualidade, não apenas do produto, mas da sua origem. Como exemplo, podemos destacar o “embargo da carne”ocorrido há aproximadamente 10 anos no qual o Brasil, um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, teve esse produto relacionado ao desmatamento da floresta amazônica, o que levou o governo federal a intervir duramente, para se adaptar a tais exigências, levando alguns estados do norte do país a sofrerem um grande baque econômico na agricultura, na pecuária, no comércio, no serviço e até mesmo no setor público, até que as mesmas fossem cumpridas. E vira e mexe, ainda nos deparamos, aqui e ali, com práticas abusivas, que, creio, o nível de tolerância do consumidor, hoje, é zero! E, portanto, também estão mudando … e muito!

Os funcionários, parceiros e fornecedores também participam dessas mudanças através da educação, pois o que aprendem na empresa, adotam no lar, ensinam os filhos e estes, por sua vez, disseminam na escola, a professora vê então o movimento dos alunos e aborda o assunto “sustentabilidade” em sala de aula para várias turmas, assim, cada aluno volta para casa e aplica os conhecimentos adquiridos e então, forma-se uma corrente invisível pela preservação do meio ambiente, da biodiversidade, das nossas reservas hídricas e criamos assim, a chamada “Geração Z”, com futuros cidadãos mais conscientes de seu papel social, contribuindo para um mundo cada vez melhor, mais abundante e próspero.

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10 Hábitos das pessoas altamente comprometidas

É, não tem jeito, sempre que converso com empresários ou com executivos acerca do que desejam para suas empresas, é inevitável, a resposta quase sempre é a mesma: “- Ah! Se eu tivesse pessoas mais comprometidas!”, e isso se repete em diversos setores da sociedade: em casa, na escola, nos setores públicos, dentre outros. No entanto, o que entendemos por comprometimento?

Para responder a essa questão, reuni aqui algumas características dessas pessoas que fazem a diferença em suas atividades:

1-Planejam o dia seguinte antes de irem dormir: Essas pessoas sempre têm um objetivo em mente e focam toda a sua energia nele, por isso definem ações importantes a serem realizadas no dia seguinte antes de dormir e não descansam enquanto não as tiverem concluído.

2-Fazem uma coisa de cada vez: Evitam fazer várias coisas simultaneamente, principalmente se forem desconexas e divergentes de seu objetivo principal, ao realizar várias atividades simultaneamente, correm o sério risco de perder o foco principal e assim, fracassar.

3-Dedicam total atenção aos detalhes: Trabalham entregando o seu melhor, sempre, pois como dizem: “Deus está presente nos detalhes”, então, o fazem com esmero, prestam atenção em absolutamente tudo e jamais deixam um trabalho pela metade, sempre terminam tudo o que começam.

4-Sempre focam na solução: Apresentam soluções e quando não as têm, vão atrás, não perdem tempo potencializando os problemas, pois sabem que isso só atrai mais problemas e não desistem facilmente, aliás, não descansam enquanto não os resolvem.

5-Cumprem prazos e jamais se limitam por qualquer motivo: Os prazos são sagrados para pessoas comprometidas, isso faz com que se esforcem muito para cumpri-los e quando não sabem algo perguntam e demonstram sempre muita vontade de aprender, dedicando-se bastante até dominar aquilo que não sabem.

6-Exercitam a sua criatividade: Sabem que não existe nada tão bom que não possa ser melhorado, por isso lançam mão de um bloco de anotações sempre por perto, para escrever suas ideias, desenhar fluxos, criar novos processos e outros.

7-Focam no positivo: Não vivem dando desculpas por seus atos, nem procuram culpados pelos erros cometidos, tampouco vivem reclamando da vida e falando mal das pessoas, pelo contrário, agem para modificar a realidade.

8-Fazem exercícios físicos e meditação diária: Normalmente, acordam cedo e praticam exercícios como corrida, musculação, caminhada ou outras modalidades esportivas e fazem uma meditação diária refletindo sobre os desafios a serem superados naquele dia, bem como sobre as atividades necessárias e também sobre o seu comportamento e suas emoções pessoais de maneira a restaurar o equilíbrio e o autocontrole.

9-Cultivam um hobbie e curtem a família e os amigos de forma saudável: Trabalhar é importante, no entanto, ter uma atividade como distração, é fundamental para restaurar as energias e se divertir, pois assim, o cérebro produz a serotonina, um neurotransmissor necessário para dar uma sensação de prazer e bem estar e, com isso, evita o aumento do stress, que os impediria de raciocinarem e consequentemente tomarem as melhores decisões. Além disso, passar um tempo de qualidade com a família e amigos também é fundamental, pois ajuda dando uma sensação de paz e segurança, não é à toa que é chamada de “porto-seguro”.

