10 Hábitos das pessoas altamente comprometidas

É, não tem jeito, sempre que converso com empresários ou com executivos acerca do que desejam para suas empresas, é inevitável, a resposta quase sempre é a mesma: “- Ah! Se eu tivesse pessoas mais comprometidas!”, e isso se repete em diversos setores da sociedade: em casa, na escola, nos setores públicos, dentre outros. No entanto, o que entendemos por comprometimento?

Para responder a essa questão, reuni aqui algumas características dessas pessoas que fazem a diferença em suas atividades:

1-Planejam o dia seguinte antes de irem dormir: Essas pessoas sempre têm um objetivo em mente e focam toda a sua energia nele, por isso definem ações importantes a serem realizadas no dia seguinte antes de dormir e não descansam enquanto não as tiverem concluído.

2-Fazem uma coisa de cada vez: Evitam fazer várias coisas simultaneamente, principalmente se forem desconexas e divergentes de seu objetivo principal, ao realizar várias atividades simultaneamente, correm o sério risco de perder o foco principal e assim, fracassar.

3-Dedicam total atenção aos detalhes: Trabalham entregando o seu melhor, sempre, pois como dizem: “Deus está presente nos detalhes”, então, o fazem com esmero, prestam atenção em absolutamente tudo e jamais deixam um trabalho pela metade, sempre terminam tudo o que começam.

4-Sempre focam na solução: Apresentam soluções e quando não as têm, vão atrás, não perdem tempo potencializando os problemas, pois sabem que isso só atrai mais problemas e não desistem facilmente, aliás, não descansam enquanto não os resolvem.

5-Cumprem prazos e jamais se limitam por qualquer motivo: Os prazos são sagrados para pessoas comprometidas, isso faz com que se esforcem muito para cumpri-los e quando não sabem algo perguntam e demonstram sempre muita vontade de aprender, dedicando-se bastante até dominar aquilo que não sabem.

6-Exercitam a sua criatividade: Sabem que não existe nada tão bom que não possa ser melhorado, por isso lançam mão de um bloco de anotações sempre por perto, para escrever suas ideias, desenhar fluxos, criar novos processos e outros.

7-Focam no positivo: Não vivem dando desculpas por seus atos, nem procuram culpados pelos erros cometidos, tampouco vivem reclamando da vida e falando mal das pessoas, pelo contrário, agem para modificar a realidade.

8-Fazem exercícios físicos e meditação diária: Normalmente, acordam cedo e praticam exercícios como corrida, musculação, caminhada ou outras modalidades esportivas e fazem uma meditação diária refletindo sobre os desafios a serem superados naquele dia, bem como sobre as atividades necessárias e também sobre o seu comportamento e suas emoções pessoais de maneira a restaurar o equilíbrio e o autocontrole.

9-Cultivam um hobbie e curtem a família e os amigos de forma saudável: Trabalhar é importante, no entanto, ter uma atividade como distração, é fundamental para restaurar as energias e se divertir, pois assim, o cérebro produz a serotonina, um neurotransmissor necessário para dar uma sensação de prazer e bem estar e, com isso, evita o aumento do stress, que os impediria de raciocinarem e consequentemente tomarem as melhores decisões. Além disso, passar um tempo de qualidade com a família e amigos também é fundamental, pois ajuda dando uma sensação de paz e segurança, não é à toa que é chamada de “porto-seguro”.

10-Desenvolvem a empatia: Procuram sempre colocar-se no lugar das outras pessoas, sentir o que os outros sentem e estão sempre prontos a colaborar com os demais, participando e dando ideias. Enfim, uma pessoa comprometida é alguém com quem as pessoas podem contar.

Por fim, esses são alguns hábitos importantes desenvolvidos por pessoas altamente comprometidas e que fazem uma grande diferença em seus resultados, não apenas no dia-a-dia, mas sobretudo, no alcance de suas metas e objetivos pessoais, profissionais, corporativos e organizacionais.

E você? Deseja melhorar a sua performance também? A lista acima pode funcionar como um poderoso check list para o desenvolvimento de novos hábitos e alcance de resultados surpreendentes. Experimente, faça diferente, tenho certeza que você irá se surpreender com os seus novos resultados.

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Você já ouviu falar em modelo de gestão CTA?

Fazendo os meus diversos atendimentos de coaching em empresas, percebi algo em comum na grande maioria dos gestores que participavam dos processos comigo: a reatividade! Infelizmente, boa parte deles aprenderam a reagir em suas rotinas ao invés de agir preventivamente e com isso, acabam perdendo o momento e deixando de atingir as metas em equipe pelo simples fato de defini-la, apresenta-la e depois só checar resultado no final do mês e aí vem muitas vezes a frustração por não tê-lo atingido e pior, a sensação de impotência por não poder voltar no tempo e fazer algo diferente. As consequências disso? É tiro, porrada e bomba pra todo lado, reuniões caóticas de “caça às bruxas” e o consequente desgaste e desmotivação da equipe e um constante recomeçar, trocando peças do tabuleiro, normalmente um peão por outro, e sempre alimentando a esperança do “agora vai!”, mas se não mudar as práticas de gestão, não vai mesmo, ou melhor, até vai, “RÉ começar de novo” fazendo deste um grande ciclo nocivo e vicioso sempre voltando ao ponto de partida impedindo, dessa forma, o crescimento da organização.

