O árduo desafio de engajar uma equipe nos dias atuais

De fato, vivemos definitivamente uma nova era, onde o ambiente virtual nos proporciona inúmeros estímulos na palma da mão, literalmente, e dita novas tendências nas relações humanas em nível pessoal e profissional, há quem diga que a internet aproxima quem está longe e afasta quem está perto, pois bem, convido-o a fazer a sua própria avaliação observando o ambiente a sua volta.

Desse modo, em tempos de relações tão superficiais,  a infidelidade comercial é potencializada não apenas pelos clientes – que procuram sempre o melhor produto com o melhor preço, melhor atendimento e melhores condições de pagamento – mas também pelos funcionários, que na sua incessante busca para melhorar a condição de vida e ascensão profissional acabam, muitas vezes, surpreendendo a empresa e desfalcando uma equipe já treinada e competitiva.

Assim, o desafio de engajar os funcionários é cada vez maior, exigindo dos gestores planos cada vez mais elaborados e criativos para evitar que a equipe caia no marasmo da mesmice e perca o entusiasmo e a motivação para alcançar as metas da empresa, e um caminho viável, segundo Chiavenato, considerado o “papa” da administração moderna no Brasil e um guru de RH, é alinhando os objetivos organizacionais com as necessidades pessoais do funcionário, portanto, é interessante perceber e quem sabe antecipar algumas expectativas, mas cuidado para não inflacionar a sua satisfação, bom senso nunca é demais.

  1. Uma empresa capaz de criar um bom clima organizacional através de um ambiente saudável e propício para o exercício de suas atividades certamente é um grande diferencial para reter e engajar a sua equipe assegurando a competitividade da empresa no mercado;
  2. Pessoas gostam e precisam de desafios para sentirem que estão se superando e crescendo a cada dia, isso é que desenvolve a autoconfiança e o espírito de equipe;
  3. O trabalho em equipe é outro fator importante que sem dúvida impacta na motivação do colaborador para desempenhar as suas atividades com mais entusiasmo gerando até um clima saudável de competição, como acontece em um time de futebol onde jogadores se empenham para serem titulares, mas, independente da sua posição, vibram juntos a cada vitória, mas também se respeitam e estão sempre ávidos para aproveitar as oportunidades;
  4. Apenas o trabalho em equipe não é suficiente para engajar uma pessoa em um projeto, ela precisa perceber a entrega e comprometimento de todos, especialmente do líder, que acaba funcionando como espelho e inspiração para que ela produza mais e melhor;
  5. Estabelecer metas e indicadores de performance também são fundamentais para avaliar o seu nível de eficácia e dar a real noção de produtividade, possibilitando ao colaborador confrontar a sua performance em relação às metas estabelecidas permitindo avaliar o que pode vir a ser melhorado;
  6. Criticar um trabalho de maneira construtiva não é pecado, pelo contrário é saudável e contribui para o desenvolvimento do profissional que souber aproveitar as dicas, no entanto, apreciar quando um trabalho é bem feito é importante para que o colaborador se sinta prestigiado;
  7. Os profissionais, de um modo geral, anseiam crescer e se desenvolver cada vez mais, por isso, um critério muito utilizado pelos maiores talentos diz respeito ao investimento em capacitação profissional seja através de incentivo para educação continuada, treinamentos ou ações de desenvolvimento individual, como o acompanhamento de um coach profissional, por exemplo;
  8. Conheço muitos empresários que afirmam com convicção: “Eu que não vou preparar o funcionário para ir trabalhar no concorrente”, mas pense bem, é mesmo uma questão de RH, é inevitável não relacionar o seu desenvolvimento profissional com a sua valorização na empresa, ou seja, a cada treinamento o colaborador volta de 5% a 10% mais valorizado, embora dinheiro nem sempre seja tudo o que determina o engajamento e a produtividade, tem o aeu grau de importância que não pode ser negligenciado;
  9. Os integrantes de um time querem se sentir ouvidos, apoiados e reconhecidos, ou seja, é importante que o líder, no mínimo, ouça as suas ideias, embora nem sempre tenha que acatá-la, mas apoiá-la quando for o caso e sobretudo, reconhecendo o profissional da maneira como ele (o profissional) gostaria, daí a importância de conhecer os hábitos, valores pessoais, gostos e aspirações de cada membro da equipe, essa informação pode ser usada como “combustível” quando necessário;
  10. Todo profissional anseia por uma promoção no trabalho, este pode ser o ápice do reconhecimento para alguns, no entanto, muitos, embora tenham uma grande competência técnica, não têm inclinação para uma carreira gerencial, e, portanto, no atual e, há muito, defasado modelo de gestão, saem em desvantagem em relação a outros que contróem uma carreira ascendente passando assim, a ser uma presa fácil para a concorrência que procura um profissional altamente capacitado, mas com baixa autoestima e melhor ainda, conhecendo tudo do concorrente. Então, conheça a carreira em “Y” e valorize a sua equipe nem que seja pelo orgulho e satisfação, isso certamente contará pontos quando ele tiver que decidir;
  11. Um modelo de trabalho mais recente, porém, menos comum por aqui é o que oferece flexibilidade de horário de trabalho, que por um lado é bom, pois atualmente o funcionário pode produzir de casa gerando mais economia para a empresa e gerar maior comodidade para cuidar dos afazeres pessoais, porém, tem a desvantagem do presencial quando se tratar de uma ocorrência de última hora na qual se precise acioná-lo para realizar uma atividade urgente. No entanto, com o desenvolvimento das grandes capitais e com uma banda larga de internet cada vez melhor, é uma tendência nas relações de trabalho atuais;
  12. Remuneração sempre vai ser muito importante numa relação de trabalho, mas não se engane, em pesquisas de clima organizacional esse item tem sido apontado em último lugar quando se trata de satisfação e critério de engajamento no trabalho perdendo para os demais, não fosse assim, não haveria um grande movimento de executivos e profissionais trocando salários astronômicos por mais qualidade de vida e menos stress cotidiano.

Gostou do tema? Tem alguma experiência parecida? Compartilhe comigo, terei o maior prazer em conhecer a sua história e quem sabe, contribuir com outras pessoa que têm as mesmas dificuldades, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Nelson Vieira
 

Nelson Vieira, sou Advanced Coach Senior e Master Coach Trainer, certificado por diversas instituições internacionais ao redor do mundo, tendo formado aproximadamente 5 mil coaches pelo Brasil. Para conhecer mais acesse: www.nelsonvieira.com.br

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