10-Desenvolvem a empatia: Procuram sempre colocar-se no lugar das outras pessoas, sentir o que os outros sentem e estão sempre prontos a colaborar com os demais, participando e dando ideias. Enfim, uma pessoa comprometida é alguém com quem as pessoas podem contar.

Por fim, esses são alguns hábitos importantes desenvolvidos por pessoas altamente comprometidas e que fazem uma grande diferença em seus resultados, não apenas no dia-a-dia, mas sobretudo, no alcance de suas metas e objetivos pessoais, profissionais, corporativos e organizacionais.

E você? Deseja melhorar a sua performance também? A lista acima pode funcionar como um poderoso check list para o desenvolvimento de novos hábitos e alcance de resultados surpreendentes. Experimente, faça diferente, tenho certeza que você irá se surpreender com os seus novos resultados.

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Você já ouviu falar em modelo de gestão CTA?

Fazendo os meus diversos atendimentos de coaching em empresas, percebi algo em comum na grande maioria dos gestores que participavam dos processos comigo: a reatividade! Infelizmente, boa parte deles aprenderam a reagir em suas rotinas ao invés de agir preventivamente e com isso, acabam perdendo o momento e deixando de atingir as metas em equipe pelo simples fato de defini-la, apresenta-la e depois só checar resultado no final do mês e aí vem muitas vezes a frustração por não tê-lo atingido e pior, a sensação de impotência por não poder voltar no tempo e fazer algo diferente. As consequências disso? É tiro, porrada e bomba pra todo lado, reuniões caóticas de “caça às bruxas” e o consequente desgaste e desmotivação da equipe e um constante recomeçar, trocando peças do tabuleiro, normalmente um peão por outro, e sempre alimentando a esperança do “agora vai!”, mas se não mudar as práticas de gestão, não vai mesmo, ou melhor, até vai, “RÉ começar de novo” fazendo deste um grande ciclo nocivo e vicioso sempre voltando ao ponto de partida impedindo, dessa forma, o crescimento da organização.

Avaliando esse cenário, percebi que os gestores estavam trabalhando apenas com os fatos ocorridos, ou seja, passados, e não fazendo aquilo o que se propõe de fato um gestor: planejar, executar e conferir, sempre pensando em termos futuros, daí, faço uma analogia com o CTA, que é uma sigla bastante utilizada na aviação e que quer dizer: Controlador de Tráfego Aéreo – CTA, como o próprio nome sugere, esse profissional trabalha na torre de controle e ele acompanha todo o seu espaço aéreo através de um potente radar e estabelece uma comunicação com os pilotos nas aeronaves orientando-os quanto ao fluxo de aeronaves e suas respectivas malhas aéreas (estradas/rotas) para evitar que as mesmas se choquem, em alguns casos, preveem também rotas alternativas para desviar de nuvens carregadas, reduzindo, com isso, o desconforto dos passageiros e tripulantes causado pelas turbulências.

Desse modo, o CTA, não pode tratar de fatos passados, porque qualquer erro pode ser fatal! Sendo assim, ele tem que ficar de olho no radar com atenção total no tráfego aéreo sempre antecipando-se ao que acontece e estabelecendo uma comunicação preventiva com as aeronaves.

Assim, o gestor deve trabalhar com os olhos voltados para o sistema de acompanhamento dos resultados dos seus liderados, se for de vendas, por exemplo, o ideal, é que ele segmente a meta mensal por semana e talvez até por dia e divida pela quantidade de vendedores (é quanto cada um vai ter que alcançar como meta diária) e, ao invés de simplesmente cobrar por que não atingiu o resultado num dia, mostrar para a equipe, ou para cada qual, o quanto cada um precisa para alcançar o resultado, incentivando-os assim, a focarem nessa diferença.

Com isso, o seu estilo de gestão passa de “reativo punitivo” para “preventivo estimulante”, o gestor deixa de olhar para os fatos passados e passa a prevenir o futuro diariamente, reavaliando meta, redefinindo ações e mudando o que for necessário, para evitar surpresas desagradáveis com o resultado final a ser obtido.

