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publicado em:11/02/19 6:08 PM por: Nelson Vieira Empreendedorismo/Negócios

Há alguns dias, conversando com o diretor de um importante hospital da região metropolitana de Belém, falamos sobre a importância do clima organizacional e do quanto a prática de valores continua sendo um importante recurso para assegurar um ambiente saudável e mais produtivo, tornando-se, claro, uma boa estratégia para aumentar a rentabilidade, já que contribui para melhorar o atendimento e consequentemente gera maior fidelização por parte do cliente uma vez que cria uma boa relação com o mercado, logo, é altamente motivador para o empreendedor.

Um bom exemplo disso é a pesquisa realizada há anos pelo Great Place to Work, baseada em cinco fatores que determinam se determinada empresa oferece um bom lugar para se trabalhar, são elas: Credibilidade, equidade (justiça), respeito, orgulho pelo trabalho e se há um ambiente de companheirismo, foi aí que lembrei de uma entrevista concedida por um australiano chamado Ken O’Donnell, especialista no campo do desenvolvimento humano,liderança epresidente do “Instituto Vivendo Valores”, na qual abordava sobre a importância da ética no mundo corporativo respondendo à seguinte pergunta: É possível reinventar as relações de trabalho em qualquer empresa?Como?

Ele falou de uma pesquisa realizada com 57 organizações que passaram a trabalhar fortemente acultura dos valores e na melhoria do clima. Essa empresas cresceram em média, 4 vezes mais em termos de faturamento em relação a empresas do mesmo porte que não cultivavam tais valores. Resultado: Toda boa empresa precisa inovar e o que cria esse ambiente de inovação, é justamente a liberdade de expressão, o respeito, saber escutar, privilegiar idéias e não egos. Nesse sentido, vale a pena ser ético?

Há evidências suficientes para convencer qualquer empresário que vale a pena criar um ambiente mais amigável, onde a criatividade seja incentivada, pois os números justificam. No entanto, onde exatamente esses valores impactam no planejamento estratégico?

Segundo O’Donnell, é preciso considerar a empresa como um iceberg organizacional, na qual tem duas partes, a visível, composta de: Estrutura, sistemas,  tecnologias, investimentos, pessoas, lugares, cargos, espaços, prédio matérias-primas, departamentos, pessoas, enfim, no entanto, organizar uma empresa não consiste simplesmente em fazer um rearranjo dessas mesmas coisas, poisa maior parte e mais crítica, e também a mais negligenciada, está justamente onde não se enxerga, é a parte humana onde encontram-se: os sentimentos, as angústias, anseios, sonhos, alegrias e frustrações. E o que é pior,muitas vezes querem expressar suas dificuldades, masnem sempre encontram espaço para isso.

Daí a importância do coaching nas empresas. Certa vez em um atendimento com uma média gerência, já finalizando a sessão, perguntei se valeu a pena aquele encontro, pasme, a resposta do gestor: “ – Só  valeu! Pelo simples fato de ser ouvido, isso por si só já é muito bom!”.  Eu, particularmente vejo muitas empresas fazendo verdadeiros, e desnecessários malabarismos para garantir um bom clima, com presentes, premiações, só que muitas vezes com uma visão míope, desinteressada e simplista, como certa vez em que o resultdo de uma consultoria apontou que a equipe estava com “o moral” baixo e o vice-presidente tirando por menos mandou fazer uma palestra motivacional e deu um brindesinho para cada um como se fosse a solução para um problema que é mais profundo, ou seja, uma solução simples para a parte visível, mas que só agravava a parte oculta desse iceberg. Também presenciei outros casos em que o gestor, sem conhecer bem o seu melhor funcionário do mês e, até onde se percebe, sem um interesse genuíno por isso, resolveu presenteá-lo em público com uma linda e suculenta caixa de chocolate,o detalhe é que o presenteado não gostava de chocolate. Ferrou!

Por outro lado, ao realizar uma sessão de coaching com um importante executivo, perguntei-lhe sobre o que gostaria de receber quando a meta fosse alcançada e, pasme, mas a sua resposta foi: “Um reconhecimento por parte do presidente em público, para mim já valeria muito”. Agora lógico, estou citando casos específicos, cada caso é um caso, o importante dessa conversa toda com o meu amigo Claudemir Guimarães, foi a conclusão de que, apesar de todo o avanço tecnológico e da automatização dos processos, esse cara, chamado “Ser Humano”, continua sendo a chave para o sucesso ou fracasso de uma empresa. Como vai a sua?

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Nelson Vieira, sou Advanced Coach Senior e Master Coach Trainer, certificado por diversas instituições internacionais ao redor do mundo, tendo formado aproximadamente 5 mil coaches pelo Brasil. Para conhecer mais acesse: www.nelsonvieira.com.br


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