Avaliando esse cenário, percebi que os gestores estavam trabalhando apenas com os fatos ocorridos, ou seja, passados, e não fazendo aquilo o que se propõe de fato um gestor: planejar, executar e conferir, sempre pensando em termos futuros, daí, faço uma analogia com o CTA, que é uma sigla bastante utilizada na aviação e que quer dizer: Controlador de Tráfego Aéreo – CTA, como o próprio nome sugere, esse profissional trabalha na torre de controle e ele acompanha todo o seu espaço aéreo através de um potente radar e estabelece uma comunicação com os pilotos nas aeronaves orientando-os quanto ao fluxo de aeronaves e suas respectivas malhas aéreas (estradas/rotas) para evitar que as mesmas se choquem, em alguns casos, preveem também rotas alternativas para desviar de nuvens carregadas, reduzindo, com isso, o desconforto dos passageiros e tripulantes causado pelas turbulências.

Desse modo, o CTA, não pode tratar de fatos passados, porque qualquer erro pode ser fatal! Sendo assim, ele tem que ficar de olho no radar com atenção total no tráfego aéreo sempre antecipando-se ao que acontece e estabelecendo uma comunicação preventiva com as aeronaves.

Assim, o gestor deve trabalhar com os olhos voltados para o sistema de acompanhamento dos resultados dos seus liderados, se for de vendas, por exemplo, o ideal, é que ele segmente a meta mensal por semana e talvez até por dia e divida pela quantidade de vendedores (é quanto cada um vai ter que alcançar como meta diária) e, ao invés de simplesmente cobrar por que não atingiu o resultado num dia, mostrar para a equipe, ou para cada qual, o quanto cada um precisa para alcançar o resultado, incentivando-os assim, a focarem nessa diferença.

Com isso, o seu estilo de gestão passa de “reativo punitivo” para “preventivo estimulante”, o gestor deixa de olhar para os fatos passados e passa a prevenir o futuro diariamente, reavaliando meta, redefinindo ações e mudando o que for necessário, para evitar surpresas desagradáveis com o resultado final a ser obtido.

Como resultado final da prática de gestão CTA, você terá alcançado muito mais do que a meta estabelecida:

· Terá uma equipe mais engajada, motivada e focada no resultado, aumentando assim a sua força organizacional;

· Clientes mais satisfeitos em decorrência da qualidade do atendimento;

· Aumento na performance individual sem desmerecer o sentido de colaboração de equipe;

· Melhoria no clima organizacional;

· Aumento significativamente no nível de satisfação e entusiasmo dos colaboradores;

·Redução de custos;

·Aumento do lucro final;

·Competitividade e crescimento na participação de mercado da empresa;

No mais, acredito que, redirecionando o olhar e mudando as ações, deixando de avaliar apenas os fatos ocorridos e passando a mirar na meta a ser atingida acompanhando-a dia a dia e intervindo pontualmente sempre que necessário estimulando os membros da equipe como se fosse um engenheiro de equipe de fórmula 1 estimulando o seu piloto via rádio: “- Falta “tanto” para alcançar o resultado, você tá muito próximo, vai lá ….” e, lógico, o mais importante, celebre os resultados alcançados, por menor ou mais apertado que seja. Celebre! Vibre! Torça! Comemore cada vitória junto com a sua equipe.

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Desejos X oportunidades: Saiba com diferenciá-los e alcance seus objetivos

Interessante como as pessoas de uma maneira geral têm dificuldade em distinguir o que é um desejo e uma oportunidade. São coisas completamente distintas, mas podem confundir muito na hora de planejar e levar o projeto a metas surreais porque havia um desejo demasiado, mas sem uma oportunidade em vista, o que leva os planejadores a uma miopia diante da realidade que se apresenta. Para evitar erros dessa natureza, que acontecem com alguma frequência em planejamentos estratégicos, sejam eles corporativos ou pessoais, hoje trouxe alguns exemplos para distiguir uma coisa da outra.

Desejo: São todas as coisas que eu quero realizar, mas que nem sempre estão à minha disposição num dado momento e que acabam se confundindo com sonhos, por exemplo, abrir uma empresa, fazer um curso de idiomas, viajar de férias para a Europa, adquirir uma casa, comprar um carro, tornar-se ator de cinema.

Oportunidade: É tudo aquilo que tem a possibilidade real de se concretizar, bastando portanto, um movimento meu para obter uma chance de realiza-lo, lógico, considerando-se as questões técnicas e financeiras para executá-lo, como os meus desejos, por exemplo, atender a uma proposta de representação comercial de um determinado produto ou serviço (para abrir uma empresa), receber um folder ou uma indicação de um amigo ofertando uma bolsa de 30% para um curso de inglês (para fazer um curso de idiomas, receber uma oferta para integrar um grupo de intercâmbio (para viajar de férias para a Europa), perceber um imóvel adequado e compatível com o meu nível sócio cultural com preço de pré-lançamento (para adquirir uma casa), aproveitar a promoção de uma concessionária pela baixa das vendas no período para fazer um bom negócio (para comprar um carro), estudar dramaturgia e receber uma proposta para realizar um teste para integrar o elenco de um longa-metragem (para tornar-se ator de cinema).

Um desejo (um sonho), originam uma ideia, que, quando entram em planejamento, somados à curiosidade e poder de observação da realidade que o cerca, pode se tornar uma grande oportunidade em termos de empreendedorismo, por exemplo. Detalhe: Quanto mais deficiências existirem em um mercado, maiores são as oportunidades de se empreender algo novo e diferenciado, isso depende muito do ponto de vista de cada pessoa, enquanto uns só enxergam e reclamam das deficiências, outros veem nelas a possibilidade de ganhos extraordinários e lucro.