Como resultado final da prática de gestão CTA, você terá alcançado muito mais do que a meta estabelecida:

· Terá uma equipe mais engajada, motivada e focada no resultado, aumentando assim a sua força organizacional;

· Clientes mais satisfeitos em decorrência da qualidade do atendimento;

· Aumento na performance individual sem desmerecer o sentido de colaboração de equipe;

· Melhoria no clima organizacional;

· Aumento significativamente no nível de satisfação e entusiasmo dos colaboradores;

·Redução de custos;

·Aumento do lucro final;

·Competitividade e crescimento na participação de mercado da empresa;

No mais, acredito que, redirecionando o olhar e mudando as ações, deixando de avaliar apenas os fatos ocorridos e passando a mirar na meta a ser atingida acompanhando-a dia a dia e intervindo pontualmente sempre que necessário estimulando os membros da equipe como se fosse um engenheiro de equipe de fórmula 1 estimulando o seu piloto via rádio: “- Falta “tanto” para alcançar o resultado, você tá muito próximo, vai lá ….” e, lógico, o mais importante, celebre os resultados alcançados, por menor ou mais apertado que seja. Celebre! Vibre! Torça! Comemore cada vitória junto com a sua equipe.

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Desejos X oportunidades: Saiba com diferenciá-los e alcance seus objetivos

Interessante como as pessoas de uma maneira geral têm dificuldade em distinguir o que é um desejo e uma oportunidade. São coisas completamente distintas, mas podem confundir muito na hora de planejar e levar o projeto a metas surreais porque havia um desejo demasiado, mas sem uma oportunidade em vista, o que leva os planejadores a uma miopia diante da realidade que se apresenta. Para evitar erros dessa natureza, que acontecem com alguma frequência em planejamentos estratégicos, sejam eles corporativos ou pessoais, hoje trouxe alguns exemplos para distiguir uma coisa da outra.

Desejo: São todas as coisas que eu quero realizar, mas que nem sempre estão à minha disposição num dado momento e que acabam se confundindo com sonhos, por exemplo, abrir uma empresa, fazer um curso de idiomas, viajar de férias para a Europa, adquirir uma casa, comprar um carro, tornar-se ator de cinema.

Oportunidade: É tudo aquilo que tem a possibilidade real de se concretizar, bastando portanto, um movimento meu para obter uma chance de realiza-lo, lógico, considerando-se as questões técnicas e financeiras para executá-lo, como os meus desejos, por exemplo, atender a uma proposta de representação comercial de um determinado produto ou serviço (para abrir uma empresa), receber um folder ou uma indicação de um amigo ofertando uma bolsa de 30% para um curso de inglês (para fazer um curso de idiomas, receber uma oferta para integrar um grupo de intercâmbio (para viajar de férias para a Europa), perceber um imóvel adequado e compatível com o meu nível sócio cultural com preço de pré-lançamento (para adquirir uma casa), aproveitar a promoção de uma concessionária pela baixa das vendas no período para fazer um bom negócio (para comprar um carro), estudar dramaturgia e receber uma proposta para realizar um teste para integrar o elenco de um longa-metragem (para tornar-se ator de cinema).

Um desejo (um sonho), originam uma ideia, que, quando entram em planejamento, somados à curiosidade e poder de observação da realidade que o cerca, pode se tornar uma grande oportunidade em termos de empreendedorismo, por exemplo. Detalhe: Quanto mais deficiências existirem em um mercado, maiores são as oportunidades de se empreender algo novo e diferenciado, isso depende muito do ponto de vista de cada pessoa, enquanto uns só enxergam e reclamam das deficiências, outros veem nelas a possibilidade de ganhos extraordinários e lucro.

Agora que sabemos identificar uma oportunidade, como organizar as ideias e evitar possíveis distrações?

1- Faça uma lista de pelo menos 10 desejos que você sonha em realizar:

2- Quais deles tem a possibilidade real de concretizar?

3- Que oportunidades você enxerga para cada um desses desejos com real possibilidade de realização?

4- Quais os possíveis sabotadores ou distrações podem lhe desviar do seu real propósito em aproveitar cada oportunidade?

5- Por que é importante para você realizar esse desejo? Que valores agregarão na sua vida? Que sentimentos experimentará ao realiza-los?

6- Feche os olhos por alguns minutos e visualize-se tendo realizado o seu sonho? Que sensações internas você despertou? Em que parte do corpo você as sente? Que movimentos ou gestos você “fez” ao vibrar com a sua conquista?

