Não seja fiel da igreja “amém pra tudo”

Esta semana respondo a uma bola levantada pela leitora Betânia de Belo Horizonte e pelo Berga Santana de Londrina que inspirou o título desse artigo. Quando o líder ou gestor não tem a característica de valorizar a sua equipe, jamais reconhecerá o empenho e a dedicação de um colaborador, pois para eles, “não fazem mais do que a obrigação”, e não adianta cursos e formações, eles engavetam, dissimulam o entendimento, acreditam já possuir hábitos que os levaram a estar onde estão.  O que fazer nesse caso, temos mesmo que baixar a cabeça e rezar amém para tudo?

Jamais! Em hipótese alguma, eu entendo bem o seu ponto de vista e, acredite, eu também já passei por situações parecidas trabalhando em empresas privadas onde eu entregava muito resultado sem o devido reconhecimento, mas entenda que a questão aqui não consiste em aceitar tudo o que vem de fora, mas ser profissional suficiente para não penalizar o cliente, o consumidor ou comprometer a qualidade do produto ou serviço contratado, em outras palavras, desenvolva uma característica essencial a qualquer profissional: A resiliência.

Neste sentido, o que sempre evidencio é o seguinte:

1- Sempre passo as orientações para o profissional, independentemente do cargo hierárquico ou área de atuação, minha bandeira ou marca é a do “Profissional S/A”.

2-  Então raciocine comigo: Por causa de alguns maus gestores o trabalhador tem que fazer pacto com a mediocridade ou então mais do mesmo? Se assim for, onde fica a questão do compromisso e da mudança que tanto desejamos nesse “Brasil que eu quero”? Sim, por que exigir mudança é cômodo, agora, mudar meu caro, aí já são outros quinhentos. Desse modo, o cenário que vemos é um apontando o dedo para o outro de forma generalizada, só que não podemos deixar de perceber a consequência subliminar e inconsciente do gesto: um dedo apontado para o outro e três para ele próprio, ou seja, líderes culpam os seus liderados e estes repetem o gesto para o colega, para o equipamento, para o programa do computador, para a empresa e, todos, por fim, acabam voltando para a família, para as roupas, para o ônibus, para o cachorro e até para a alimentação que comem e assim, vivemos em um ciclo vicioso de muitas desculpas e justificativas e pouca autorresponsabilização, estacionando assim uma carreira, que poderia ser brilhante, em um vale de lamentações, coisa que eu não desejo para ninguém!

3- Todos sabemos que a falta de reconhecimento machuca, mas o meu objetivo é o de proporcionar melhor performance, maior produtividade e, lógico, resultados para todos, o que só será possível se houver um esforço coletivo, sem esperar reconhecimento, pois se o mesmo vier, excelente, massageia o ego e pode até incrementar a sua conta bancária, mas, se ao contrário, não ocorrer, que não seja um motivo de desânimo ou frustração e se o for, simples, faça-os sentir a sua falta, saia de cabeça erguida. Não tem reconhecimento maior do que a empresa lhe chamando de volta para ocupar o seu velho posto por não ter encontrado alguém à altura.

4- Pressuponho que simplesmente julgar um gestor, tendo como parâmetro experiências negativas não ajudará no seu progresso, no da empresa, que dirá do país, tampouco formará profissionais melhores, que é o que precisamos, pois não é raro nos depararmos com profissionais desqualificados, sem interesse em melhorar e normalmente vitimando-se, queixando da vida e da suposta “falta de oportunidade” e lógico, da sua falta de grana, o que, por sua vez, trará graves consequências não apenas psicossomáticas, mas em todos os aspectos para o próprio indivíduo e eu não lhe desejo uma vida miserável e sem perspectiva.

5- Trabalhar contando com o reconhecimento alheio é um erro gravíssimo, por estarmos falando de “profissionais”, pelo menos deveria ser, portanto, trabalhar depositando uma expectativa no comportamento do outro é realmente desmotivador e, lógico, é trabalhar pelo motivo errado, quando a principal razão está em valores que superam e muito o salário ou aquele velho tapinha nas costas, que é o do respeito e dignidade profissional, que são os únicos valores que ninguém pode lhe tirar.

No mais, não podemos esquecer que, mesmo sacaneado e com o coração ferido, o bom profissional jamais deixa de fazer o seu trabalho com qualidade, respeito e dignidade, claro, que este é o comportamento desejado de todo profissional comprometido e responsável, pois ele não somente ama o que faz, como aprecia fazer e se empenha para entregar o seu melhor e o reconhecimento virá, nessa empresa, em outra ou quem sabe, no seu próprio empreendimento. Isso sim, eu desejo a todos!

Gostou do tema? Tem alguma experiência parecida? Compartilhe comigo, terei o maior prazer em conhecer a sua história e quem sabe, contribuir com outras pessoa que têm as mesmas dificuldades, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

 

 

Sobre o Autor

Nelson Vieira, sou Advanced Coach Senior e Master Coach Trainer, certificado por diversas instituições internacionais ao redor do mundo, tendo formado aproximadamente 5 mil coaches pelo Brasil. Para conhecer mais acesse: www.nelsonvieira.com.br

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