Tromba d’água: O fim do mundo ou um milagre da natureza?

– É isso aí, hoje eu vou chegar na empresa tocando o terror para ver se o pessoal para de fazer besteira! Não suporto trabalhar aqui, só tem bronca para resolver, povo inexperiente, é um erro atrás do outro e eu me sinto como se estivesse enxugando gelo resolvendo as “…” hrum … hrum … vamos manter a compostura, por favor …. resolvendo as … “mer … blemas” que deixam, não tenho outra opção, como responsável técnica tenho que resolver todos os pepinos. Eu hein, só dor de cabeça aqui no trabalho, não vejo a hora de pedir demissão!

– Hei calma aí, relaxa!

– Não tem como!

– Claro que tem, o que você pode fazer para tornar o seu ambiente melhor?

Não são raros encontrar diálogos dessa natureza diariamente em minhas atividades de trabalho, responsabilidade, stress, cobrança por resultados, pressão fazem parte do nosso dia-a-dia como em nenhum outro momento da história foi tão presente para reles mortais como eu, você e centenas de milhares de trabalhadores mundo a fora, é muita gente querendo um lugar ao sol, mas pouca gente realmente disposta a pagar o preço.

Todos querem chegar ao topo, com soluções extremas que simplesmente interrompem o seu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, afinal, ninguém se torna um grande líder sem passar pelas tormentas, aliás, o que faz realmente um grande líder são os desafios diários, por isso ele é considerado líder, pois teoricamente é a pessoa mais preparada para lidar com situações difíceis, instáveis e portanto, altamente desafiadoras. Como diz um jargão antigo: “não se fazem grandes marujos em mares calmos”, as tormentas existem justamente para fortalecer e dar a musculatura necessária para enfrentar qualquer tempestade ou tromba d’água.

Muito bem, o fato é que não estamos falando de um ou dois profissionais, estamos falando de milhares de pessoas que todos os dias enfrentam situações difíceis em seus ambientes de trabalho e fazem disso um inferno a ponto de sacrificar a sua saúde, seu bem estar, sua auto-estima, suas interações familiares, sua felicidade! Ora, pare para pensar, existem milhares de desempregados hoje no Brasil, e você não faz parte dessa estatística, bem ou mal você está trabalhando, então vamos lá, para pensar:

1) O que pode ter levado essa empresa a contratá-lo?

Você acredita mesmo que se não fossem pelos problemas o empresário o contrataria? Imagino que não! E eu explico: Hoje todas as classes vivem em uma selva, cada qual procurando defender o que conquistou e em alguns casos, proteger e perpetuar as futuras gerações que dele descendem (seus filhos, netos, bisnetos), então, quanto menos pessoas externas, melhor! Logo, se o trabalho pudesse ser todo operado por máquinas ou robôs, certamente ele o faria, pois elas trabalhariam sem hora para parar, isso já dispensaria escala, relações com sindicatos, livraria das constantes preocupações em relação a legislação trabalhista, despesas com treinamentos técnicos e comportamentais e tempo criativo pensando em campanhas motivacionais para engajar a equipe (que para muitos, motivação é salário em dia e acabou), não precisaria lidar com problemas de ordem sentimental, hormonal, faltas justificadas nem nada.

2) Por que eu?

Mas a realidade não é assim! Logo, se a empresa o contratou e não foi por que ela é “boazinha”, então foi por necessidade e em meio a milhares de outros candidatos você só foi escolhido por ser considerado o melhor dentre todos para aquela função, para lidar com todos aqueles pepinos e encontrar soluções para deixar a empresa melhor do que estava antes de você ser contratado.

3) Com que olhos você percebe a realidade?

Você pode enxergar o seu trabalho e as pessoas que nele se encontram como um problema ou então você pode vê-los como alguém que tem problemas, qual a diferença? Ao ajudar essas pessoas a resolverem os desafios e aprenderem a solucionar as questões de forma autônoma e responsável, vai facilitar muito a sua vida uma vez que não o sobrecarregará com as questões de todos.

4) Como você quer ser reconhecido(a) após essa fase?

Você pode ser reconhecido(a) como alguém que se deparou com os problemas, não se garantiu, foi fraco e abandonou o barco como um covarde, tentando salvar a própria pele ou você pode deixar a empresa melhor do que quando você entrou de forma que todos sintam a sua falta quando você estiver em outro nível mais elevado, portanto, deixo aqui uma pergunta de reflexão: Desistir das situações e problemas que surgem diariamente no trabalho ajudaria em algo?

5) Você já procurou saber qual é o ponto de vista do dono da empresa?

Entender o pensamento do fundador, dono, presidente ou seja lá quem estiver no topo pode ser um excelente ponto de partida para mudar seu ponto de vista mais limitado e encontrar soluções mais pertinentes para esses desafios sem tanto desgaste ou sofrimento. Portanto, é tudo uma questão de escolha pessoal, ver a tromba d’água como uma devastação ou como um lindo fenômeno da natureza que encanta aos olhos.

Gostou do tema? Quer saber mais sobre esse assunto? Queremos lhe ouvir, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

10 Hábitos das pessoas altamente comprometidas

É, não tem jeito, sempre que converso com empresários ou com executivos acerca do que desejam para suas empresas, é inevitável, a resposta quase sempre é a mesma: “- Ah! Se eu tivesse pessoas mais comprometidas!”, e isso se repete em diversos setores da sociedade: em casa, na escola, nos setores públicos, dentre outros. No entanto, o que entendemos por comprometimento?