7- Agora veja as pessoas em sua volta admirando-o e respeitando-o pela sua conquista como se tivesse alcançado:

8- Agora me diga, o que você aprendeu com o exercício acima? Valeu a pena fazê-lo? Por que? Caso deseje, compartilhe sua resposta comigo pelo e-mail abaixo, ficarei feliz em lhe ajudar;

9- O que você precisa fazer a partir de agora para aproveitar as oportunidades e já ir em direção à realização dos seus objetivos?

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7 práticas de líderes emocionalmente inteligentes

Com os desafios atuais na busca desenfreada por resultados, nunca foi tão necessário para as lideranças conhecerem acerca os sentimentos e sensações internas, seus e dos demais, para desenvolverem cada vez mais a sua capacidade de administrar suas relações num âmbito social e pessoal (íntimo), portanto, destaco hoje algumas práticas permanentes de líderes que obtém resultados extraordinários em todos os aspectos da sua vida.

1-Atitude positiva: Muitos falam demais e fazem pouco, os grandes líderes preocupam-se sistematicamente em fazer mais do que declaram, para que isso seja possível, é importante estabelecer um encadeamento de ideias e ações para que ele não se perca no tempo e no espaço, portanto, agir, sem planejar onde se quer chegar não é saudável. É importante que o líder tenha o seu pensamento organizado e estruturado para leva-lo ao resultado que ele espera.

2-Autoconhecimento: É impossível administrar processos e pessoas sem se conhecer o suficiente, uma vez que temos traços de personalidade que nos distinguem dos demais e, portanto, possuímos alguns que se evidenciam por conta de diversos fatores como: momento, funções a serem desempenhadas, resultados a serem alcançados, expectativas, suas e dos outros, dentre outros aspectos. Para tanto, existem inúmeros recursos para propiciar essa reflexão e a busca pelo autoconhecimento, que pode ser obtido através do coaching com uso de técnicas e ferramentas adequadas.

3-Autocontrole: Assim, buscar se conhecer, não apenas no que diz respeito aos aspectos internos de comportamento, ajudam a obter maior autocontrole para lidar com adversidades provenientes do ambiente externo. Profissionais emocionalmente estáveis obtém resultados mais significativos e duradouros, além de se prevenir quanto ao risco de passivos trabalhistas e processos por assédio moral.

4-Foco no Resultado: Esses líderes se mantém com o foco no resultado, portanto, por mais que muitos não gostem do exemplo que vou citar, alguns bons exemplos se originam dos modelos de gestão norte americano e japonês. Ambos chegam a ponto de serem obcecados pelo objetivo (positivamente falando), pois amam desafios e realizações, que, combinadas, formam o combustível desses líderes para obterem resultados e uma vida de satisfação plena para si e para aqueles que os rodeiam, sobretudo, a sua equipe.

5-Higiene Emocional: Todos os dias pessoas acumulam o que chamo de lixo emocional e intelectual, com o líder não é diferente, uma vez que estão constantemente expostos a todo tipo de estímulo, sejam eles bons ou ruins, portanto, é imprescindível que tenham uma válvula de escape ou uma estratégia de recomposição, que seja através de uma terapia, sessões de coaching, prática esportiva, caminhadas ao ar livre, atividades de lazer com a família ou sozinho, enfim, importante é sempre ter uma “carta na manga” para recarregar as baterias.

6-Cultivam bons relacionamentos: Analise bem quem está à sua volta, perceba quem são as pessoas que o cercam e com as quais você ocupa a maior parte do seu tempo, pois então, saiba que inevitavelmente você se tornará parte daquilo com que você mais convive incorporando para si linguagem pensamentos, hábitos (bons e ruins), portanto, veja os resultados dessas pessoas e responda: Esses comportamentos estão mais próximos ou mais distantes do tipo de pessoa que pretende um dia se tornar? Pois bem meu amigo, dependendo da sua resposta você sabe muito bem o que fazer, certo?

7-Neutralizam pessoas tóxicas: O líder emocionalmente inteligente compreende que não é suficiente estabelecer conexões positivas com pessoas bem sucedidas e de ideias brilhantes, ele precisa se blindar contra as más influências de pessoas inescrupulosas. É muito fácil de identifica-las, pois normalmente falam mal de pessoas, portam notícias ruins, são bajuladoras, traiçoeiras e caluniadoras. Perceba quando alguém fala mal de outra pessoa sem base ou quando tem um fato, detalhe: Um fato não é o que se ouviu falar, mas que viveu uma experiência negativa com aquele indivíduo, veja que são duas coisas bem diferentes e precisam ser identificadas para não perder de vista o que se trata de um sinal de alerta ou simplesmente de difamação alheia.