Agora que sabemos identificar uma oportunidade, como organizar as ideias e evitar possíveis distrações?

1- Faça uma lista de pelo menos 10 desejos que você sonha em realizar:

2- Quais deles tem a possibilidade real de concretizar?

3- Que oportunidades você enxerga para cada um desses desejos com real possibilidade de realização?

4- Quais os possíveis sabotadores ou distrações podem lhe desviar do seu real propósito em aproveitar cada oportunidade?

5- Por que é importante para você realizar esse desejo? Que valores agregarão na sua vida? Que sentimentos experimentará ao realiza-los?

6- Feche os olhos por alguns minutos e visualize-se tendo realizado o seu sonho? Que sensações internas você despertou? Em que parte do corpo você as sente? Que movimentos ou gestos você “fez” ao vibrar com a sua conquista?

7- Agora veja as pessoas em sua volta admirando-o e respeitando-o pela sua conquista como se tivesse alcançado:

8- Agora me diga, o que você aprendeu com o exercício acima? Valeu a pena fazê-lo? Por que? Caso deseje, compartilhe sua resposta comigo pelo e-mail abaixo, ficarei feliz em lhe ajudar;

9- O que você precisa fazer a partir de agora para aproveitar as oportunidades e já ir em direção à realização dos seus objetivos?

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Coaching para profissionais de educação física

Um nicho de coaching que está em crescimento acentuado no Brasil é o que cuida dos aspectos comportamentais ligados à prática de esportes, tanto os de alta-performance quanto aqueles voltados para fitness (qualidade de vida). Os de alta-performance normalmente são aqueles trabalhos de longo prazo que ajudam o atleta a obter performance competitiva em uma determinada modalidade, ao passo em que aqueles voltados para as pessoas comuns como eu e, provavelmente, você que me lê, têm um foco na melhoria da qualidade de vida.

Hoje vejo muitos profissionais da área que conhecem muito acerca da fisiologia, da mecânica dos exercícios, coordenação motora, desenham programas de exercícios personalizados, mas encontram uma grande dificuldade para trabalhar o engajamento do atleta de um modo geral. Estou convencido que tudo parte do cérebro, inclusive o nosso interesse em realizar as coisas, ainda que seja para o nosso bem viver, como a prática de esportes por exemplo.

Para muitas pessoas, talvez, seja muito mais fácil se comprometerem com terceiros do que consigo, uma vez que, pela nossa grande habilidade de arrumar desculpas para quase tudo, nosso cérebro acaba nos ludibriando, uma vez que olhamos para as nossas falhas com condescendência, ou seja, nós as aceitamos e com isso nos auto-sabotamos em vários aspectos que vão desde a alimentação, descanso até a disciplina para manter a regularidade nos treinos. É aí que entra a importância de um professor de educação física, preparador físico, personal trainer e demais profissionais ligados à prática esportiva como: médicos, nutricionistas, fisioterapeutas de terem uma abordagem diferente que motive e engaje, no caso, o coaching.

Mas porque a abordagem do coaching não diretiva é importante para profissionais da prática de esporte?

1-Definição de objetivos: Só fazer a avaliação física e colocar como objetivo hipertrofia ou perda de peso ou afins não é suficiente, até porque o objetivo não pode ser algo comum para pessoas diferentes, pelo contrário, ele é muito específico e por conta disso é importante personalizar ao máximo para definir em quanto tempo aquele aluno deve alcançar um objetivo mantendo a regularidade, lógico. As pessoas estão sedentas por resultados e querem que sejam imediatos, e essa expectativa acaba gerando uma ansiedade muito grande, seguida de uma frustração e por conseguinte, acabam levando ao alto índice de evasão nas academias.

2-Acompanhamento sistemático: Quando se tem objetivos claros, definidos e muito bem quantificados, fica fácil realizar um acompanhamento sistemático do atleta a cada treino ou a cada semana para avaliar o seu rendimento e isso permite possíveis mudanças de rota e/ou realinhamento desses objetivos em função do que é possível obter como estado desejado dentro de um espaço de tempo.

3-Traçar estratégia: Lógico que o profissional vai desenvolver um programa que deve ser seguido pelo atleta, só que muitas vezes o mesmo não se adapta a algum equipamento ou exercício e nem sempre comunica o instrutor, isso acaba por prejudicar os resultados e o empenho do mesmo pode decair pela simples falta de adaptação levando-o até a um “over training” (fadiga por excesso de esforço ao treino). Assim, é fundamental acompanhar o atleta ou aluno sistematicamente para avaliar a eficácia do programa e redefinir um exercício substitutivo, uma mudança de carga ou mesmo no número de série quando a ocasião assim o pedir já que cada atleta (aluno) tem ritmo e resistência próprios. Certamente essa prática contribuirá sobremaneira para a motivação e empenho do indivíduo.

4-Engajamento: Importante compreender por que o indivíduo treina, o que isso significa exatamente para ele? O que o motiva? O que o sabota? Nesse sentido, é importante compreender que normalmente a pessoa se motiva pelo prazer (longevidade, saúde, estética, vaidade, relacionamentos interpessoais durante o treino, dentre outros) e se sabota pela dor (resultado lento, muito esforço, dores pelo corpo, cansaço, stress) no entanto, ele pode perfeitamente se motivar pela dor (desafio, raiva, superação, alívio de tensão psicológica, dentre outras)e se sabotar pelo prazer (conforto do sofá, controle remoto da TV, lazer e diversão, alimentação desregrada, bebida alcóolica em excesso).