Para responder a essa questão, reuni aqui algumas características dessas pessoas que fazem a diferença em suas atividades:

1-Planejam o dia seguinte antes de irem dormir: Essas pessoas sempre têm um objetivo em mente e focam toda a sua energia nele, por isso definem ações importantes a serem realizadas no dia seguinte antes de dormir e não descansam enquanto não as tiverem concluído.

2-Fazem uma coisa de cada vez: Evitam fazer várias coisas simultaneamente, principalmente se forem desconexas e divergentes de seu objetivo principal, ao realizar várias atividades simultaneamente, correm o sério risco de perder o foco principal e assim, fracassar.

3-Dedicam total atenção aos detalhes: Trabalham entregando o seu melhor, sempre, pois como dizem: “Deus está presente nos detalhes”, então, o fazem com esmero, prestam atenção em absolutamente tudo e jamais deixam um trabalho pela metade, sempre terminam tudo o que começam.

4-Sempre focam na solução: Apresentam soluções e quando não as têm, vão atrás, não perdem tempo potencializando os problemas, pois sabem que isso só atrai mais problemas e não desistem facilmente, aliás, não descansam enquanto não os resolvem.

5-Cumprem prazos e jamais se limitam por qualquer motivo: Os prazos são sagrados para pessoas comprometidas, isso faz com que se esforcem muito para cumpri-los e quando não sabem algo perguntam e demonstram sempre muita vontade de aprender, dedicando-se bastante até dominar aquilo que não sabem.

6-Exercitam a sua criatividade: Sabem que não existe nada tão bom que não possa ser melhorado, por isso lançam mão de um bloco de anotações sempre por perto, para escrever suas ideias, desenhar fluxos, criar novos processos e outros.

7-Focam no positivo: Não vivem dando desculpas por seus atos, nem procuram culpados pelos erros cometidos, tampouco vivem reclamando da vida e falando mal das pessoas, pelo contrário, agem para modificar a realidade.

8-Fazem exercícios físicos e meditação diária: Normalmente, acordam cedo e praticam exercícios como corrida, musculação, caminhada ou outras modalidades esportivas e fazem uma meditação diária refletindo sobre os desafios a serem superados naquele dia, bem como sobre as atividades necessárias e também sobre o seu comportamento e suas emoções pessoais de maneira a restaurar o equilíbrio e o autocontrole.

9-Cultivam um hobbie e curtem a família e os amigos de forma saudável: Trabalhar é importante, no entanto, ter uma atividade como distração, é fundamental para restaurar as energias e se divertir, pois assim, o cérebro produz a serotonina, um neurotransmissor necessário para dar uma sensação de prazer e bem estar e, com isso, evita o aumento do stress, que os impediria de raciocinarem e consequentemente tomarem as melhores decisões. Além disso, passar um tempo de qualidade com a família e amigos também é fundamental, pois ajuda dando uma sensação de paz e segurança, não é à toa que é chamada de “porto-seguro”.

10-Desenvolvem a empatia: Procuram sempre colocar-se no lugar das outras pessoas, sentir o que os outros sentem e estão sempre prontos a colaborar com os demais, participando e dando ideias. Enfim, uma pessoa comprometida é alguém com quem as pessoas podem contar.

Por fim, esses são alguns hábitos importantes desenvolvidos por pessoas altamente comprometidas e que fazem uma grande diferença em seus resultados, não apenas no dia-a-dia, mas sobretudo, no alcance de suas metas e objetivos pessoais, profissionais, corporativos e organizacionais.

E você? Deseja melhorar a sua performance também? A lista acima pode funcionar como um poderoso check list para o desenvolvimento de novos hábitos e alcance de resultados surpreendentes. Experimente, faça diferente, tenho certeza que você irá se surpreender com os seus novos resultados.

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Desejos X oportunidades: Saiba com diferenciá-los e alcance seus objetivos

Interessante como as pessoas de uma maneira geral têm dificuldade em distinguir o que é um desejo e uma oportunidade. São coisas completamente distintas, mas podem confundir muito na hora de planejar e levar o projeto a metas surreais porque havia um desejo demasiado, mas sem uma oportunidade em vista, o que leva os planejadores a uma miopia diante da realidade que se apresenta. Para evitar erros dessa natureza, que acontecem com alguma frequência em planejamentos estratégicos, sejam eles corporativos ou pessoais, hoje trouxe alguns exemplos para distiguir uma coisa da outra.

Desejo: São todas as coisas que eu quero realizar, mas que nem sempre estão à minha disposição num dado momento e que acabam se confundindo com sonhos, por exemplo, abrir uma empresa, fazer um curso de idiomas, viajar de férias para a Europa, adquirir uma casa, comprar um carro, tornar-se ator de cinema.

Oportunidade: É tudo aquilo que tem a possibilidade real de se concretizar, bastando portanto, um movimento meu para obter uma chance de realiza-lo, lógico, considerando-se as questões técnicas e financeiras para executá-lo, como os meus desejos, por exemplo, atender a uma proposta de representação comercial de um determinado produto ou serviço (para abrir uma empresa), receber um folder ou uma indicação de um amigo ofertando uma bolsa de 30% para um curso de inglês (para fazer um curso de idiomas, receber uma oferta para integrar um grupo de intercâmbio (para viajar de férias para a Europa), perceber um imóvel adequado e compatível com o meu nível sócio cultural com preço de pré-lançamento (para adquirir uma casa), aproveitar a promoção de uma concessionária pela baixa das vendas no período para fazer um bom negócio (para comprar um carro), estudar dramaturgia e receber uma proposta para realizar um teste para integrar o elenco de um longa-metragem (para tornar-se ator de cinema).