Espero ter sido útil com essas dicas pontuais para que você exerça a sua liderança com prudência e responsabilidade, sobretudo pela sua saúde pessoal e permanência no cargo com vistas a um crescimento profissional, expressivo e sólido, o que será possível à medida em que você souber mais acerca das suas potencialidades e sobretudo das suas limitações para um bom desempenho de suas funções de líder.

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10 situações decisivas que o coaching pode lhe auxiliar

Muitas pessoas me perguntam, ainda hoje, em que situações devem procurar um coach profissional, enfim, por ser bastante genérica, acaba sendo uma resposta muito difícil, no entanto, elenquei aqui as 10 Mais – dez situações em que as pessoas mais têm procurado os processos de coaching profissional, vamos a eles:

1-Mudança de emprego ou de função exercida: Pessoas que procuram um novo emprego, desejam empreender ou estão confusos sobre que decisão tomar, se submetem a um processo de coaching para ter maior clareza do seu papel (seus talentos, suas principais habilidades), quais deles devem ser potencializados e quais precisam ser desenvolvidos e traçar um plano de acompanhamento.

2-Desmotivação: Quando deixamos de perceber resultado prático naquilo que fazemos ou quando estamos entediados pela rotina diária, é perfeitamente natural sentirmos um certo desânimo, nesse ponto o coach auxilia no resgate do propósito e da autoestima com pequenas ações semanais, até a pessoa começar a perceber novamente os resultados.

3-Melhoria de desempenho e produtividade: Num processo de coaching avaliamos os resultados produzidos atualmente, identificamos o objetivo a ser atingido, auxiliamos na produção de um plano para acompanhamento sistemático e estimulamos o cliente a entrar em ação diariamente sempre visando o seu resultado.

4-Desejo por uma promoção dentro da empresa: Nesse caso é importante que o coach tenha alguma vivência com corporações, preferencialmente na área de RH, pois ele vai precisar conhecer o plano de carreira da empresa, bem como os requisitos e a descrição do cargo pleiteado pelo cliente para apoia-lo em sua preparação para o novo cargo, além, lógico, de auxiliá-lo no alcance de metas, caso tenha um desafio proposto.

5-Desenvolvimento pessoal: O coaching é indicado também para pessoas que desejam melhoria comportamental em situações específicas, como: Planejar férias com a família, atividades de lazer com os filhos, programas de casal, organização pessoal, educação dos filhos, planejamento pessoal, qualidade de vida e gestão do tempo.

6-Desenvolvimento de liderança e equipes: O treino de habilidades de liderança com técnicas de intervenção são fundamentais para a regência de uma equipe, assim como conhecer o perfil comportamental dominante para adequar o estilo de comunicação a cada liderado de maneira a gerar propósito, desenvolver o espírito coparticipativo e proporcionar uma visão mais global para a geração de resultados efetivos para o time.

7-Mudança ou criação do próprio negócio: Nesse caso, é necessário que o coach, não apenas conheça, mas seja familiarizado com empresas, negócios, mercado e empreendedorismo, pois ele auxiliará o cliente a avaliar o retorno de um determinado investimento dentro de um período específico de tempo ou mesmo definir um bom plano de negócios para uma melhor gestão estratégica da sua empresa.

8-Melhoria nos relacionamentos amorosos ou sociais: Acredite, há muitas pessoas com dificuldade de relacionamento por motivos diversos, por isso existe coaching para manutenção do relacionamento de casal, bem como, relações sociais num contexto mais amplo e genérico, desde que bem especificado no processo. Neste caso, o profissional coach deve avaliar a necessidade de trabalhar o programa associado a um psicólogo clínico para possíveis casos de traumas ou fobias sociais.

9-Maior controle da vida financeira: O coach também auxilia as pessoas na organização das finanças pessoais, avaliando o enxugamento de despesas e definindo ações para aumentar a receita e assim obter o controle financeiro para a realização de sonhos a curto, médio e longo prazos.

10-Auxílio no processo de emagrecimento: Pessoas que querem obter maior qualidade de vida eliminando alguns quilinhos extras também se vale do coaching, que pode ser um personal trainer ou mesmo um nutricionista, de qualquer forma, esse é um processo que envolve um trabalho interdisciplinar para que o cliente alcance o seu objetivo com saúde e qualidade.