Por fim, compreender a parte técnica do trabalho é um importante atributo para se ter sucesso profissional, mas não é garantia de resultados práticos, pois estamos falando de seres humanos, assim, quanto mais o profissional de educação física ou os demais conseguirem acessar a cabeça e os sentimentos do atleta (aluno), mais conseguirão extrair o melhor do seu desempenho e com isso, obterão melhores resultados.

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Para ser aprovado em um concurso público: Como controlar a ansiedade e melhorar a concentração

Ser aprovado em um concurso público é muito mais do que um sonho para muitas pessoas, é uma realização de vida e isso gera expectativas, ou seja, é uma profecia que pode perfeitamente ser realizada, sobretudo quando diz respeito ao próprio indivíduo, que quando despertada é possível que se torne auto-realizável, porém, no caso de um concurso público, essa expectativa pela aprovação não depende exclusivamente do candidato, uma vez que ele tem que dar conta de inúmeras variáveis sobre as quais ele não exerce o menor controle, como: Lançamento do edital, quantidade de candidatos disputando uma vaga, qualidade de preparação dos concorrentes, e outras.

Tudo isso gera ansiedade, assim, para minimizar a sua ansiedade, divida sua preparação em dois níveis: Intelectual e emocional.

Preparação Intelectual:
A primeira coisa que deve ser feita é eliminar da sua mente todas as coisas (obstáculos) sobre as quais ele não tem controle e focar somente naquilo que ele tem pleno controle, como: definir uma rotina sistemática de estudos para que ele possa se dedicar o máximo possível a aprender durante o período de preparação ao invés de apenas ler aleatoriamente e sem a devida preocupação com a qualidade. Esse horário deve ser dividido entre todas as disciplinas, sobretudo, aquelas mais difíceis, as que o candidato menos gosta, pois é por essas que ele deve se apaixonar, uma vez que elas poderão elevar o seu nível de classificação durante o concurso, pois aquelas disciplinas que ele já domina, têm uma margem de acerto, portanto, a preocupação maior deve estar em melhorar a sua performance naquelas disciplinas onde ele, geralmente, não está tão bem assim.

Desse modo, ao se preparar, aparecerão inúmeras outras variáveis que poderão afetar o seu rendimento nos estudos, que eu chamo aqui de interferências externas como: a pressão da família, da esposa, dos amigos, dos grupos dos quais a pessoa faça parte, e detalhe, é um tipo de pressão não apenas pela sua preparação, mas pela sua participação nos eventos organizados por esses grupos e paradoxalmente, uma cobrança velada por uma renda mensal, estabilidade, posicionamento social, crescimento profissional, bem como, pelas diversas coisas que provavelmente ele terá que abrir mão enquanto se prepara para a prova, além das pessoas que torcem contra, da competitividade, dentre outras questões.

No entanto os fatores mais críticos para o sucesso estão no domínio dos fatores de interferência internos, como: os nossos medos, a nossa ansiedade, prepotência, arrogância, assim como a nossa certeza ou incerteza absoluta das coisas. Isso tudo habita dentro de cada um de nós, portanto, é importante nos conhecermos para explorar o máximo do nosso potencial minimizando esse fatores de interferência através de uma preparação emocional.

Preparação emocional:
Quando você está em um estado de atenção muito grande, por conta da sua expectativa em relação a sua aprovação, é óbvio que você foque no futuro e isso pode gerar mais ansiedade. Assim, para minimizar esses efeitos negativos, utilize a visualização, uma técnica que uso muito com os meus clientes:

Foque sua atenção em algo que ainda não aconteceu e visualize as coisas como se já tivessem acontecido, esta técnica é poderosíssima, desde que utilizada com o foco no positivo. Veja-se comemorando a sua aprovação, sendo chamado, sinta a alegria dos seus familiares e daqueles que você mais ama e quer bem, sinta tudo isso agora.

Evite se ver no futuro, inseguro, ansioso, nervoso, ou mesmo que não sabe o suficiente sobre uma determinada disciplina, pois isso vai gerar no momento presente a ansiedade, o que por sua vez vai se refletir em toda a sua fisiologia, já que haverá uma aceleração dos batimentos cardíacos, dilatação da pupila, respiração ofegante, sudorese, estado corporal tenso e em constante alerta, levando-o a um terrível mal-estar que prejudicará a sua concentração durante os estudos. E essas reações fisiológicas ocorrerão durante a prova tirando o seu foco do momento presente levando-o a errar questões que ele normalmente não erraria, inclusive aquelas que apresentava pleno domínio.

Importante: A visualização também é um treino, portanto, não adianta fazer apenas uma vez na véspera da prova, faça pelo menos 5 minutos diários de visualização, pois assim, você estará condicionando o seu cérebro a produzir serotonina (hormônio que dá uma sensação de bem estar). Quanto antes você começar mais preparado emocionalmente você estará no dia da prova, então, feche os olhos e comece a construção do futuro que você quer para você, como se já o tivesse alcançado. Sucesso e até a próxima.

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Para ser aprovado em um concurso público: Pensar positivo resolve?

Esta semana em uma de minhas intervenções em coaching, eu chamava a atenção para o foco no positivo e jamais no negativo, então alguém exclamou: “ – Eu sou concurseira, então, toda vez que eu pensava positivamente acerca de algo que eu queria muito (passar em um determinado concurso dos meus sonhos) eu obtinha um resultado negativo”. Logo pensei: “O que está por detrás dessa manifestação?” e percebi uma necessidade ingente de focar nessa questão por se tratar de um fator crítico que estava impedindo o sucesso daquela pessoa.