Um desejo (um sonho), originam uma ideia, que, quando entram em planejamento, somados à curiosidade e poder de observação da realidade que o cerca, pode se tornar uma grande oportunidade em termos de empreendedorismo, por exemplo. Detalhe: Quanto mais deficiências existirem em um mercado, maiores são as oportunidades de se empreender algo novo e diferenciado, isso depende muito do ponto de vista de cada pessoa, enquanto uns só enxergam e reclamam das deficiências, outros veem nelas a possibilidade de ganhos extraordinários e lucro.

Agora que sabemos identificar uma oportunidade, como organizar as ideias e evitar possíveis distrações?

1- Faça uma lista de pelo menos 10 desejos que você sonha em realizar:

2- Quais deles tem a possibilidade real de concretizar?

3- Que oportunidades você enxerga para cada um desses desejos com real possibilidade de realização?

4- Quais os possíveis sabotadores ou distrações podem lhe desviar do seu real propósito em aproveitar cada oportunidade?

5- Por que é importante para você realizar esse desejo? Que valores agregarão na sua vida? Que sentimentos experimentará ao realiza-los?

6- Feche os olhos por alguns minutos e visualize-se tendo realizado o seu sonho? Que sensações internas você despertou? Em que parte do corpo você as sente? Que movimentos ou gestos você “fez” ao vibrar com a sua conquista?

7- Agora veja as pessoas em sua volta admirando-o e respeitando-o pela sua conquista como se tivesse alcançado:

8- Agora me diga, o que você aprendeu com o exercício acima? Valeu a pena fazê-lo? Por que? Caso deseje, compartilhe sua resposta comigo pelo e-mail abaixo, ficarei feliz em lhe ajudar;

9- O que você precisa fazer a partir de agora para aproveitar as oportunidades e já ir em direção à realização dos seus objetivos?

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Coaching para profissionais de educação física

Um nicho de coaching que está em crescimento acentuado no Brasil é o que cuida dos aspectos comportamentais ligados à prática de esportes, tanto os de alta-performance quanto aqueles voltados para fitness (qualidade de vida). Os de alta-performance normalmente são aqueles trabalhos de longo prazo que ajudam o atleta a obter performance competitiva em uma determinada modalidade, ao passo em que aqueles voltados para as pessoas comuns como eu e, provavelmente, você que me lê, têm um foco na melhoria da qualidade de vida.

Hoje vejo muitos profissionais da área que conhecem muito acerca da fisiologia, da mecânica dos exercícios, coordenação motora, desenham programas de exercícios personalizados, mas encontram uma grande dificuldade para trabalhar o engajamento do atleta de um modo geral. Estou convencido que tudo parte do cérebro, inclusive o nosso interesse em realizar as coisas, ainda que seja para o nosso bem viver, como a prática de esportes por exemplo.

Para muitas pessoas, talvez, seja muito mais fácil se comprometerem com terceiros do que consigo, uma vez que, pela nossa grande habilidade de arrumar desculpas para quase tudo, nosso cérebro acaba nos ludibriando, uma vez que olhamos para as nossas falhas com condescendência, ou seja, nós as aceitamos e com isso nos auto-sabotamos em vários aspectos que vão desde a alimentação, descanso até a disciplina para manter a regularidade nos treinos. É aí que entra a importância de um professor de educação física, preparador físico, personal trainer e demais profissionais ligados à prática esportiva como: médicos, nutricionistas, fisioterapeutas de terem uma abordagem diferente que motive e engaje, no caso, o coaching.

Mas porque a abordagem do coaching não diretiva é importante para profissionais da prática de esporte?

1-Definição de objetivos: Só fazer a avaliação física e colocar como objetivo hipertrofia ou perda de peso ou afins não é suficiente, até porque o objetivo não pode ser algo comum para pessoas diferentes, pelo contrário, ele é muito específico e por conta disso é importante personalizar ao máximo para definir em quanto tempo aquele aluno deve alcançar um objetivo mantendo a regularidade, lógico. As pessoas estão sedentas por resultados e querem que sejam imediatos, e essa expectativa acaba gerando uma ansiedade muito grande, seguida de uma frustração e por conseguinte, acabam levando ao alto índice de evasão nas academias.

2-Acompanhamento sistemático: Quando se tem objetivos claros, definidos e muito bem quantificados, fica fácil realizar um acompanhamento sistemático do atleta a cada treino ou a cada semana para avaliar o seu rendimento e isso permite possíveis mudanças de rota e/ou realinhamento desses objetivos em função do que é possível obter como estado desejado dentro de um espaço de tempo.

3-Traçar estratégia: Lógico que o profissional vai desenvolver um programa que deve ser seguido pelo atleta, só que muitas vezes o mesmo não se adapta a algum equipamento ou exercício e nem sempre comunica o instrutor, isso acaba por prejudicar os resultados e o empenho do mesmo pode decair pela simples falta de adaptação levando-o até a um “over training” (fadiga por excesso de esforço ao treino). Assim, é fundamental acompanhar o atleta ou aluno sistematicamente para avaliar a eficácia do programa e redefinir um exercício substitutivo, uma mudança de carga ou mesmo no número de série quando a ocasião assim o pedir já que cada atleta (aluno) tem ritmo e resistência próprios. Certamente essa prática contribuirá sobremaneira para a motivação e empenho do indivíduo.

4-Engajamento: Importante compreender por que o indivíduo treina, o que isso significa exatamente para ele? O que o motiva? O que o sabota? Nesse sentido, é importante compreender que normalmente a pessoa se motiva pelo prazer (longevidade, saúde, estética, vaidade, relacionamentos interpessoais durante o treino, dentre outros) e se sabota pela dor (resultado lento, muito esforço, dores pelo corpo, cansaço, stress) no entanto, ele pode perfeitamente se motivar pela dor (desafio, raiva, superação, alívio de tensão psicológica, dentre outras)e se sabotar pelo prazer (conforto do sofá, controle remoto da TV, lazer e diversão, alimentação desregrada, bebida alcóolica em excesso).