Espero ter contribuído para que você tenha maior clareza sobre os processos de coaching, como você pode perceber, ele pode lhe auxiliar em todas as áreas e de diversas maneiras, no entanto, é preciso escolher bem o profissional, identificando claramente quais são as suas maiores habilidades e limitações, bem como sua trajetória, desde a sua formação (talvez até antes) e este profissional, por sua vez, deve estar consciente da sua competência, vindo a atuar com ética, transparência e responsabilidade.

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Negócios, carreira e rock’n roll

Na última quinta, dia 13/07 comemorou-se o “Dia Internacional do Rock”, um estilo musical que surgiu em meados da década de 40 originário da junção de vários outros estilos da época, como o blues, country, folk, jazz, gospel e outros ritmos africanos. Esse estilo passou a ser um dos mais importantes veículos da cultura ocidental para o mundo e para quem pensa que era somente um instrumento de subversão nas décadas de 60 e 70 ou de reivindicação social nos anos 80, está muito enganado, é muito mais que isso. É um negócio bastante lucrativo e conta com seguidores fiéis e uma audiência pra lá de engajada.

Senso de Propósito: Como qualquer negócio que se preze, o rock tem um propósito bem claro: “Ser” a voz dos menos favorecidos, dos excluídos, dos ideais de liberdade e igualdade, além da solidariedade e fraternidade em relação aos países mais pobres e oprimidos vitimados por governos tiranos, pela guerra civil, pelas catástrofes naturais e toda forma de desigualdade. E, lógico, “todos” aqueles que se identificam com esse propósito, encontram “voz” nessa comunidade.

Perguntas de Reflexão: Qual é o seu propósito maior? E o do seu negócio? Como você quer ser reconhecido pelo mercado em que atua? Que contribuição você pretende deixar para a sociedade?

Público-Alvo: Pronto, a partir de um propósito bem claro, já temos o público alvo definido, ou seja, não adianta querer atingir a massa, isso já foi feito em outros tempos, quando o rock virou pop, como na década de 60 com os Beatles no mundo e a jovem guarda aqui no Brasil, onde também, com o movimento de abertura politica ocorrida durante os anos 80 virou febre nacional, arrebatando inúmeros seguidores, inclusive esse que vos escreve, e atualmente com tanta diversidade musical, o rock, embora não figurando tanto no cenário publicitário de massa, tem o seu espaço assegurado junto a esses fiéis seguidores e, vem se renovando com as novas gerações que se identificam com o estilo e com o propósito.

Perguntas de Reflexão: Quem se beneficia dos seus produtos ou serviços? Quem são os seus seguidores fiéis? Você tem uma audiência engajada? Seus clientes o defenderiam em relação à sua concorrência? O que os levaria a fazer isso?

Administração: Mas não se vive só de ideais e tampouco é só uma questão de compor e emplacar um hit ou mesmo de ter um figurino adequado e um cenário deslumbrante que fazem a diferença, por detrás de tudo isso, é necessário administrar uma série de ações para que tudo corra bem, do financeiro à logística, passando pela estratégia de carreira, plano de negócios, produção, marketing e vendas, tudo conta e cada detalhe pode significar a ascensão ou queda de uma banda!

Perguntas de Reflexão: Você tem um plano de carreira? Sua empresa tem um plano de negócios? Existe um planejamento estratégico? Tem processos bem definidos? Como ocorre a comunicação entre os diversos setores da sua empresa?

Carreira: No que diz respeito à carreira, ninguém se notabilizou mais do que o eterno Beatle Sir Paul McCartney, que passou a gerir a própria carreira e definir os próprios rumos a serem tomados, hoje, no auge dos seus 75 anos de idade e bilionário, ainda corre nas rádios e TVs para divulgar a sua arte como se ainda fosse um adolescente no início de carreira.

Perguntas de Reflexão: Como você está aparecendo para as demais pessoas? Você gosta do que faz? O que você poderia fazer melhor ainda para obter mais resultado na sua carreira ou no seu negócio?
Qualidade: Coincidência (ou não), a também britânica Adelle se notabilizou pela sua qualidade musical desde o primeiro álbum lançado no ano de 2011 onde suas músicas exprimiam uma explosão de sentimentos, porém, com uma sequência muito bem pensada e inteligente, tendo se cercado de produtores de primeiríssima qualidade. Lição: Não basta fazer só por fazer!