A questão não era o pensar positivo ou negativo que fazia a diferença, mas como isso impactava em suas ações, logo, se tratava de uma crença limitante, ou seja, tudo aquilo em que ela acreditava como sendo uma verdade, só que nesse caso, a sua verdade (dela) a limitava e a impedia de ir além e consequentemente de obter os seus resultados esperados.

Se eu intervisse mostrando-lhe o contrário do seu ponto de vista, provavelmente não surtiria nenhum efeito e geraria algum desconforto e até mesmo uma resistência por parte dessa pessoa, por isso todo o cuidado na abordagem seria decisivo. Ao que, após, ela chegou a algumas conclusões surpreendes:

-Pensar positivo: Pensar não é poder, é poder potencial, ou seja, é no máximo, um caminho para obter um bom nível de concentração, e ainda assim, é algo bem relativo;

-Ação positiva: Agir, por si só, não assegura obter os resultados desejados, sobretudo se essas ações estiverem desalinhadas com o objetivo em questão, portanto, foco no planejamento é um recurso imprescindível para obter o seu resultado.

-Plano de estudo: Importante definir e separar o programa em ordem de conteúdo, exercícios, cronometragem de tempo e avaliação, pois isso evita a ansiedade de querer fazer várias coisas ao mesmo tempo e tentar estudar conteúdos diversos sem o devido tempo de assimilação, levando-a à fadiga e cansaço decorrentes da carga de matéria a ser estudada quase ao mesmo tempo.

-Recomposição: Estudar, é muito importante, no entanto, é necessária uma estratégia de recomposição para assimilar o conteúdo, fechar um programa, antes de passar para outro, além de recobrar a energia e o bom nível de concentração no conteúdo seguinte, ou seja, pausas são fundamentais e definir momentos para uma atividade física, lazer e descontração são fundamentais.

-Meditação: A meditação através dos recursos de visualização que levem a cliente a sentir o resultado como se já o tivesse sido alcançado a levam a experimentar sentimentos e sensações internas de paz, de segurança, de tranquilidade e emoção pelo dever cumprido, sendo portanto um recurso importante para gerar concentração e controle emocional, uma vez que a pessoa relacionava a sua performance equivocadamente ao seu pensamento, desconsiderando assim os fatores emocionais decorrentes da sua expectativa e consequentemente de sua ansiedade por prestar um concurso que poderia ser decisivo para a realização de seu sonho.

Desse modo, percebemos o quanto o seu nível elevado de expectativa afetava a sua performance durante as provas, pois quanto mais a mesma queria, mais ansiosa ficava e consequentemente menos se concentrava e isso se refletia em seus resultados.

Concluindo: a percepção de pensamento positivo ou negativo não altera o cenário, mas as suas ações sim, estas fazem uma grande diferença quando se trata de obter resultados satisfatórios na vida e as dicas acima auxiliam sobremaneira a sua preparação emocional para a prova, pois lembre-se, ao realizar o exame, você estará lá por inteiro, assim, não é apenas o intelecto, mas o emocional e físico são indiscutivelmente fatores críticos de sucesso, pense nisso, aja e mude o que for necessário.

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Negócios, carreira e rock’n roll

Na última quinta, dia 13/07 comemorou-se o “Dia Internacional do Rock”, um estilo musical que surgiu em meados da década de 40 originário da junção de vários outros estilos da época, como o blues, country, folk, jazz, gospel e outros ritmos africanos. Esse estilo passou a ser um dos mais importantes veículos da cultura ocidental para o mundo e para quem pensa que era somente um instrumento de subversão nas décadas de 60 e 70 ou de reivindicação social nos anos 80, está muito enganado, é muito mais que isso. É um negócio bastante lucrativo e conta com seguidores fiéis e uma audiência pra lá de engajada.

Senso de Propósito: Como qualquer negócio que se preze, o rock tem um propósito bem claro: “Ser” a voz dos menos favorecidos, dos excluídos, dos ideais de liberdade e igualdade, além da solidariedade e fraternidade em relação aos países mais pobres e oprimidos vitimados por governos tiranos, pela guerra civil, pelas catástrofes naturais e toda forma de desigualdade. E, lógico, “todos” aqueles que se identificam com esse propósito, encontram “voz” nessa comunidade.

Perguntas de Reflexão: Qual é o seu propósito maior? E o do seu negócio? Como você quer ser reconhecido pelo mercado em que atua? Que contribuição você pretende deixar para a sociedade?

Público-Alvo: Pronto, a partir de um propósito bem claro, já temos o público alvo definido, ou seja, não adianta querer atingir a massa, isso já foi feito em outros tempos, quando o rock virou pop, como na década de 60 com os Beatles no mundo e a jovem guarda aqui no Brasil, onde também, com o movimento de abertura politica ocorrida durante os anos 80 virou febre nacional, arrebatando inúmeros seguidores, inclusive esse que vos escreve, e atualmente com tanta diversidade musical, o rock, embora não figurando tanto no cenário publicitário de massa, tem o seu espaço assegurado junto a esses fiéis seguidores e, vem se renovando com as novas gerações que se identificam com o estilo e com o propósito.

Perguntas de Reflexão: Quem se beneficia dos seus produtos ou serviços? Quem são os seus seguidores fiéis? Você tem uma audiência engajada? Seus clientes o defenderiam em relação à sua concorrência? O que os levaria a fazer isso?