Por fim, compreender a parte técnica do trabalho é um importante atributo para se ter sucesso profissional, mas não é garantia de resultados práticos, pois estamos falando de seres humanos, assim, quanto mais o profissional de educação física ou os demais conseguirem acessar a cabeça e os sentimentos do atleta (aluno), mais conseguirão extrair o melhor do seu desempenho e com isso, obterão melhores resultados.

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Para ser aprovado em um concurso público: Como controlar a ansiedade e melhorar a concentração

Ser aprovado em um concurso público é muito mais do que um sonho para muitas pessoas, é uma realização de vida e isso gera expectativas, ou seja, é uma profecia que pode perfeitamente ser realizada, sobretudo quando diz respeito ao próprio indivíduo, que quando despertada é possível que se torne auto-realizável, porém, no caso de um concurso público, essa expectativa pela aprovação não depende exclusivamente do candidato, uma vez que ele tem que dar conta de inúmeras variáveis sobre as quais ele não exerce o menor controle, como: Lançamento do edital, quantidade de candidatos disputando uma vaga, qualidade de preparação dos concorrentes, e outras.

Tudo isso gera ansiedade, assim, para minimizar a sua ansiedade, divida sua preparação em dois níveis: Intelectual e emocional.

Preparação Intelectual:
A primeira coisa que deve ser feita é eliminar da sua mente todas as coisas (obstáculos) sobre as quais ele não tem controle e focar somente naquilo que ele tem pleno controle, como: definir uma rotina sistemática de estudos para que ele possa se dedicar o máximo possível a aprender durante o período de preparação ao invés de apenas ler aleatoriamente e sem a devida preocupação com a qualidade. Esse horário deve ser dividido entre todas as disciplinas, sobretudo, aquelas mais difíceis, as que o candidato menos gosta, pois é por essas que ele deve se apaixonar, uma vez que elas poderão elevar o seu nível de classificação durante o concurso, pois aquelas disciplinas que ele já domina, têm uma margem de acerto, portanto, a preocupação maior deve estar em melhorar a sua performance naquelas disciplinas onde ele, geralmente, não está tão bem assim.

Desse modo, ao se preparar, aparecerão inúmeras outras variáveis que poderão afetar o seu rendimento nos estudos, que eu chamo aqui de interferências externas como: a pressão da família, da esposa, dos amigos, dos grupos dos quais a pessoa faça parte, e detalhe, é um tipo de pressão não apenas pela sua preparação, mas pela sua participação nos eventos organizados por esses grupos e paradoxalmente, uma cobrança velada por uma renda mensal, estabilidade, posicionamento social, crescimento profissional, bem como, pelas diversas coisas que provavelmente ele terá que abrir mão enquanto se prepara para a prova, além das pessoas que torcem contra, da competitividade, dentre outras questões.

No entanto os fatores mais críticos para o sucesso estão no domínio dos fatores de interferência internos, como: os nossos medos, a nossa ansiedade, prepotência, arrogância, assim como a nossa certeza ou incerteza absoluta das coisas. Isso tudo habita dentro de cada um de nós, portanto, é importante nos conhecermos para explorar o máximo do nosso potencial minimizando esse fatores de interferência através de uma preparação emocional.

Preparação emocional:
Quando você está em um estado de atenção muito grande, por conta da sua expectativa em relação a sua aprovação, é óbvio que você foque no futuro e isso pode gerar mais ansiedade. Assim, para minimizar esses efeitos negativos, utilize a visualização, uma técnica que uso muito com os meus clientes:

Foque sua atenção em algo que ainda não aconteceu e visualize as coisas como se já tivessem acontecido, esta técnica é poderosíssima, desde que utilizada com o foco no positivo. Veja-se comemorando a sua aprovação, sendo chamado, sinta a alegria dos seus familiares e daqueles que você mais ama e quer bem, sinta tudo isso agora.

Evite se ver no futuro, inseguro, ansioso, nervoso, ou mesmo que não sabe o suficiente sobre uma determinada disciplina, pois isso vai gerar no momento presente a ansiedade, o que por sua vez vai se refletir em toda a sua fisiologia, já que haverá uma aceleração dos batimentos cardíacos, dilatação da pupila, respiração ofegante, sudorese, estado corporal tenso e em constante alerta, levando-o a um terrível mal-estar que prejudicará a sua concentração durante os estudos. E essas reações fisiológicas ocorrerão durante a prova tirando o seu foco do momento presente levando-o a errar questões que ele normalmente não erraria, inclusive aquelas que apresentava pleno domínio.

Importante: A visualização também é um treino, portanto, não adianta fazer apenas uma vez na véspera da prova, faça pelo menos 5 minutos diários de visualização, pois assim, você estará condicionando o seu cérebro a produzir serotonina (hormônio que dá uma sensação de bem estar). Quanto antes você começar mais preparado emocionalmente você estará no dia da prova, então, feche os olhos e comece a construção do futuro que você quer para você, como se já o tivesse alcançado. Sucesso e até a próxima.

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Para ser aprovado em um concurso público: Pensar positivo resolve?

Esta semana em uma de minhas intervenções em coaching, eu chamava a atenção para o foco no positivo e jamais no negativo, então alguém exclamou: “ – Eu sou concurseira, então, toda vez que eu pensava positivamente acerca de algo que eu queria muito (passar em um determinado concurso dos meus sonhos) eu obtinha um resultado negativo”. Logo pensei: “O que está por detrás dessa manifestação?” e percebi uma necessidade ingente de focar nessa questão por se tratar de um fator crítico que estava impedindo o sucesso daquela pessoa.

