Um erro muito comum que tem levado centenas de empresas à falência

Esta semana o nosso leitor Gerson Sousa me escreveu o seguinte: “Sr. Nelson, venho seguindo à risca seus direcionamentos de coaching para a vida e para os negócios, tenho, porém, esbarrado com um sério problema referente ao meu tipo de negócio: Indústria gráfica. Venho aplicando seus ensinamentos para melhor desenvolver meus negócios, no entanto, tenho encontrado muitas dificuldades, visto que este ramo de atuação está atravessando uma forte crise de mercado. Não estou conseguindo enxergar uma luz no fim do túnel. Será que tem uma saída para este caso? Nos dê uma luz para conseguirmos uma solução, será que existe uma forma de recuperarmos nosso mercado?”.

Caro Gerson, estou muito feliz e honrado pela possibilidade de contribuir positivamente com você. Primeiramente, temos que ter bem claro que setores da economia tem passado por profundas reformas, sobretudo nas três últimas décadas, onde a indústria, as profissões e o próprio comércio sofreram transformações, sendo algumas, irreversíveis, profissões desapareceram (e outras já estão em fase de extinção) para dar lugar a outras jamais imaginadas. Duvida? Então faça o seguinte teste: Pergunte para, pelo menos 10 crianças de 7 a 12 anos o que querem ser quando crescer? Antigamente, muitos escolheriam profissões mais convencionais, como: médico, engenheiro, bombeiro, hoje, possivelmente 50% delas escolherão a profissão (pasme…), mas é isso mesmo: de youtuber!

No caso do seu ramo de negócios, precisamos analisar friamente o que pode estar desencadeando essa crise por você relatada, para tanto, o convido a avaliar duas coisas importantes:

  • A crise se instalou por um problema interno, de gestão, de falta de recursos? Ou foi tudo junto? Não importa, atente que resolver um problema de cada vez é mais sensato, saudável e consequentemente é o que funciona, nesse sentido, posso dizer que há duas questões importantes: Uma que diz respeito ao foco, perceba se você está dando mais atenção àquilo que você quer ou àquilo que você não quer: A crise! A outra questão diz respeito a pensar e querer resolver vários problemas simultaneamente, o que também não vai acontecer, porque só de pensar neles, ainda mais se somados aos já acumulados há tempos, vai só “embassar” a sua visão e consequentemente deixa-lo ansioso, tenso e nervoso. O corpo produz cortisol, que é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, prejudicial para o organismo e aí vem os seus desdobramentos que vão desde o isolamento social, alterações no sono, na alimentação e no humor até as doenças psicossomáticas, pressão arterial alterada, taquicardia, dores crônicas de cabeça, déficit de atenção e outros.

Uma dica, nesse caso, especificamente: Relacione tudo o que considera problema, depois, faça uma tabela contendo duas colunas, sendo uma com o título: “Problemas que eu posso resolver”, onde você vai listar todos os problemas que tenham solução, tipo: Baixo fluxo de cliente, alto consumo de material de limpeza e outros. Na outra coluna relacione os “Problemas que eu não posso resolver”, tipo: Trânsito, situação político-econômica do país, conjuntura política dentre outros. A intenção, é perceber o que pode ser solucionado e o que não pode!

O próximo passo consiste em fixar a atenção na lista de problemas que você pode resolver, em seguida, defina-os enumerando-os em uma ordem hierárquica: dos que mais o estão afetando para aqueles de menor expressão, depois, pergunte-se em relação aos três primeiros (aqueles que mais o atrapalham): “Em qual desses você acredita que, se der mais foco e atenção terá um impacto positivo sobre os demais?”, pronto! Você acabou de eleger um problema para dar conta, concentre-se nele, faça um plano para soluciona-lo e então uma vez resolvido, perceberá que ele, possivelmente estava desencadeando pelo menos mais dois ou três da sua lista. Dessa forma, ao resolver um único problema, é possível que você esteja eliminando vários outros.

  • A crise é externa e afeta todo o mercado gráfico? Já apurou? O que fazer nesse caso? Há alguns anos, início dos anos 2000, para ser mais preciso, uma empresa do setor de cosméticos e outra de vestuário atravessavam uma grande crise, fizeram uma pesquisa bem apurada junto ao seu público consumidor e, pah, surpresa! Sabe o que estava afetando o seu mercado? No caso da indústria de cosméticos, estavam competindo com CDs e no caso da griffe de roupas, as companhias aéreas eram as suas principais concorrentes. Talvez você pense: Mas o que tem a ver uma coisa com a outra? À primeira vista, absolutamente nada, no entanto, pessoas deixavam de comprar cosméticos para comprar CDs de música dos artistas preferidos e os clientes que consumiam em lojas de grife, quando podiam, viajavam para a Flórida e as adquiriam nos outlets da vida a preços muito mais interessantes.

Nos dias atuais, é muito importante perceber o que se passa ao seu redor: Os smartphones revolucionaram a indústria de tecnologia, de telefonia, de TV, de música, de transporte e ainda vem muito mais por ai: Veja bem,  a netflix aniquilou as locadoras de filmes, o UBER está revolucionando a forma de transporte, plataformas de música por streaming, simplesmente mudaram para sempre a indústria fonográfica e as gravadoras do mundo, OLX chegou para desapegar de vez dos velhos anúncios em classificados e a imprensa escrita precisou se reinventar rapidamente, enfim, poderia citar aqui exemplos e mais exemplos, mas muitas gráficas, hoje, reduziram o seu parque gráfico e cederam mais espaço à plataforma virtual como: trabalhos de designer voltado para elaboração de sites, administração de redes sociais, diagramação de textos, branding, padronização da identidade visual, e-commerce, desenvolvimento de aplicativos, comercialização de sistemas de gestão, fornecimento e locação de equipamentos de impressão e até suporte técnico de informática.

Analisando seu negócio por esses dois aspectos, você terá uma visão mais clara daqueles problemas insolúveis que só consomem a nossa atenção e a nossa energia, ignore-os, pois se não têm solução não vale a pena pensar neles então, se não pode eliminá-los, aprenda a conviver e evite cometer um erro muito comum que leva centenas de milhares de empresas à falência todos os anos: A acomodação. Por isso, reinvente-se!

Gostou do tema? Tem alguma experiência parecida? Compartilhe comigo, terei o maior prazer em conhecer a sua história e quem sabe, contribuir com outras pessoa que têm as mesmas dificuldades, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Sobre o Autor

Nelson Vieira, sou Advanced Coach Senior e Master Coach Trainer, certificado por diversas instituições internacionais ao redor do mundo, tendo formado aproximadamente 5 mil coaches pelo Brasil. Para conhecer mais acesse: www.nelsonvieira.com.br

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