Administração: Mas não se vive só de ideais e tampouco é só uma questão de compor e emplacar um hit ou mesmo de ter um figurino adequado e um cenário deslumbrante que fazem a diferença, por detrás de tudo isso, é necessário administrar uma série de ações para que tudo corra bem, do financeiro à logística, passando pela estratégia de carreira, plano de negócios, produção, marketing e vendas, tudo conta e cada detalhe pode significar a ascensão ou queda de uma banda!

Perguntas de Reflexão: Você tem um plano de carreira? Sua empresa tem um plano de negócios? Existe um planejamento estratégico? Tem processos bem definidos? Como ocorre a comunicação entre os diversos setores da sua empresa?

Carreira: No que diz respeito à carreira, ninguém se notabilizou mais do que o eterno Beatle Sir Paul McCartney, que passou a gerir a própria carreira e definir os próprios rumos a serem tomados, hoje, no auge dos seus 75 anos de idade e bilionário, ainda corre nas rádios e TVs para divulgar a sua arte como se ainda fosse um adolescente no início de carreira.

Perguntas de Reflexão: Como você está aparecendo para as demais pessoas? Você gosta do que faz? O que você poderia fazer melhor ainda para obter mais resultado na sua carreira ou no seu negócio?
Qualidade: Coincidência (ou não), a também britânica Adelle se notabilizou pela sua qualidade musical desde o primeiro álbum lançado no ano de 2011 onde suas músicas exprimiam uma explosão de sentimentos, porém, com uma sequência muito bem pensada e inteligente, tendo se cercado de produtores de primeiríssima qualidade. Lição: Não basta fazer só por fazer!

Perguntas de Reflexão: Como a qualidade do seu trabalho é percebida pelos seus clientes ou mesmo pelo seu empregador? O que está bom? O que precisa ser melhorado? Quais os fatores críticos que asseguram a qualidade do seu produto ou serviço?

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Mulher, é para você?!

No último dia 08 de março comemoramos, como em todos os anos, o Dia Internacional da Mulher, uma data a ser lembrada por conta de várias lutas e reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho, direitos sociais e políticos e abolição do trabalho infantil, tais movimentos foram reprimidos com violência pela polícia na época, até que no dia 25 de março de 1911, aproximadamente 145 trabalhadores, sendo a maioria mulheres, morreram queimados em um incêndio provocado pelas péssimas condições de trabalho e de segurança em uma indústria têxtil, na cidade de Nova York, o que promoveu profundas transformações nas leis trabalhistas, de segurança e melhores condições no ambiente de trabalho, sobretudo nos EUA e na Europa. Esta data de 8 de março foi decidida no ano de 1910 durante a conferência da Dinamarca como o dia em homenagem aos movimentos sociais pelo direito das mulheres de forma a obter apoio internacional, porém, foi reconhecida pela ONU – Organização das Nações Unidas somente em 1975, naquele que seria o Ano Internacional da Mulher.

Atualmente a data tem um amplo significado, todos eles envolvendo o universo feminino, que, a meu ver, representa: Cuidado, delicadeza, afeto, sensualidade, vaidade, determinação, força, independência e, acima de tudo, amor. Portanto, apesar de todas as suas conquistas, é fundamental que ela não se perca na sua essência e que para obter suas conquistas sociais e direitos iguais não é necessário a sua “masculinização”, brutalidade e segregação, pois o que assegura o poder feminino é justamente o contrário.

Presenciei essa semana uma mulher, torcendo o nariz ao receber rosas sob a alegação de que a data é muito mais que isso. Lógico que sim! Todos sabemos, mas daí a ignorar um gesto de carinho e de delicadeza que podem vir de um homem, de uma criança, de um colega de trabalho é no mínimo negar a essência feminina e dar um chute na sua história e nas suas conquistas até aqui conseguidas às custas de muita dor, sacrifício e até de vidas para ter os direitos sociais, trabalhistas e políticos que a mulher tem hoje. Não consigo assimilar a recusa de um gesto de carinho como representação do universo feminino que eu aprendi a respeitar.

Esse texto, é para você, mulher, que valoriza e representa o universo feminino exercendo com dignidade o seu papel como cidadã, mãe, esposa, filha, dona de casa, matriarca, empresária, executiva ou mesmo profissional liberal, você, que é cientista, astronauta, pilota de avião, atleta e também você, mulher, que atua dignamente na base da sociedade em atividades operacionais seja separando lixo, varrendo ruas, praças e calçadas, empregada doméstica ou mecânica de automóveis e “maridas de aluguel” (as operárias, marceneiras, encanadoras, eletricistas e outras tantas), você sim, que, independentemente da sua posição econômica, social ou hierárquica, sabe receber uma rosa com a mesma elegância, delicadeza e simplicidade dignas de uma realeza, afinal, em todas habita, no mínimo, um espírito de princesa, que não deve ser confundido com fragilidade, futilidade, superficialidade ou algo do tipo.

Eu entendo perfeitamente que o dia da mulher é “todos os dias”, assim como a celebração da vida não seria somente na data de nascimento, quando a pessoa faz aniversário, mas todos os dias. No entanto, já parou para pensar como seria se não houvesse uma data especial para ser um marco a ser celebrado? Por este motivo, rendo esta semana a minha especial homenagem a elas que tudo suportam, por isso peço licença para expor algumas regras que aprendi com a maior de todas, a Dna. Célia, minha mãe, que hoje eu entendendo, me criou para respeitar as mulheres:

  • Onde tem homem, mulher não carrega peso: Não é colocar a mulher na posição de incapaz, mas de ser gentil em carregar objetos volumosos como sacolas, malas e etc.
  • Jamais permita que uma mulher se curve para juntar um objeto: Para a minha mãe, era inadmissível ver um objeto cair das mãos de uma mulher e permitir que ela se curvasse para juntá-lo, bastava ela me dirigir o olhar, aos 6 anos de idade e eu já sabia que deveria fazê-lo.
  • A bolsa de uma mulher é extensão do seu corpo: Cuidado e delicadeza ao manusear a bolsa de uma mulher, jamais a explore, é como invadir a sua intimidade sem ter sido convidado.
  • Ladies first (Mulheres primeiro): Essa é uma condição fundamental de civilidade, mulheres, crianças e idosos têm prioridade e, embora algumas pessoas se preocupem apenas em tirar proveito dessa condição, jamais abra mão do cavalheirismo.