A questão não era o pensar positivo ou negativo que fazia a diferença, mas como isso impactava em suas ações, logo, se tratava de uma crença limitante, ou seja, tudo aquilo em que ela acreditava como sendo uma verdade, só que nesse caso, a sua verdade (dela) a limitava e a impedia de ir além e consequentemente de obter os seus resultados esperados.

Se eu intervisse mostrando-lhe o contrário do seu ponto de vista, provavelmente não surtiria nenhum efeito e geraria algum desconforto e até mesmo uma resistência por parte dessa pessoa, por isso todo o cuidado na abordagem seria decisivo. Ao que, após, ela chegou a algumas conclusões surpreendes:

-Pensar positivo: Pensar não é poder, é poder potencial, ou seja, é no máximo, um caminho para obter um bom nível de concentração, e ainda assim, é algo bem relativo;

-Ação positiva: Agir, por si só, não assegura obter os resultados desejados, sobretudo se essas ações estiverem desalinhadas com o objetivo em questão, portanto, foco no planejamento é um recurso imprescindível para obter o seu resultado.

-Plano de estudo: Importante definir e separar o programa em ordem de conteúdo, exercícios, cronometragem de tempo e avaliação, pois isso evita a ansiedade de querer fazer várias coisas ao mesmo tempo e tentar estudar conteúdos diversos sem o devido tempo de assimilação, levando-a à fadiga e cansaço decorrentes da carga de matéria a ser estudada quase ao mesmo tempo.

-Recomposição: Estudar, é muito importante, no entanto, é necessária uma estratégia de recomposição para assimilar o conteúdo, fechar um programa, antes de passar para outro, além de recobrar a energia e o bom nível de concentração no conteúdo seguinte, ou seja, pausas são fundamentais e definir momentos para uma atividade física, lazer e descontração são fundamentais.

-Meditação: A meditação através dos recursos de visualização que levem a cliente a sentir o resultado como se já o tivesse sido alcançado a levam a experimentar sentimentos e sensações internas de paz, de segurança, de tranquilidade e emoção pelo dever cumprido, sendo portanto um recurso importante para gerar concentração e controle emocional, uma vez que a pessoa relacionava a sua performance equivocadamente ao seu pensamento, desconsiderando assim os fatores emocionais decorrentes da sua expectativa e consequentemente de sua ansiedade por prestar um concurso que poderia ser decisivo para a realização de seu sonho.

Desse modo, percebemos o quanto o seu nível elevado de expectativa afetava a sua performance durante as provas, pois quanto mais a mesma queria, mais ansiosa ficava e consequentemente menos se concentrava e isso se refletia em seus resultados.

Concluindo: a percepção de pensamento positivo ou negativo não altera o cenário, mas as suas ações sim, estas fazem uma grande diferença quando se trata de obter resultados satisfatórios na vida e as dicas acima auxiliam sobremaneira a sua preparação emocional para a prova, pois lembre-se, ao realizar o exame, você estará lá por inteiro, assim, não é apenas o intelecto, mas o emocional e físico são indiscutivelmente fatores críticos de sucesso, pense nisso, aja e mude o que for necessário.

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Pai: 5 grandes verdades sobre o senhor

Hoje é dia de homenagear ele, “o cara”, aquele que está sempre por perto e que assume vários papeis, fazendo-se sempre presente nos momentos mais difíceis, mas também nos mais alegres. É dia do “multifacetado” pai: ora amigo, ora juiz, ora teólogo, ora técnico, mentor, filósofo, mestre, não importa, em todos os casos, sua presença é fundamental para o desenvolvimento da criança e formação do cidadão. Importante deixar claro que em todas as interações, existem os bons e os maus exemplos, olhando por esse ângulo facilmente concluímos que a presença do pai pode perfeitamente ser um alento, mas também fazer estragos. Portanto, compreendam, não estou falando exatamente da perfeição, até porque seres humanos (inclusive os pais) são imperfeitos, mas focar nos seus aspectos positivos, afinal, o modelo masculino é fundamental para o desenvolvimento saudável da identidade dos rebentos, sejam meninos ou meninas. Lá se vão alguns aspectos importantes:

1-Melhor capacidade para lidar com o stress na vida adulta: De acordo com a pesquisadora Melanie Mallers, PhD, em uma publicação na APA – Associação Americana de Psicologia, os homens que relataram ter um bom relacionamento com seu pai durante a infância foram mais propensos a ser menos emocionais ao reagir a eventos estressantes em suas vidas diárias atuais do que aqueles que tinham um relacionamento pobre, de acordo com suas descobertas. Desse modo, os filhos que têm boas lembranças de infância de seus pais são mais propensos a ser emocionalmente estáveis diante dos estresses do dia-a-dia , de acordo com psicólogos que estudaram centenas de adultos de todas as idades.

2-Poder de influência: A constante presença do pai estimula as crianças a partilharem do exemplo de agir em busca da realização dos seus maiores sonhos e a não desistir diante das dificuldades, que devem ser enfrentadas com fé, confiança e coragem. E acredite, o pai acaba sendo um espelho que transmite essa autoridade e prestígio que normalmente levam os filhos a se comportarem e quererem ser como ele, pois é dessa interação que a criança se sente mais segura para explorar o mundo.