Perguntas de Reflexão: Como a qualidade do seu trabalho é percebida pelos seus clientes ou mesmo pelo seu empregador? O que está bom? O que precisa ser melhorado? Quais os fatores críticos que asseguram a qualidade do seu produto ou serviço?

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Sanguessugas corporativos

Sanguessuga, “verme do filo dos anelídeos, da classe dos hirudíneos, que habita as águas doces e tem ventosas com que se liga aos animais a fim de sugar-lhes o sangue (…) pessoa que explora outra pedindo-lhe constantemente dinheiro; chupa-sangue.” (Dicionário Aurélio).

Lembro-me de quando ainda trabalhava como Gerente Corporativo de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional em uma empresa de grande porte com forte atuação nas regiões norte e nordeste do país somando com vários profissionais e executivos oriundos de vários outros estados do Brasil, sobretudo das regiões sul e sudeste. Foi um período muito importante em minha vida, porque tive a oportunidade de trocar experiências ensinando e aprendendo acerca do trabalho, do mundo corporativo com todas as suas riquezas e mazelas e mesmo da vida cotidiana.

Sempre tive uma forte característica de ser um entusiasta em minhas atividades, sou movido à adrenalina, gosto disso, acho que está no sangue, jamais faço algo simplesmente por fazer, tudo o que faço é com muita satisfação, desde um simples bom dia até a minha presença de palco para uma palestra um bate-papo ou qualquer outra coisa. Assim, lembro-me de, certa vez, ter visitado um departamento e os cumprimentei como o fazia desde que fora contratado em todas as áreas, com um cordial bom dia, acompanhado de um sorriso de orelha a orelha e duas palmas com as mãos, até o cumprimento individualizado, como o faço ainda hoje em minha empresa.

Posteriormente, qual foi a minha surpresa, fui chamado pelo gestor da área – meu par – que me indagou com todo o seu “carioquês” de raiz: – Oh bichão, e aê, não entendi. Qual o intuito daquelas palmas? O que você pretendia com aquilo? Ao que respondi, à época, ainda atônito pela abordagem do colega, a quem tanto admirava e tinha profunda estima e consideração: – Como assim? Apenas fiz o que sempre faço! E ele prosseguiu: – Pois eu deixo aqui registrada a minha indignação e de toda a minha equipe. Que isso não se repita na minha área!

Essas palavras me atingiram em cheio, bem no fundo da alma. Jamais pensei em desrespeitá-lo, minha intenção era tão somente a de compartilhar mais um dia, mais um pouco da minha alegria e da minha satisfação em estar ali, trabalhando, fazendo o que gosto, compartilhando momentos agradáveis com aquelas pessoas, quem sabe até ajudando a alegrar o dia de alguém e óbvio, me retroalimentando de toda aquela energia, porém, ocorreu o inverso, depois daquela conversa fiquei completamente sem ânimo, desgastado, apático, triste, sem forças sequer para teclar, daquele momento em diante tudo o que eu precisava era de uma boa cama pra dormir um sono profundo. Confesso que levei um longo tempo até me recuperar, foi um golpe traiçoeiro em minha auto-estima enquanto estava distraído e “entre amigos”, desferido pelas costas.

No entanto, me recuperei e aprendi com a situação, os sanguessugas corporativos não sugam, à priori, o sangue de outras pessoas, tampouco dinheiro, eles sugam o que você tem de mais precioso, sugam o seu espírito, seu entusiasmo, sua alegria, seu talento. E detalhe, eles não precisam necessariamente ocupar cargos de liderança nas organizações, aliás, empiricamente falando, eles estão em menor escala ocupando cargos importantes, grande parte deles ocupa cargos de média gerência e supervisão, mas também pode ser o porteiro, o inspetor, o faxineiro, ou mesmo aquela secretária da presidência, analistas administrativos e outros profissionais exercendo outros cargos de menor expressão, embora não menos importantes.

E o que é mais interessante, os sanguessugas não estão apenas nas empresas, eles podem estar em qualquer lugar: dentro de casa, na vizinhança, na escola, na faculdade ou mesmo na igreja. Suas ventosas estão ocultas sobre os recônditos da sua frustração, do seu auto-desconhecimento, da sua inveja e amargura.

Então aí vai uma dica para essas pessoas: Descubram-se, dêem vazão para o seu talento, deixe o seu verdadeiro potencial se manifestar, use e abuse da sua criatividade, respeite-se, perdoe-se, acredite que você é uma fonte inesgotável de recursos.