Assim, gratidão a minha mãe por me ensinar o valor do caráter, do respeito e da honra em relação às mulheres, à minha esposa, a japagirl, com quem aprendi a ser um homem de verdade e às minhas filhas, que mesmo sem saber, me ensinam a desenvolver os parâmetros de sensibilidade enquanto autoridade.

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Dicas para cultivar uma poderosa rede de relacionamento e ter sucesso na vida

Muitas pessoas pensam que exercer um cargo de liderança consiste apenas em uma posição que lida com os subordinados, mas esquece que esse profissional depende de inúmeros outros fatores para gerar resultados e sobressair-se no trabalho. Tenho conversado com vários executivos e a confusão normalmente é a mesma: Qual o ponto de equilíbrio entre ser uma líder de comandos e prazos e ser mais carismático, agindo mais por conexão e diálogo?

Acontece que cada um de nós tem algo precioso que desconhecemos e, consequentemente, não sabemos muito bem como usar, que é a nossa rede de influência. Ela existe para todos, independentemente de nível hierárquico, social ou cultural, não importa a sexualidade, raça, credo religioso, ideologia politico-partidária, todos têm a sua! O que diferencia, é a forma com que cada qual lida com a sua rede.

Algumas pessoas sequer sabem da sua necessidade e muitas vezes, como consequência, encontram dificuldade de ascender profissionalmente e não entendem por que isso ocorre, já que sempre (ou, pelo menos, na maioria das vezes) entregam resultados satisfatórios se considerar os indicadores nas avaliações de performance. No entanto, você já deve ter ouvido falar: “O que não é visto, não é lembrando”, né?! Então, o que falta? Mais marketing! Por ovo de galinha, fazer barulho, cacarejar.

David McClelland em sua Teoria das Necessidades Adquiridas, defende que cada pessoa define o seu grupo de relacionamentos de acordo com o motivo que as conecte com elas, que podem ser de realização, de afiliação e de poder. Assim, uma criança, por mais inocente que possa ser, já tem a sua rede de relacionamentos baseada em seus interesses pessoais, então, por que ao crescer muitos perdem essa capacidade de se conectar com outros indivíduos já que é mais quando precisam? Importante agora, compreendermos cada um desses motivos:

Realização: Pessoas formam uma rede por um propósito de realização pessoal, ou seja, desejam ser reconhecidas pelo trabalho que fazem, querem se sentir importantes, influentes e, portanto, bastante solicitadas, por isso dedicam-se a alcançar metas cada vez mais elevadas e assumem riscos maiores, normalmente preferem as tarefas pelas quais possam ser diretamente responsáveis pelos resultados e procuram se relacionar mais com experts em áreas específicas.

Afiliação: Há aqueles que buscam relacionar-se mais por afiliação, que nos remete a uma ideia de pertencimento, é uma visão mais humana já que valoriza muito os relacionamentos interpessoais, esforça-se para construir amizades e para reatar outras, porventura perdidas, desse modo, valoriza mais as pessoas do que as tarefas em si e não se furta em obter a aprovação dos demais em relação a seus projetos. Nesta situação, a procura se dá por pessoas que tenham idéias e pensamentos semelhantes ou por situações momentâneas.

Poder: Tem ainda, aquelas pessoas, cuja relação se dá pela necessidade de poder, através das quais procura controlar os outros por meio da sua influência, buscam a todo instante assumir posições de liderança, espontaneamente, gostam de provocar impacto em suas declarações ou atitudes, preocupam-se com o seu prestígio e normalmente assumem riscos elevados.

Parece bobagem o que vou afirmar, mas, é necessário, tomando como base os estudos de McClelland, percebemos que assumir uma elevada posição hierárquica ou de liderança depende muito mais do que um conjunto de habilidades e competências pessoais, mas de uma extensa rede de relacionamentos que deve ser alimentada periodicamente de acordo com as suas necessidades, o que já acontece naturalmente, mas que, por não se dar conta, muitas vezes acaba misturando os papeis e consequentemente as suas redes: É quando o indivíduo quer ser promovido na empresa, por exemplo, e procura um colega de trabalho para desabafar sobre o seu conflito conjugal pelo qual atravessa. Se você já fez ou faz isso, sugiro que reveja sua prática e suas redes de relacionamento, pois sinto informar-lhe, mas, se o objetivo é ser promovido, compartilhar coisas pessoas com quem não as compete pode ser um tiro no pé, e o que é pior, é possível que você só de dê conta disso no futuro.

Para finalizar, deixo uma pergunta de reflexão: Você se sente suficientemente preparado para deixar relacionamentos passados a medida em que você evolui? Pode parecer duro e até desumano, porém, isso é natural e necessário que ocorra para evitar que você fique aprisionado em uma fase da vida só para fazer parte de uma rede resistente em crescer.