3-Estabelecimento de limites: Estudos comprovam que a presença dos pais é fundamental para criar parâmetros que podem ser um conjunto de princípios e/ou limites estabelecidos, formando assim a personalidade e o caráter da criança, que vão sendo construídos até a sua vida adulta. Dados estatísticos revelam que crianças que crescem sem a presença do pai, não reconhecem esses limites e tendem a desenvolver comportamento mais agressivo e de isolamento e quando chegam à fase adulta, irão procura-los em tudo, e frequentemente os encontrarão em situações conflituosas e perigosas (tipo: álcool e drogas por exemplo). Desse modo, dizer “não” e fundamentá-los para que as crianças compreendam os seus reais motivos, são importantíssimos para o seu amadurecimento.

4-Integridade: As crianças, de um modo geral, são puras e inocentes, vêm ao mundo sem ter a menor noção dos valores distorcidos, e portanto, quanto mais as crianças viverem essa fase da vida inteiramente, mais imunes estarão em relação à corrupção, desonestidade, ao egoísmo e ao tirar vantagem. É papel do pai, ensinar os filhos por meio do diálogo acerca do que é certo ou errado, justo ou injusto para que os próprios, ao crescerem, consigam discernir uma coisa da outra e fazer as suas próprias escolhas, e nesse contexto, o pai é exemplo a ser seguido e é referência quanto à integridade, ética e valores morais.

5-Afeto: Ser um pai companheiro, amável, educado, compreensível, carinhoso, bondoso, compassivo e zeloso encorajam os filhos a vislumbrarem um mundo melhor, formando adultos mais positivos, íntegros, generosos e felizes, óbvio que não é via de regra, mas dados apontam que crianças amadas e respeitadas têm maior autoestima e confiança na própria capacidade de realização pessoal sendo portanto adultos mais assertivos e serenos diante das adversidades.

Assim, deixo aqui minha reverência a todos os pais, que, mais do que colocar um filho no mundo têm a honrada missão de cria-los, sempre dando foco no positivo (que é diferente de ser permissivo), despertando a esperança em dias melhores, tornando-se assim, a base de nossas vidas, nosso espelho e com isso, mesmo sem perceber, criando pessoas melhores, contribuem para um mundo melhor. Gratidão pai por existir na minha vida e, do seu jeito, contribuir para que eu me tornasse em quem eu sou hoje!

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Você é Esponja ou Filtro?

Sabe aquela pessoa que absorve tudo para si? Aquela pessoa que aprende tudo o que precisa aprender e ainda acha que não foi suficiente e fica perguntando mais e mais? Aquele que toma as dores alheias só por tomar, por uma questão de simpatia, mas que, no fundo, não sabe o real significado dessa pseudo-solidariedade, uma vez que toda estória sempre tem dois lados e ele não se deu, sequer ao trabalho de conhecer a outra parte antes de tomar partido? Aquela pessoa que normalmente é “todo ouvidos”, para absolutamente todo o conteúdo que o seu interlocutor trás e acaba absorvendo os problemas do outro como se fossem dele?

Pois é, acredito que estamos falando do indivíduo esponja, aquele que absorve tudo para si do ambiente externo, seja de bom, seja de ruim. Para esse perfil de pessoa, tirando a parte do conhecimento, que certamente será muito útil pra ele em algum momento, o fato de não separar as coisas, coloca em sério risco até mesmo a sua saúde física, psicológica e intelectual, uma vez que ele vai tomar para si inclusive as coisas ruins, que não lhe competem, mas as assumirá como se fossem dele.

Isso, por si só, já é um risco enorme, pois ao absorver todo tipo de problemas e cargas negativas do outro, há uma tendência a desviar o seu foco e atenção daquilo que realmente seria importante para ele, desse modo, ele não apenas se distancia do seu objetivo pessoal, como vai adoecendo em função do seu nível de stress, que aumenta a taxas sem precedentes. Nesse momento, você faz ideia do que se passa no organismo?

A pessoa fica ansiosa em demasia, consequentemente, tem dificuldade em se concentrar, isso se reflete no seu comportamento muitas vezes agressivo, agitado, arredio ou mesmo de isolamento social, com a alta produção de adrenalina, o organismo começa a produzir o cortisol, que destrói as células de defesa do organismo e o enfraquecem deixando-o sujeito aos diversos vírus e bactérias. Por esse quadro você já viu tudo né? Quem mais sofre com isso são exatamente as pessoas que convivem com ele e quem provavelmente ele mais ama.

Indivíduo filtro, como o próprio nome já diz, filtra as coisas que chegam até ele, ou seja, tal qual um purificador, ele está aberto para absorver todo estímulo, porém, separa aquilo que não é importante e que não acrescenta nada em sua vida filtrando o que realmente importa para ele. O indivíduo filtro, não se ocupa com fofocas ou difamações, pois sabe que não acrescentarão nada em sua vida e fica atento com o portador da notícia, porque hoje foi de outro alguém, amanhã pode ser ele a vítima do “língua solta”.

Após uma conversa, ele sabe que precisa ter uma estratégia de recomposição, não apenas para livrar-se da parte toxica do diálogo, como para se refazer em termos de foco e energia, canalizando-a para o que realmente importa. Então seguem algumas digas poderosas para você ativar o seu filtro de maneira a aproveitar melhor toda informação que lhe chega, ajudando as pessoas, porém, sem se deixar contaminar pela negatividade alheia:

1)Faça terapia, ao contrário do que muitos pensam, é para pessoas saudáveis e ajudam a livrar-se do lixo emocional, intelectual e até espiritual trazido pelo outro;

2)Desenvolva o hábito da meditação, reservando um momento para que você fique sozinho e em paz com você mesmo. A medida que você desenvolve essa habilidade, você vai se tornando cada vez mais autoimune em relação às nefastas influências de outras pessoas;

3)Pratique esporte, dance, caminhe, corra, brinque, conheça lugares diferentes, namore, divirta-se, desse modo, você estimula a produção natural de serotonina e outros neurotransmissores como a dopamina, a serotonina, melatonina, que dão uma especial sensação de prazer e bem-estar, além de auxiliar no equilíbrio corpo-mente-espírito.