Você não precisa da energia dos outros e nem apagar o brilho de quem quer que seja. Procure acreditar mais em si mesmo e por fim, use suas ventosas para transfundir-se, compartilhando coisas boas, abstraindo o que há de melhor na outra pessoa, sem sugar-lhe, e ao mesmo tempo transmitindo o que você tem de melhor. Desse modo, você vai descobrir um mundo de possibilidades rico e abundante com espaço pra todos.

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre esse e outros assuntos e quiser vê-los respondidos por aqui, mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br.

Você está delegando ou deLARGANDO

Você é responsável por uma equipe de trabalho na sua empresa e seu diretor lhe demandou uma tarefa com um prazo curto, e você, por sua vez, a repassou à sua equipe confiando plenamente em sua correta execução, enquanto isso, você aproveitou o seu tempo “livre” para se dedicar a outras atividades.

O tempo passou, o prazo está terminando e você então vai conferir com a equipe o resultado do trabalho, que foi executado às pressas e de maneira totalmente equivocada, sem qualidade de acabamento e nem uma apresentação decente, é quando você começa a ficar todo vermelho, sua pressão sobe subitamente, a sua pupila dilata, como se fosse saltar fora do globo ocular, seu coração dispara dando a sensação de que a qualquer momento você pode infartar, sente aquele frio na espinha e um sentimento de vergonha, traição, raiva, enfim, tudo junto, a vontade é de sumir da face da terra. Para completar a cena, justo nesse momento o telefone começa a tocar, você olha para o aparelho na sua mesa com tensão, como se estivesse assistindo a um filme de suspense, depois de algum tempo com o telefone chamando, heis que você recebe aquela indesejada, embora já esperada visita do seu diretor.

Enquanto ele dá os primeiros passos firmes dentro da sua sala, vindo em sua direção, você, a essa altura, pálido, o enxerga em slow motion (câmera lenta) e pensa em mil argumentos em uma pequena fração de segundos, se a tal SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado) existe, você foi acometido nesse exato momento.

Finalmente, quando seu diretor pede o que havia demandado a você, você se limita a responder: “- Puxa, eu pedi, mas eles não fizeram o trabalho”, então eu pergunto: De quem é a responsabilidade afinal? Entenda, não adianta transferir a responsabilidade para a equipe, ela é totalmente do líder do setor, você transfere o trabalho em si, mas a responsabilidade é totalmente sua!

O que aconteceu na situação acima, é que você confundiu as coisas e delargou a atividade à boa vontade dos seus subordinados e quem sabe até a um pouco de sorte já que nem tomou o devido cuidado de checar o entendimento da atividade por eles. Com essa experiência, extraímos alguns aprendizados importantes:

  • O ato de delegar consiste em repassar uma tarefa a um subordinado, mas com o seu devido acompanhamento;
  • O ato de simplesmente transferir a tarefa pode ser entendido como “deLARGAR”, como a própria expressão sugere: deixar de lado, abandonar a própria sorte;
  • A tarefa pode ser perfeitamente transferida e acompanhada, mas a responsabilidade pelo que decorre dessa ação será sempre do líder;
  • Importante checar o entendimento do subordinado para ter a certeza absoluta de que ele compreendeu exatamente o comando.

Aceita uma dica legal para checar o entendimento do seu subordinado nesse caso? Então vamos lá:

Líder: – Você entendeu?

Subordinado: – Sim!

Líder: – Ok, então me explique!

Ouça então o seu subordinado que irá explicar novamente o comando que você deu a ele. Se estiver correto, confirme, agradeça pela disponibilidade e acompanhe as tarefas, mas, se, ao contrário, ele estiver equivocado, pode ser que ele não tenha entendido bem a tarefa, nesse caso, exponha novamente e peça para que ele lhe explique de novo. Repita até ter a certeza absoluta de que ele (o subordinado) compreendeu tudo.

Imagine como se estivesse em uma corrida de revezamento 4 X 100, na qual você recebe o bastão e tem que repassá-lo da melhor maneira possível ao seu companheiro para ter chances de ganhar a prova. Se quiser pensar em outro esporte, jogue frescobol e não tênis de mesa (ping pong), pois no primeiro, o jogo fica melhor à medida em que ambos acertam, com isso, um se esforça para consertar a jogada do outro, ao passo em que o segundo foca no erro alheio.

Espero que esta reflexão tenha sido útil e que esta semana, você trabalhe com uma equipe alinhadinha na informação e na execução das atividades.

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre esse e outros assuntos e quiser vê-los respondidos por aqui, mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br.