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Quando descobri que meu queixo não era de vidro

Agora no ano de 2017, estou completando 10 anos no mundo do empreendedorismo, ao longo desse tempo muita coisa aconteceu, boas e más, ganhei dinheiro, perdi dinheiro, fiz amigos e também alguns desafetos, acertei, errei, tive algumas surpresas muito agradáveis que me fizeram sorrir, mas também enfrentei (enfrento) crises e desilusões que me levaram às lágrimas, já me prostrei de joelhos em sinal de agradecimento, mas também para “pedir” a Deus um direcionamento, contratei pessoas, formei, eduquei para o ambiente corporativo e muitas vão muito bem, obrigado! Mas o fato, é que em todos os momentos Procurei evoluir e tentei encontrar o ponto ideal, até descobrir que ele na verdade, não existe, mas é muito relativo.

Quando deixei a empresa em que trabalhava no ano de 2006 quando era Gerente Corporativo de Desenvolvimento Organizacional em uma holding que congregava em sua estrutura 133 lojas de varejo, 7 fábricas, uma gráfica, uma factoring e uma administradora de cartão de crédito distribuídos em 17 estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil, depois de várias noites mal dormidas, algumas rugas a mais e muitos fios de cabelo a menos, confesso que senti um misto de alívio e de um leve desespero, me perguntando: “- E agora?!”.

No entanto, tinha duas certezas: Minha integridade e intenção positiva de querer entregar sempre o melhor e me esmerar para isso, não medindo esforços para cumprir o que me fora determinado e a principal, o que eu havia aprendido naqueles anos todos fosse através da dor ou através do amor, ninguém jamais poderia tirar de mim e com certeza, esse aprendizado contribuiu para que eu começasse a desenvolver a “musculatura” necessária para enfrentar o mercado, agora, com a certeza absoluta do meu real propósito.

Enquanto estava na dúvida sobre o que fazer logo após o meu desligamento da empresa, propostas surgiram para assumir RHs, algumas até tentadoras, ao mesmo tempo, ministrava palestras comportamentais em congressos, seminários, eventos abertos e corporativos que me rendiam algum valor financeiro e me fizeram demover da ideia de me empregar novamente até então aliada, lógico, ao apoio da maior empreendedora da família, a Taty “japa girl”, minha esposa, que foi categórica ao afirmar: “Não! Você não vai se empregar de novo, você é bom no que faz e uma palestra cobre o salário de um mês inteiro, vamos investir em você!” e eu acreditei!

Então, constituímos a empresa, desenvolvemos um plano estratégico e fomos a luta, primeiro grande desafio; Desenvolver uma identidade visual, não foi tarefa fácil, mas foi quando dei o meu primeiro grito de independência, porque, até então, reinava “a ditadura” das agências de marketing e publicidade, que mandavam as peças e eu, acreditando que “esses caras sabiam melhor do que eu o que estavam fazendo”, as aceitava passivamente, mesmo que eu não gostasse e aquilo me descia meio quadrado, goela abaixo. Foi então que me dediquei a ler mais sobre marketing e branding, o que me ajudou bastante a fundamentar o meu primeiro “Não!” de forma bastante assertiva para uma agência, e não é que eles respeitaram? A confiança cresceu, outras agências e profissionais chegaram e se foram e nós evoluímos.

Os próximos passos eram: a reelaboração do site, material impresso, release, sofisticação de slides e outros. Com o material pronto, caímos em campo para a divulgação e comercialização de produtos: muitas propostas foram enviadas, mas pouquíssimas eram aprovadas e às vezes nenhuma, mais uma vez, sofri, me preocupei, mas seguimos em frente e conseguimos crescer apesar das dificuldades.

Vieram então os primeiros funcionários e as primeiras parcerias, algumas deram muito certo e pelas quais sou grato até hoje, pois me garantiram alguma visibilidade e me ajudaram a obter maior valorização no mercado, outras, por sua vez, não mereciam nem ser citadas, não fosse pelo fato de, na sua inutilidade (considere aqui traição, desonestidade, picaretagem e outros do gênero), terem sido muito úteis a mim, pois enquanto me prejudicavam, intencionalmente ou não, no meu sofrimento a cada decepção, eu criava “anticorpos” que fortaleciam o meu organismo e criavam uma “casca” revestindo minha pele. Desse modo, aprendi que preciso demais das pessoas, todos precisamos, mas não dependendo delas para conquistar meus sonhos.

Por fim, quero deixar claro querido leitor, que escrevi esse artigo não com a intenção de me enaltecer ou de valorizar minha trajetória, acredito ter até pouco para contar diante de outros tantos empreendedores, mas para compartilhar que aprendi em todas as situações, quer tivessem decorrido de experiências boas ou de experiências nem tão boas assim. Com as boas, sempre pensava no que poderia aperfeiçoar, pois, sempre acreditei que não houvesse nada tão bom que não pudesse ser melhorado e com as ruins, procurei, apesar da dor, abstrair algum aprendizado prático daquilo sempre chamando a responsabilidade para o que eu teria feito diferente para ter um resultado melhor ou para não permitir que aquilo acontecesse, mas em todos os casos, lembrava da série de longas do Rocky Balboa, personagem imortalizado por Sylvester Stallone que na metáfora dos rings, nos mostra que, quanto mais forte a vida batia, mas força ele tinha para continuar de pé e indo pra cima, afinal, crescer dói, mas quando descobri que meu queixo não era de vidro, não importa a força e a intensidade da porrada, meus joelhos dobrarão, posso até beijar a lona, mas se não me nocaltear, logo estarei de pé e seguindo em frente.

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