Muita gente não sabe, mas nós, seres humanos fomos criados para estar em constante movimento, quando isso não acontece, damos espaço para a melancolia, tristeza e até a depressão e consequentemente, mais suscetível a absorver a carga negativa do ambiente

Então, você faz ideia de como você se define: Esponja ou filtro? O que você pode fazer a partir de agora para ser quem você deseja ser?

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre esse e outros assuntos e quiser vê-los respondidos por aqui, faça como a, mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br.

Mulher, é para você?!

No último dia 08 de março comemoramos, como em todos os anos, o Dia Internacional da Mulher, uma data a ser lembrada por conta de várias lutas e reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho, direitos sociais e políticos e abolição do trabalho infantil, tais movimentos foram reprimidos com violência pela polícia na época, até que no dia 25 de março de 1911, aproximadamente 145 trabalhadores, sendo a maioria mulheres, morreram queimados em um incêndio provocado pelas péssimas condições de trabalho e de segurança em uma indústria têxtil, na cidade de Nova York, o que promoveu profundas transformações nas leis trabalhistas, de segurança e melhores condições no ambiente de trabalho, sobretudo nos EUA e na Europa. Esta data de 8 de março foi decidida no ano de 1910 durante a conferência da Dinamarca como o dia em homenagem aos movimentos sociais pelo direito das mulheres de forma a obter apoio internacional, porém, foi reconhecida pela ONU – Organização das Nações Unidas somente em 1975, naquele que seria o Ano Internacional da Mulher.

Atualmente a data tem um amplo significado, todos eles envolvendo o universo feminino, que, a meu ver, representa: Cuidado, delicadeza, afeto, sensualidade, vaidade, determinação, força, independência e, acima de tudo, amor. Portanto, apesar de todas as suas conquistas, é fundamental que ela não se perca na sua essência e que para obter suas conquistas sociais e direitos iguais não é necessário a sua “masculinização”, brutalidade e segregação, pois o que assegura o poder feminino é justamente o contrário.

Presenciei essa semana uma mulher, torcendo o nariz ao receber rosas sob a alegação de que a data é muito mais que isso. Lógico que sim! Todos sabemos, mas daí a ignorar um gesto de carinho e de delicadeza que podem vir de um homem, de uma criança, de um colega de trabalho é no mínimo negar a essência feminina e dar um chute na sua história e nas suas conquistas até aqui conseguidas às custas de muita dor, sacrifício e até de vidas para ter os direitos sociais, trabalhistas e políticos que a mulher tem hoje. Não consigo assimilar a recusa de um gesto de carinho como representação do universo feminino que eu aprendi a respeitar.

Esse texto, é para você, mulher, que valoriza e representa o universo feminino exercendo com dignidade o seu papel como cidadã, mãe, esposa, filha, dona de casa, matriarca, empresária, executiva ou mesmo profissional liberal, você, que é cientista, astronauta, pilota de avião, atleta e também você, mulher, que atua dignamente na base da sociedade em atividades operacionais seja separando lixo, varrendo ruas, praças e calçadas, empregada doméstica ou mecânica de automóveis e “maridas de aluguel” (as operárias, marceneiras, encanadoras, eletricistas e outras tantas), você sim, que, independentemente da sua posição econômica, social ou hierárquica, sabe receber uma rosa com a mesma elegância, delicadeza e simplicidade dignas de uma realeza, afinal, em todas habita, no mínimo, um espírito de princesa, que não deve ser confundido com fragilidade, futilidade, superficialidade ou algo do tipo.

Eu entendo perfeitamente que o dia da mulher é “todos os dias”, assim como a celebração da vida não seria somente na data de nascimento, quando a pessoa faz aniversário, mas todos os dias. No entanto, já parou para pensar como seria se não houvesse uma data especial para ser um marco a ser celebrado? Por este motivo, rendo esta semana a minha especial homenagem a elas que tudo suportam, por isso peço licença para expor algumas regras que aprendi com a maior de todas, a Dna. Célia, minha mãe, que hoje eu entendendo, me criou para respeitar as mulheres:

  • Onde tem homem, mulher não carrega peso: Não é colocar a mulher na posição de incapaz, mas de ser gentil em carregar objetos volumosos como sacolas, malas e etc.
  • Jamais permita que uma mulher se curve para juntar um objeto: Para a minha mãe, era inadmissível ver um objeto cair das mãos de uma mulher e permitir que ela se curvasse para juntá-lo, bastava ela me dirigir o olhar, aos 6 anos de idade e eu já sabia que deveria fazê-lo.
  • A bolsa de uma mulher é extensão do seu corpo: Cuidado e delicadeza ao manusear a bolsa de uma mulher, jamais a explore, é como invadir a sua intimidade sem ter sido convidado.
  • Ladies first (Mulheres primeiro): Essa é uma condição fundamental de civilidade, mulheres, crianças e idosos têm prioridade e, embora algumas pessoas se preocupem apenas em tirar proveito dessa condição, jamais abra mão do cavalheirismo.

Assim, gratidão a minha mãe por me ensinar o valor do caráter, do respeito e da honra em relação às mulheres, à minha esposa, a japagirl, com quem aprendi a ser um homem de verdade e às minhas filhas, que mesmo sem saber, me ensinam a desenvolver os parâmetros de sensibilidade enquanto autoridade.

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Quando descobri que meu queixo não era de vidro

Agora no ano de 2017, estou completando 10 anos no mundo do empreendedorismo, ao longo desse tempo muita coisa aconteceu, boas e más, ganhei dinheiro, perdi dinheiro, fiz amigos e também alguns desafetos, acertei, errei, tive algumas surpresas muito agradáveis que me fizeram sorrir, mas também enfrentei (enfrento) crises e desilusões que me levaram às lágrimas, já me prostrei de joelhos em sinal de agradecimento, mas também para “pedir” a Deus um direcionamento, contratei pessoas, formei, eduquei para o ambiente corporativo e muitas vão muito bem, obrigado! Mas o fato, é que em todos os momentos Procurei evoluir e tentei encontrar o ponto ideal, até descobrir que ele na verdade, não existe, mas é muito relativo.

Quando deixei a empresa em que trabalhava no ano de 2006 quando era Gerente Corporativo de Desenvolvimento Organizacional em uma holding que congregava em sua estrutura 133 lojas de varejo, 7 fábricas, uma gráfica, uma factoring e uma administradora de cartão de crédito distribuídos em 17 estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil, depois de várias noites mal dormidas, algumas rugas a mais e muitos fios de cabelo a menos, confesso que senti um misto de alívio e de um leve desespero, me perguntando: “- E agora?!”.

No entanto, tinha duas certezas: Minha integridade e intenção positiva de querer entregar sempre o melhor e me esmerar para isso, não medindo esforços para cumprir o que me fora determinado e a principal, o que eu havia aprendido naqueles anos todos fosse através da dor ou através do amor, ninguém jamais poderia tirar de mim e com certeza, esse aprendizado contribuiu para que eu começasse a desenvolver a “musculatura” necessária para enfrentar o mercado, agora, com a certeza absoluta do meu real propósito.

Enquanto estava na dúvida sobre o que fazer logo após o meu desligamento da empresa, propostas surgiram para assumir RHs, algumas até tentadoras, ao mesmo tempo, ministrava palestras comportamentais em congressos, seminários, eventos abertos e corporativos que me rendiam algum valor financeiro e me fizeram demover da ideia de me empregar novamente até então aliada, lógico, ao apoio da maior empreendedora da família, a Taty “japa girl”, minha esposa, que foi categórica ao afirmar: “Não! Você não vai se empregar de novo, você é bom no que faz e uma palestra cobre o salário de um mês inteiro, vamos investir em você!” e eu acreditei!

Então, constituímos a empresa, desenvolvemos um plano estratégico e fomos a luta, primeiro grande desafio; Desenvolver uma identidade visual, não foi tarefa fácil, mas foi quando dei o meu primeiro grito de independência, porque, até então, reinava “a ditadura” das agências de marketing e publicidade, que mandavam as peças e eu, acreditando que “esses caras sabiam melhor do que eu o que estavam fazendo”, as aceitava passivamente, mesmo que eu não gostasse e aquilo me descia meio quadrado, goela abaixo. Foi então que me dediquei a ler mais sobre marketing e branding, o que me ajudou bastante a fundamentar o meu primeiro “Não!” de forma bastante assertiva para uma agência, e não é que eles respeitaram? A confiança cresceu, outras agências e profissionais chegaram e se foram e nós evoluímos.

Os próximos passos eram: a reelaboração do site, material impresso, release, sofisticação de slides e outros. Com o material pronto, caímos em campo para a divulgação e comercialização de produtos: muitas propostas foram enviadas, mas pouquíssimas eram aprovadas e às vezes nenhuma, mais uma vez, sofri, me preocupei, mas seguimos em frente e conseguimos crescer apesar das dificuldades.

Vieram então os primeiros funcionários e as primeiras parcerias, algumas deram muito certo e pelas quais sou grato até hoje, pois me garantiram alguma visibilidade e me ajudaram a obter maior valorização no mercado, outras, por sua vez, não mereciam nem ser citadas, não fosse pelo fato de, na sua inutilidade (considere aqui traição, desonestidade, picaretagem e outros do gênero), terem sido muito úteis a mim, pois enquanto me prejudicavam, intencionalmente ou não, no meu sofrimento a cada decepção, eu criava “anticorpos” que fortaleciam o meu organismo e criavam uma “casca” revestindo minha pele. Desse modo, aprendi que preciso demais das pessoas, todos precisamos, mas não dependendo delas para conquistar meus sonhos.

Por fim, quero deixar claro querido leitor, que escrevi esse artigo não com a intenção de me enaltecer ou de valorizar minha trajetória, acredito ter até pouco para contar diante de outros tantos empreendedores, mas para compartilhar que aprendi em todas as situações, quer tivessem decorrido de experiências boas ou de experiências nem tão boas assim. Com as boas, sempre pensava no que poderia aperfeiçoar, pois, sempre acreditei que não houvesse nada tão bom que não pudesse ser melhorado e com as ruins, procurei, apesar da dor, abstrair algum aprendizado prático daquilo sempre chamando a responsabilidade para o que eu teria feito diferente para ter um resultado melhor ou para não permitir que aquilo acontecesse, mas em todos os casos, lembrava da série de longas do Rocky Balboa, personagem imortalizado por Sylvester Stallone que na metáfora dos rings, nos mostra que, quanto mais forte a vida batia, mas força ele tinha para continuar de pé e indo pra cima, afinal, crescer dói, mas quando descobri que meu queixo não era de vidro, não importa a força e a intensidade da porrada, meus joelhos dobrarão, posso até beijar a lona, mas se não me nocaltear, logo estarei de pé e seguindo em frente.

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